terça-feira, 20 de novembro de 2018

Quem é Paulo Guedes, o economista que faz a cabeça de Bolsonaro

Paulo Guedes diz que foi ele que deu a receita do tripé para corrigir a hiperinflação (ao lado de FHC, em 1994)  (Gustavo Miranda/Agência o Globo)
O primeiro encontro entre o capitão da reserva Jair Bolsonaro e o economista Paulo Guedes se deu em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio, durou mais de cinco horas e terminou com uma espécie de declaração de amor do segundo para o primeiro. Beatriz Kicis, presidente do Instituto Resgata Brasil e uma das intermediadoras do contato. Com Bolsonaro, diverge sobre Previdência e privatizações. Bolsonaro vê os militares como defensores da ordem. Mas ele mesmo diz que é preciso virar a página sobre esse assunto.
Em 1983, ao participar de uma reunião do FMI nos Estados Unidos, o banqueiro Luiz Cezar Fernandes o convidou para abrir a corretora (depois banco) Pactual. Passou quinze anos na instituição, trabalhando ao lado de André Esteves
Em 1989, assessorou o então candidato à Presidência Guilherme Afif Domingos, para quem montou um programa liberal que, segundo afirma, já previa o tripé de políticas monetária, cambial e fiscal para derrubar a hiperinflação. 
Guedes como assessor do plano liberal do presidenciável Guilherme Afif, em 1989, com medidas que se repetiram para Bolsonaro
A carreira de professor universitário teve início com tripla jornada: na PUC-Rio, na Fundação Getulio Vargas e no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). A vida acadêmica no Rio foi interrompida quando ele recebeu convite para lecionar na Universidade do Chile no momento em que o país vivia o auge da ditadura — Augusto Pinochet implantava lá a agenda econômica de Friedman.  A experiência durou seis meses. Guedes se espantou quando, certo dia, a polícia política de Pinochet apareceu para uma inspeção em sua sala na universidade.
Em 2006, criou a BR Investimentos, que, em 2013, foi comprada pela Bozano Investimentos, com foco na área de saúde. Hoje, divide seu tempo entre a Bozano e, claro, a agenda de Bolsonaro. 
futuro candidato que hoje forma novo partido junto com FHC.
Paulo Guedes estava assessorando Luciano  Huck que desistiu da ideia de ser presidente. E, então, eu me senti apto a ajudar Bolsonaro, com quem já havia me encontrado uma vez. Tive a visão do Luciano ­Huck muito antes de Fernando Henrique, que chegou atrasado. Saí da bolha e vi o Bolsonaro subindo.

Paulo Guedes - Banco Central independente! Privatizá-lo? Privatizar é o programa do Instituto Millenium para o Brasil?

Nenhum comentário: