terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Maçonaria mundial 2017 comemora 300 anos de fundação na Inglaterra!

Eis a verdade, que é um dedo na ferida que os Braganças abriram na história do Brasil e de Portugal: D. Pedro I destruiu o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e entregou o Brasil para a maçonaria. Portanto, se o Brasil tem de ser REFUNDADO e TEM DE que desta vez seja longe da maçonaria ou desse grupo criminoso que manda e espolia o Brasil desde 1822. Acerca dessa questão, finalizamos com a advertência de Manuel J. Gandra: (abaixo)

9 DE JANEIRO: DIA DO MOVIMENTO MAÇON CHAMADO DE "FICO"
Em 2017 a maçonaria mundial está comemorando seus 300 anos de fundação na Inglaterra.
Grande Loja de Londres
Por que 2017 (ano do tricentenário do Palácio Nacional de Mafra construído por D. João V como sendo a réplica da Celeste Jerusalém, bem como, ano do centenário das Aparições de Fátima, talvez um dos eventos centrais na história da cristandade) é importante para a maçonaria? O número 17 é importante para a maçonaria? Cabe notar que a História de Portugal, completamente desconhecida dos brasileiros, tem o número 17 como aquele que designa a arcatura ontogenética da nação portuguesa, ou seja, a história de Portugal "move-se" dentro desse rítmo. A área de estudos que cobre isso chama-se Epilogística. O papel que Portugal desempenhou face ao combate do Islam e na salvaguarda do Ocidente foi deveras robusto, feito nunca igualado por nenhuma nação europeia. Assim, é sintomático que a maçonaria mundial esteja a comemorar 2017 para rever os seu planos de atuação dentro do cenário mundial. Nossa publicação que fala sobre a epilogística na história de Portugal chama-se: DA FACE OCULTA DO ROSTO DA EUROPA, Manuel J. Gandra.
O artigo do link (escrito por individuo que não se assume maçon, mas, pelo teor do artigo é pouco provável que não o seja) exorta a renovação da maçonaria: "Talvez a ordem maçônica mereça renovar-se após trezentos anos de vida simbólica. Talvez necessite rever os símbolos. Talvez seja o momento do resgate de velhas raízes. A verdade é que há uma indefinição de rumos, em meio a indefinições em toda a ordem mundial.". Além disso, o autor investe na tese falaciosa de ser a maçonaria a herdeira e sucessora legítima da ORDEM DO TEMPLO. Ontém fizemos um post sobre isso esclarecendo alguns pontos.
Mas, vamos admitir que a maçonaria seja herdeira da ORDEM DO TEMPLO. Como enquadrar isso na história de Portugal? Vejamos alguns fatos que desmontam a tese maçonica:
1) A ORDEM DO TEMPLO ajuda a fundar a Monarquia Portuguesa;
2) A ORDEM DO TEMPLO da França é secundária. Na Europa, a ORDEM DO TEMPLO tinha 2 sedes (uma material, outra espiritual), ambas ficavam em Portugal (Castelo Branco e Tomar);
3) Há desde o início da Nacionalidade Portuguesa uma estreita e íntima ligação da Coroa com a ORDEM DO TEMPLO de tal modo que pode-se dizer que a Coroa era o "braço exterior" da ORDEM. Ambas atuavam em conjunto e de tal forma que é praticamente impossível separar a história de Portugal da ORDEM DO TEMPLO, que contribuiu decisivamente para, entre outros, o projeto de urbanização e expansão de Portugal. Nem na França, nem em qualquer outro país da Europa tais relações NUNCA se estabeleceram;
4) A ORDEM DE CRISTO, autêntica sucessora e herdeira legítima da ORDEM DO TEMPLO foi a verdadeira autora, mentora e patrocinadora dos Descobrimentos Marítimos. Jamais um feito da Coroa ou de cortesãos esforçados, antes o trabalho de uma autêntica ORDEM iniciática;
5) O Brasil, por bula papal é patrimônio da ORDEM DE CRISTO;
6) Assim, dado a secular relação da ORDEM DO TEMPLO com a Coroa Portuguesa como se explica que a maçonaria que é, de saída, anti-monárquica e anti-cristã arvore-se herdeira dos Templários para destruir a monarquia Portuguesa que ajudou a fundar? Quando, em que momento da história da Europa e de Portugal os Templários trabalharam CONTRA o Ocidente cristão, a igreja e as monarquias europeias com a clara intenção de os destruir? A maçonaria, desde o seu início, já "NASCE" COM O OBJETIVO DE DESTRUIR AS MONARQUIAS EUROPÉIAS E A IGREJA.
Não há resposta para essas perguntas por uma simples razão: a maçonaria MENTE.
Pois bem, o Brasil do Império (e da República) é um projeto maçônico conduzido de modo consciente pelo Princípe Regente D. Pedro I e por José Bonifácio, maçon carbonário. Oras, se o objetivo MUNDIAL da maçonaria naquela altura era destruir as monarquias e a igreja porque razão se há de pensar que aqui o objetivo foi adulterado ou alterado? Ao contrário, foi seguido a risca e, com um agravante, por uma maçonaria parva e incompetente, diametralmente diferente daquela que criou os EUA. Os EUA se tornaram um pais respeitável. O que se tornou o Brasil? Um antro de crimes, de bestialidades, de incultura e de mentiras mastodônticas. Portanto, há maçonarias distintas e o que as distingue? Os seus membros? A sua regra? O quê? É preciso queimar muita pestana para levantar minimamente esse véu. O fato é que a maçonaria do Brasil revelou-se uma tragédia desde 1822. Eles destruíram o Brasil, bem como, o chamado PROJETO TEMPLÁRIO E O EVANGELHO PORTUGUÊS.
O que aconteceu na data de 9 de Janeiro? É o dia do FICO de D. Pedro, um marco no início do projeto de derrubada da monarquia Portuguesa pelos maçons "vermelhos" e "azuis". Como funcionavam a maçonaria no Brasil antes e depois do FICO?
Em 30/11/1818 D. João expede alvará proibindo a existência de sociedades secretas, portanto, até essa presente data, as "filiações" maçônicas eram subterrâneas. Antes e depois do FICO as lojas maçônicas organizam-se de modos distintos em 2 linhas de atuação chamada "vermelha" e "azul" (denominação didática da historiografia moderna. No entanto, cabe lembrar que essas "divisões" "internamente inexistem). VERMELHA- Comércio e Artes (já existia no tempo de D. João VI), no início de 1822 subdivide-se em União e Tranquilidade (termos que serão usados em documentos oficiais de D. Pedro no dia do FICO) e Esperança de Niterói. AZUL- da Comércio e Artes sai uma subdivisão que formará a Distintiva e o Clube da Resistência, futura Nove de Janeiro. Vermelha terá como expoente J.G.Ledo e a Azul JB ou Azevedo Coutinho.
Os principais nomes dos maçons vermelhos e azuis foram os homens que trabalharam incansavelmente pelo "FICO". Ambos os maçons faziam parte da mesma "loja" e estavam reunidos e unidos na luta contra a monarquia e a igreja. Vitoriosa a Revolução Liberal do Porto de 1820 eles se "separariam" em "lojas" bem caracterizadas como "vermelha" e "azul". No início de 1822, já se constatam movimentos de reorganização das lojas. Em Maio de 1822 no Rio de Janeiro ocorre a criação do órgão central diretor de todas as "lojas" maçônicas vermelhas: o Grande Oriente do Brasil. Antes dele, todas as"lojas" eram, dependentes do Oriente Lusitano com sede em Lisboa. O mesmo movimento acontece com as "lojas"maçônicas azuis: o Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz. Assim, depreende-se que o projeto de reorganização das 'lojas" não emana do Brasil nem de Portugal.
O que há para comemorar no 9 de JANEIRO? Nada, a não ser que você seja maçon ou tenha a convicção de que o projeto maçônico para o Brasil, que foi a "criação" do que eles chamam de "Império" foi relevante. Eis a verdade, que é um dedo na ferida que os Braganças abriram na história do Brasil e de Portugal: D. Pedro I destruiu o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e entregou o Brasil para a maçonaria.
Portanto, se o Brasil tem de ser REFUNDADO e TEM DE que desta vez seja longe da maçonaria ou desse grupo criminoso que manda e espolia o Brasil desde 1822. Acerca dessa questão, finalizamos com a advertência de Manuel J. Gandra:
"Permitam-me recordar-vos que uma refundação, qualquer que seja a cor da investidura, para efectivar-se, não pode ater-se a meras conveniências políticas e sociológicas, mas acima de tudo há-de basear-se em princípios hiero-políticos, justamente dado o carácter peculiar da legitimação do poder no âmbito lusíada!"

Origem e importância da maçonaria organizada no mundo

http://www.theeagleview.com.br/2016/12/2017-300-anos-da-maconaria-organizada.html






Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro


No dia 24 de junho de 2017, a Maçonaria Organizada completará três séculos de existência.

Os números impressionam: a Maçonaria chega a 300 anos em 2017.  

2017 forma o número  um, que representa a energia criativa, a originalidade e a individualidade, diz respeito ao poder, à masculinidade e à objetividade.  Um é a unidade de Deus, e também representa o Eu - a personalidade individual do ser humano.  A numerologia também é objeto de estudo da maçonaria.

Os tricentenário maçonico, poderá representar, sem dúvida, uma renovação.



A Grande Loja de Londres - hoje


O Começo da Maçonaria Simbólica


Em 24 de junho de 1717, fundou-se a Grande Loja de Londres e Westminster, na Inglaterra. Teve início, assim, o que hoje chamamos de Sistema Organizado, ou Obediencial da Franco-Maçonaria tal qual hoje é conhecida. 

Membros de quatro Lojas, encontram-se informalmente na taverna Crown, em Counvert Garden,  naquela data, pois “acharam por bem unir-se sob um Grão-Mestre, como o Centro de União e Harmonia”.

As quatro Lojas envolvidas nesta decisão não tinham nomes - eram identificadas pelos nomes das tavernas ou cervejarias em que se reuniam. Eram elas:

I –   Goose & Gridon (Ganso e Grelha), perto da Catedral São Paulo;
II –  Crown (Coroa), em Perkers Lane;
III – Apple Tree (Macieira), da Charles Street;
IV – Rummer & Grapes (Copázio e Uvas), em Cannel Row, Westminster.

As quatro lojas formaram, então, um movimento de articulação em rede que se espalhou pela Inglaterra, Escócia, França, Holanda e Alemanha, consolidada por regras e constituições compiladas em atas, originalmente entre 1720 e 1723.

Com a fundação da maçonaria organizada, estabeleceu-se um novo tipo de relação piramidal, através da qual as Lojas existentes aderiram a um novo órgão, chamado Grande Loja, formando uma potência atratora, transcendendo o caráter operativo das organizações então existentes para constituir-se em uma organização simbólica, política e filosófica. Os resultados dessa organização fazem-se sentir na história do ocidente até os dias de hoje.

A data é um marco da chamada maçonaria simbólica. A maçonaria operativa, no entanto, é uma instituição milenar. 


Guildas Medievais


As ordens maçônicas na antiguidade


As ordens maçônicas têm origem na antiguidade - no costume dos mestres de obras dos grandes templos e fortificações, de manter em segredo as plantas, fórmulas de cálculos e segredos das construções, compartilhando-os apenas entre seus iguais. A introdução dos novos mestres, escolhidos dentre os oficiais auxiliares das obras, nessas sociedades, se fazia por adoção. Era a forma de manter em segredo a engenharia dos templos e fortificações, garantir a segurança das obras e manter a qualidade e valorização da  própria atividade - a engenharia da antiguidade.  Muitos pagavam com a  vida a manutenção do juramento secreto.

Na idade média,  as hansas, corporações de ofício e, principalmente, as guildas, permitiram à essas sociedades de mestres, oficiais e aprendizes, ganhar caráter operativo, sistematizar conhecimentos, e organizar-se em células, reunidas em lojas, transcendendo o rol de construtores para atingir, também, comerciantes e artesãos. Formavam corporações privilegiadas, que se furtavam de toda a regulamentação oficial e guardavam os segredos da profissão. O vínculo com a tradição da construção, no entanto, constituiu sempre a marca de identificação dessas lojas. Daí procede a terminologia (maçom = pedreiro) e os símbolos de ferramentas, como o martelo, a paleta e o esquadro.

Havia, porém, um componente importante, filosófico e religioso, nesse amalgama organizacional: a profunda influência da Ordem dos Cavaleiros Templários sobre a economia medieval. 


Cavaleiro Templário



Os Templários 


Coube à Ordem dos Templários, entre 1119 e 1312, sob voto de pobreza, zelar pela organização financeira, comercial e logística  da economia na Europa e oriente próximo, garantir militarmente a segurança dos viajantes e seus valores e manter a salvo o caminho dos peregrinos até Jerusalém. 

Os templários guardaram as estradas, cobraram pedágios, garantiram a circulação das moedas, emitiram títulos de crédito (invenção templária) e, guardaram os valores em depósito.  Foram os primeiros banqueiros da história (e os únicos, ao que tudo indica, que não se conspurcaram com o dinheiro). Fizeram jorrar o sangue para trazer a paz ao ocidente.

Guardiões desde a primeira cruzada, do Templo de Salomão, em Jerusalém, e excelentes militares, os templários não ganharam poder por conta da força militar e do dinheiro - na verdade esse poderes foram consequência de outro maior, proveniente da busca obstinada pelos mais profundos conhecimentos sobre os fundamentos espirituais do cristianismo, sua raiz judaica e sua derivação islamita,  sobre os símbolos e as razões estruturais contidas na construção e funcionamento do Templo de Salomão, sobre a Arca da Aliança, o Carro Celestial visto por  Ezequiel e, sobretudo, a Cabala. Os Templários patrocinaram pesquisas e guardaram conhecimentos sobre a filosofia natural, estudos mítico-alquímicos, esoterismo, astrologia, signos e simbologias das formas geométricas e dos números.

Uma clara evidência da interrelação dos cavaleiros templários com a maçonaria está na construção da loja maçônica na abadia da cidade de Kilwinning, na Escócia, em 1140.  De acordo com o histórico da Loja, nesta época, o Papa Inocêncio II (o mesmo que apoiou e estabeleceu privilégios aos Cavaleiros Templários em 1139) criou corporações (ou fraternidades) de pedreiros, e deu a elas certos privilégios com o objetivo de enviar artistas italianos, que eram famosos por construírem catedrais, para erguerem igrejas em outros países também.   Uma guilda destes pedreiros e forasteiros parece ter ido a Kilwinning, para construir a abadia, e de acordo com os relatos da Loja, lá fundou e constituiu a primeira Loja da Escócia. A Loja foi fundada na sala capitular dentro da abadia, uma sala com 11,6 x 5,8 m, e ali permaneceu até sua reforma em 1560, quando uma desavença entre os nobres Earl de Glencairn e  Earl de Eglinton (que de comum só tinham o primeiro nome), resultou na destruição da abadia.

O fato é que toda essa ebulição templária, rica em todos os aspectos e profundamente transformadora,  "transbordou" - extravasou os diques ideológicos e de controle mantidos pela igreja  e passou a perturbar todas as monarquias europeias.  Assim, por ordem do Papa, os templários foram brutalmente exterminados. 

Esse episódio histórico representou o cisma moral entre religião, economia e Estado.

O destino dos Templários  guarda profunda relação com a formação filosófica da maçonaria simbólica e organizada. A maçonaria organizada surge laica, universal, aclassista  e humanista. Seus membros zelam pelos princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e contínuo direito ao aperfeiçoamento intelectual. Lutam obstinadamente pela separação do Estado da Religião. 

Paz de Westfália - Ratificação do Tratado de Münster (1648), que inaugurou o moderno sistema internacional, ao acatar princípios como a soberania estatal e o Estado-nação. Quadro de Gerard Terborch.



A Paz de Westfália e as revoluções


A maçonaria organizada, assim, passou a assumir papel fundamental na política moderna. 

De fato, admitir que todo homem é livre e possui bons costumes, não fazer distinção de raça, religião, ideário político ou posição social, ter como critério de admissão o espírito filantrópico e a busca da perfeição, em plena era do absolutismo... era algo extremamente revolucionário (e de certa forma, ainda o é, nos dias complexos de hoje).

A organização política da moderna maçonaria guarda raízes  também nas articulações para por fim à Guerra dos Trinta anos e outros conflitos históricos em curso na Europa, em 1648. Neste ano, católicos e protestantes firmaram a Paz de Westfália, um conjunto de tratados que constituem o marco inicial dos estados nacionais e da diplomacia moderna. 

Os tratados reconheceram a soberania dos estados, instituíram a diplomacia e decidiram que  os conflitos posteriores na Europa não mais teriam como motivo principal a religião, permitindo, assim, a aliança entre países protestantes e católicos em eventuais futuros conflitos. Ou, seja, o início do fim das teocracias na Europa. O teor desses tratados tiveram enorme influência no pensamento maçônico.

A Maçonaria Organizada, espalhou-se como rastilho de pólvora, no Século XVIII - e tornou-se receptáculo da filosofia das Luzes, propagando o iluminismo, o pluralismo e o laicismo pelo continente europeu e colônias ultramarinas.

Difícil saber se o iluminismo influenciou a maçonaria ou... foram os maçons grandes iluministas.  O fato é que há um fio condutor da maçonaria no século das luzes.

No final do século XVIII já existiam 700 lojas na França, compostas por grande quantidade de nobres e membros da classe média e do clero. 

Apesar dos Papas Clemente XIII e Bento XIV terem proibido a maçonaria em 1738 e 1751 - pois era evidente o conflito entre os interesses clericais no Estado e o laicismo político pretendido pelos maçons, o fato é que grande número de clérigos já integrava a organização. 

Músicos da importância de Mozart integraram a maçonaria. Grandes militares, como La Fayette, também. 

A maçonaria formou a estrutura teórica (e operativa) da Independência Americana e da Revolução Francesa.  George Washington e Benjamin Franklin, introduziram os princípios maçônicos na declaração de independência dos Estados Unidos. A Revolução Francesa adotou o lema maçônico "Liberdade, igualdade, fraternidade". 

Há sinais evidentes da maçonaria na independência e formação política de todos os países americanos - incluso o Brasil. Há forte traço maçônico na formação clássica do judiciário como um poder autônomo, em todo o mundo, bem como na ordem dos trabalhos em todas as casas legislativas. 

No século XX, os maçons conheceram a perseguição institucionalizada. Comunistas e Nazistas tinham os maçons como inimigos de Estado. Na guerra fria, os maçons americanos foram vistos com desconfiança por  Macartistas enquanto na Europa, eram desprezados pela esquerda existencialista. Foram caçados nos países de religião muçulmana, por motivos óbvios e, também, combatidos pela direita ortodoxa israelense. 

A maçonaria, de certa forma, moldou a governança dos séculos XIX e XX, e, também, viu seus valores serem fortemente conflitados nesse mesmo período.
Grande Loja de Londres

O futuro


Existem hoje,  no mundo, aproximadamente 6 milhões de maçons, espalhados pelos 5 continentes. Destes, 3,2 milhões vivem nos Estados Unidos, 1,2 milhões no Reino Unido e um milhão no resto do mundo. No Brasil, calcula-se que existam aproximadamente 150 mil maçons e 4.700 lojas regulares.

O número respeitável de maçons, no entanto, necessita de emprego eficaz.

Hoje, o conflito entre governo global, nova ordem mundial e resgate das nacionalidades, o  isolacionismo em contraponto à regionalização das economias, o radicalismo intolerante protofascista e o terrorismo islâmico, também representam desafios da maçonaria moderna. 

Recentemente, em 2012,  a Grande Loja Unida da Inglaterra entrou em conflito com a Grande Loja Nacional Francesa - praticamente antecipando o brexit e reinaugurando a história da Ordem na Europa. A questão da globalização, do resgate dos interesses nacionais, do uso dos conflitos humanitários como forma de manutenção no poder da hipocrisia politicamente correta, da reação à imigração e do risco à segurança dos cidadãos face ao terrorismo, influencia os rumos da maçonaria europeia tanto quanto a maçonaria no resto do mundo. 

Talvez a ordem maçônica mereça renovar-se após trezentos anos de vida simbólica. Talvez necessite rever os símbolos. Talvez seja o momento do resgate de velhas raízes. A verdade é que há uma indefinição de rumos, em meio a indefinições em toda a ordem mundial.

Os números do jubileu maçônico, no terceiro século de sua constituição simbólica, podem significar  mais que mera numerologia...

Hora de repensar, do caos... uma nova ordem?

    







Antonio Fernando Pinheiro Pedro é advogado (USP), jornalista e consultor ambiental. Sócio diretor do escritório Pinheiro Pedro Advogados, integra o Green Economy Task Force da Câmara de Comércio Internacional. Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, membro das Comissões de Infraestrutura e Sustentabilidade e Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo (OAB/SP). É Vice-Presidente e Diretor Jurídico da API - Associação Paulista de Imprensa. Editor do Portal Ambiente Legal e do blog The Eagle View.

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