sábado, 24 de novembro de 2018

Estelionato empresarial brasileiro da soja, óleo e derivados, nafta, alimentos, tecidos, petróleo, gás, proálcool,minérios,

Bunge foi também o último nome do Ministro das Finanças russo. Ele trabalhou de perto com os Rothschilds. Mundo pequeno! Assim, os Ph.D internacionais foram alocados dentro do Brasil pela oligarquia internacional,  para o desmonte nacional brasileiro sob o calar das governanças brasileiras, geralmente governadores, ministros da fazenda e da agricultura.

 - O grupo Bunge y Born era apenas uma dos estrangeiros situados na intermediação de produtos agrícolas no Brasil. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), já operavam no país todos os gigantescos “grain trades” do mundo: André lausanne (Refinações de Milho Brasil), Cargill, Continental, cook, Louis Dreyfuss e Nidera. Isso sem falar de outros gigantes mais especializados como a Anderson Clayton e a Nestlé. Entre os comprados, vendidos ou incorporados nessa fase pioneira da industrialização brasileira, praticamente todos continuaram presentes no palco agregando os grandes nacionais milionários  como os ex-ministros da agricultura, da fazenda, banco central e governadores, onde “PERMITIRAM” pequeno espaço para os empresários tupiniquins nativos.
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Nikolai Karl Paul von Bunge 1887
Pesquisando sobre a evolução da soja e derivados no Brasil, chego a conclusão que  as empresas nacionais brasileiras desde 1905, foram expropriadas no decorrer do período até hoje, entregues  a preço de banana para a  elite globalista internacional, e as vendas e recompras das empresas serviram, servem, para os grandes capitalistas deixarem de pagar os impostos fiscais e sociais (calotes), que são prescritos, frente a omissão da justiça obedientes ao sistema; assim, a produção nacional passou a pertencer aos globalistas internacionais, representados pelos sócios laranjas Ph.D alocados dentro do território nacional; A Petrobrás foi vítima de um péssimo negócio na Era FHC, quando foram vendidas, na Bolsa de Nova York, 40% das ações da estatal que pertenciam ao governo brasileiro. A venda ocorreu por US$ 20 bilhões, quando o valor real das ações chegaria perto de US$ 100 bilhões, segundo avaliação do mercado e de engenheiros da Aepet. 
colhendo a cana - proálcool
A execução do Plano Rothschild para a pulverização das ações da Petrobrás começou no governo FHC, com a nomeação do Zilberstajn para a Agência Nacional de Petróleo. Ele indicou para presidente da empresa o Sr. Henri Philippe Reichstul, um judeu de origem francesa com passado de terrorista no Brasil, desprezando, inexplicavelmente, os conterrâneos para o cargo. O vultoso negócio da venda "pulverizada" de ações da Petrobrás, conduzido pelo Banco Rothschild, maestro oculto das finanças mundiais, foi mais um lance para a doação da empresa, e seu real objetivo foi baratear o negócio para o comprador, que foi o próprio Grupo Rothschild e seus testas de ferro, como Soros e outros menos conhecidosO golpe saqueou o Tesouro Nacional em cerca de 30 bilhões de dólares. Portanto, mesmo que a privatização da empresa fosse conveniente, a venda pulverizada de ações foi danosa em virtude do aviltamento do preço final. Os "projetos" da "city", de submissão total do Brasil em razão de suas reservas de minerais estratégicos, o grupo de Londres tudo fará para apossar-se da Petrobrás, como já fez com a Vale do Rio Doce. O petróleo da Petrobrás  não é nacional e muito menos estatal (mais de 60 % das ações em mãos de estrangeiros) o governo esconde tudo! está exportando às escondidas milhões de metros cúbicos de álcool etílico ou etanol para os EUA China e outros países. A Petrobrás vende etanol para outros países, sem que o negócio renda um único centavo, em impostos, para o Brasil. Na opinião do saudoso cientista brasileiro Dr. Bautista Vidal, pai do Proálcool, os investidores estrangeiros já dominaram o etanol brasileiro, período teve em que o governo negligenciou, desprezou o Proálcool, para após, os globalistas adquirirem as usinas já instaladas com potencial de produção a preço de irrisório, tornando-se os reis do etanol no mundo todo usando gratuitamente, a tecnologia brasileira.


A Bungue não perdeu um minuto de tempo para incorporar 
as empresas dentro do Brasil.
passem os olhos sobre as conquistas abaixo em apenas  um tipo de indústria a alimentícia, e verão que o Brasil pertence a Rothschild &Co. Imaginem o restante:

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Johann Peter Gotlieb Bunge
Século XIX início na Holanda, expansão global 1818 / Fundação da Bunge & Co. Em 1818, em Amsterdã, na Holanda, o negociante Johann Peter Gotlieb Bunge funda a Bunge & Co., empresa de comercialização de produtos importados das colônias holandesas (madeira, especiarias, algodão, borracha) e de grãos. 1859 / Transferência da Bunge para Antuérpia, Bélgica. Em 1859, já sob o comando de Edouard Bunge, neto de Johann, e a convite do recém-criado Reino da Bélgica, a Bunge & Co. transfere sua sede para a Antuérpia. Na Bélgica, a empresa inicia negócios com a Ásia e a África e torna-se uma das líderes mundiais do comércio de commodities. 1884 / Fundação da Bunge y Born na Argentina. Ernest Bunge, irmão de Edouard, muda-se para a Argentina, onde encontra um mercado agrícola em expansão. Associa-se ao cunhado, Jorge Born, e a empresa fundada por seu avô passa a se chamar Bunge y Born. Em pouco tempo, a empresa seria dona de 60 mil hectares de campos de trigo de alta qualidade, uma fábrica de embalagens metálicas (La Centenera, 1899) e uma das maiores empresas moageiras da Argentina (Molinos Río de la Plata, 1902).
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1887 / Inauguração do Moinho Fluminense no Rio de Janeiro (RJ). Inaugurado em 1887, no bairro carioca da Saúde, o Moinho Fluminense é dos primeiros moinhos industriais modernos do Brasil, com capacidade inicial de processar 120 toneladas de trigo por dia. Construído pelo empresário uruguaio Carlos Gianelli, da sociedade Gianelli & Comp., passaria a se chamar S.A. Moinho Fluminense em 1889. Entraria para a história da Bunge em 1914. Alimentos; 1891 / Inauguração do Moinho Porto Alegre em Porto Alegre (RS). Construído por técnicos ingleses e inaugurado em 1891, o moinho tem tal valor arquitetônico que, no ano de 1983, seria declarado Patrimônio Histórico da Cidade pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Entraria para a história da Bunge na década de 1920. Alimentos; Século XX: anos 1900-1910 chegada ao Brasil, moinhos de trigo 1905 / Fundação da Moinho Santista. Em 30 de setembro de 1905, é constituída em Santos (SP) a S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, destinada à compra e moagem de trigo e outros cereais, compra e venda de farinhas e farelos, fabricação de massa e congêneres. A empresa tem o empresário José Puglisi Carbone como presidente e a multinacional Bunge y Born como acionista. A Moinho Santista torna-se, assim, o primeiro investimento da Bunge no Brasil.
1907 / Inauguração do Moinho Santos, em Santos (SP). A unidade moageira que serve de base à nova empresa começa efetivamente a funcionar em 1907, em frente ao armazém 9 do porto de Santos, na rua Xavier da Silveira, 106. Abrange, inicialmente, um edifício e nove silos cilíndricos – os primeiros do mundo erguidos em estrutura metálica. O moinho é movido por um gerador de gás e iluminado por lampiões de querosene. Tem capacidade inicial para processar 80 toneladas de trigo ao dia; no ano seguinte, com a conclusão de uma segunda seção produtiva, passa a processar mais 100 toneladas por dia. As primeiras farinhas produzidas são das marcas Sol, Santista e Paulista, respectivamente de primeira, segunda e terceira qualidade. Dois anos mais tarde, em 20 de fevereiro de 1909, a Moinho Santista transferiria sua sede social para o centro da capital paulista, na Rua da Quitanda. (O moinho é tratado nos registros ora por “Moinho Santos”, ora por “Moinho Santista”.) Alimentos; 1913 / Inauguração do Moinho Joinville, em Joinville (SC). Após três anos em obras, em 19 de abril de 1913 começa a operar o Moinho Joinville, inicialmente chamado de Moinho Boa Vista, na cidade de Joinville, Santa Catarina. Erigido às margens do Rio Cachoeira, junto ao Cais Conde D’Eu – o que permitia recebimento e transporte de cargas por via fluvial e marítima até o porto de São Francisco do Sul, litoral catarinense –, tem 11 silos de ferro, com capacidade inicial de produção diária de 550 a 600 sacas de farinha de trigo, de 44 kg cada, e mais de 200 sacos de farelo. Comercializa farinhas em três marcas: Cruzeiro, Surpresa e Boavista. Pertence à sociedade Oscar Schneider & Co. Dez anos após sua inauguração, em 1923, seria adquirido pela União Mercantil Brasileira S.A. (Umbra). Ainda levaria mais 21 anos para se tornar propriedade da Bunge. Alimentos; 1914 / Fundação da Grandes Moinhos do Brasil no Recife (PE). Em 30 de maio de 1914, a Bunge se associa à empresa recifense de importação e exportação de trigo Just Basto & Cia., dando origem à Grandes Moinhos do Brasil S.A., para a construção, montagem e funcionamento de um moinho a ser instalado junto ao cais do porto do Recife. Alimentos; 
1914 / Aquisição do Moinho Fluminense no Rio de Janeiro (RJ). A Bunge adquire a S.A. Moinho Fluminense e passa a controlar a produção do moinho, inaugurado em 1887. Alimentos; 1919 / Inauguração do Moinho Recife no Recife (PE). Após dois anos em obras, em 11 de dezembro de 1919, o Moinho Recife é inaugurado, com o recebimento de sua primeira carga de trigo em grão: 300 toneladas. No entanto, levaria ainda algum tempo para o moinho começar a operar normalmente, devido a uma série de problemas, como a falta de operários especializados, a ausência de armazéns e silos ou a localização em terreno alagadiço. Dois anos mais tarde, em 1921, a capacidade de produção do Moinho Recife é de 80 toneladas diárias de farinha, nas marcas Recife, Olinda e Nortista
1919 / Fundação da Brasital em Salto (SP). Constituída pela união da empresa Belli & Cia. e da Società ItaloAmericana (SIA), grupo industrial de Milão, a Brasital S.A. localizava-se no município de Salto (SP), onde fabricava papel, fios e tecidos. A empresa seria adquirida pelo Grupo Bunge em 1981. Têxtil; Anos 1920 sucesso em alimentos, início no setor têxtil 1922-1923 / Medalha de ouro para o Moinho Recife. As farinhas produzidas pela Grandes Moinhos do Brasil S.A., proprietária do Moinho Recife, consolidam-se no mercado brasileiro, merecendo Medalha de Ouro na Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizada no Rio de Janeiro, de 7 de janeiro de 1922 a 23 de março de 1923. Alimentos; 1923 / Fundação da Sanbra no Recife (PE). Em 23 de junho de 1923, a Bunge adquire a empresa Cavalcanti & Cia, de compra, beneficiamento e exportação de algodão, no Recife (PE). Do negócio, surge a Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra), empresa que viria ser responsável por diversos avanços da indústria alimentícia nacional, no setor de oleaginosas (óleos comestíveis, margarinas, cremes vegetais, etc.). Alimentos; 1925 / Inauguração de fábrica de tecidos no Tatuapé, em São Paulo (SP). No início dos anos 1920, o Moinho Santista produzia a plena capacidade e precisava cada vez mais de embalagens para acondicionar sua farinha de trigo. A necessidade levou a direção da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais a decidir pela construção de uma fábrica de sacaria. A obra, iniciada em 1923, na avenida Celso Garcia, bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, levaria cerca de dois anos para ficar pronta, ocuparia 4.200 m2 e contaria com uma vila de casas para os operários. No dia 26 de agosto de 1925, em carta dirigida ao principal dirigente do Grupo Bunge, Alfredo Hirsch, o executivo João Ugliengo (um dos fundadores da Moinho Santista) informa que a fábrica de tecidos começara a funcionar regularmente. Desde o início, além da sacaria, a fábrica forneceria fios para terceiros. Dois anos após sua inauguração, em 1927, a planta ganharia mais um edifício para acomodar novas máquinas: 2.500 fusos, 112 teares, entre outros equipamentos. A fábrica ainda levaria mais dois anos, porém, para se constituir numa empresa com nome e identidade jurídica próprios. Têxtil; 1925 / Fundação da S.A. Alba em Buenos Aires, Argentina. Em 1925, a Bunge inaugura na capital argentina a S.A. Alba, a primeira fábrica de tintas da América do Sul. A empresa teria influência sobre a criação da Tintas Coral, no Brasil, três décadas mais tarde.
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 1929 / Fundação da Samrig em Porto Alegre (RS). Em fevereiro de 1929, uma fusão entre duas empresas moageiras do Rio Grande do Sul – a S.A. Grandes Moinhos do Sul, que já contava com a participação da Bunge, e da Viúva Albino Cunha e Cia. – dá origem à S.A. Moinhos Rio Grandenses (Samrig). A nova empresa passa a operar o Moinho Porto Alegre, de 1891, que ao final da década de 1920 tinha uma capacidade produtiva diária de 100 toneladas de farinha de trigo de qualidade superior. A Samrig teria importância semelhante à da Sanbra para o setor de oleaginosas da indústria alimentícia nacional – e especial importância para a consolidação da cultura da soja no País. Alimentos;
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  • Albino Cunha - O sr. A. J. Cunha nasceu em Portugal em 1850, vindo para o Rio Grande em 1864. O Moinho Rio-Grandense foi fundado em 1894, pela Companhia Sul Brasil, sendo o sr. Albino Cunha um dos fundadores. A empresa se ocupa exclusivamente da fabricação de farinha, de que produz 45 toneladas diariamente, em três qualidades. O trigo é importado da Argentina e descarregado em ponte própria, sendo transportado em vagonetes para o moinho. Entre a ponte e o estabelecimento, há uma pequena linha de trilhos, que muito facilita os trabalhos de carga e descarga. A sua marca de farinha Primor é muito conhecida e apreciada em todo o estado do Rio Grande do Sul, onde tem uma enorme procura.  http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g41h.htm
1929 / Fundação da Fábrica de Tecidos Tatuapé S.A. em São Paulo (SP). Quatro anos após o início de operações, em 27 de julho de 1929, a fábrica de tecidos da Moinho Santista ganha nome e identidade jurídica próprios: Fábrica de Tecidos Tatuapé S.A. Com capital inicial de 10 mil contos de réis, a empresa – a primeira da Bunge no setor têxtil – tem como acionista majoritária a S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais. A constituição da nova empresa seria ratificada em Assembléia Geral de 7 de outubro do mesmo ano. Desde o início, ficaria conhecida como Santista Têxtil. Têxtil; 
1929 / Lançamento do óleo Salada. Em meados da década de 1920, a Sanbra, fornecedora de algodão para a Fábrica de Tecidos Tatuapé S.A., decide investir em outro derivado de sua matéria-prima. Em vez da fibra do algodão, o caroço. Em vez de sacos, o óleo do algodão. A Sanbra arrenda parte do complexo industrial da Santista Têxtil localizado no bairro paulistano do Tatuapé, importa equipamentos para o refino de óleos vegetais e dá início à produção do que seria o óleo Salada, lançado oficialmente em 1929. Estreia da Bunge no setor de oleaginosas, o óleo de algodão Salada não era o primeiro óleo vegetal para uso culinário fabricado no Brasil, mas foi o primeiro que agradou ao paladar do brasileiro, por contar com equipamentos necessários para sua desodorização. Em pouco tempo, tornou-se líder de mercado. Nos anos iniciais, a fábrica apresenta capacidade de produção diária de 200 caixas, cada uma com 36 latas de 1kg ou 18 latas de 2kg. Alimentos; Anos 1930 sucesso têxtil, início no setor mineroquímico 1932 / Aquisição de fábrica de tecidos no Cambuci, em São Paulo (SP). O sucesso da primeira fábrica, no bairro do Tatuapé, estimula novos investimentos da Bunge no setor têxtil. Em 1932, a empresa adquire uma unidade fabril com um conjunto de fiação e tecelagem e outro de lã, no bairro paulistano do Cambuci. Devido à idade avançada do maquinário, porém, a unidade logo seria desativada. Têxtil; 1933-1934 / Escritório em São Paulo e primeira exportação da Sanbra. Em fevereiro de 1933, com o sucesso das vendas do óleo Salada, a Sanbra instala seu primeiro escritório na capital paulista, na rua Boa Vista. No ano seguinte, realiza seu primeiro embarque de exportação, com uma carga de algodão em pluma para a Europa
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1934 / Inauguração da Unidade Belenzinho da Santista Têxtil em São Paulo (SP). Uma nova unidade da Santista Têxtil começa a operar em 1934, no bairro do Belenzinho, Zona Leste de São Paulo, para aproveitar a lã nacional, cuja produção crescia nas regiões fronteiriças do Rio Grande do Sul. Construída no meio de uma chácara, numa área de 7 mil metros quadrados, conta com uma equipe inicial de 650 funcionários. Foi a primeira fábrica de porte no Brasil a produzir fios de lã de forma sistemática e de primeira qualidade, além de trabalhar também com matérias-primas como poliéster, acrílico e viscose. Sua produção anual chegava aos 4 milhões de metros de tecido para vestuário e cerca de 800 toneladas de fios para tecidos de ponto a mão ou para máquina. Têxtil; 1936 / Fundação da Cimento Roseo em São Paulo (SP). Em 12 de dezembro de 1936, é constituída a Cimento Roseo Sociedade Anonyma, com sede na rua São Bento, centro de São Paulo. Tem como principal atividade explorar um corretivo especial para pavimentação e aplicação em hidráulica, e como presidente-fundador João Ugliengo, executivo da Bunge. Mineroquímico; 1937 / Inauguração da Unidade de São Caetano da Cimento Roseo. Em 19 de janeiro de 1937, a Cimento Roseo funda uma unidade industrial de São Caetano (SP), em uma área de 48 mil m2 . Mineroquímico; 1937 / Aquisição de fábricas de tecidos em São Bernardo do Campo (SP) e em Santo André (SP). Assim como ocorrera com a fábrica do Cambuci, adquirida em 1932, as duas novas aquisições seriam desfeitas em pouco tempo, devido à modernização do setor têxtil da Bunge. Têxtil; 1938 / Alteração de razão social: Cibra - Cimentífera Brasileira S.A. Em 20 de julho de 1938, a Cimento Roseo tem sua razão social alterada para Cibra – Cimentífera Brasileira S.A. Mineroquímico; 1938 / Fundação da Serrana S.A. em Cajati (SP). Em 14 de outubro, é criada a Serrana S/A, empresa associada à Cibra que tem como objetivo adquirir e explorar jazidas de calcário, argila e outros minerais na região de Cajati, Vale do Ribeira, São Paulo. Pelos anos seguintes, a Serrana realizaria grandes investimentos para criar uma infra-estrutura mínima capaz de fixar a mão-de-obra na região, como uma vila residencial, escolas e espaços de lazer. A empresa tornar-se-ia, assim, importante impulsionadora do desenvolvimento regional – além de marco na história da Bunge no Brasil, por capitanear o ingresso do grupo no setor de fertilizantes, a partir de 1940, com a produção de adubos fosfatados. Mineroquímico; 1939 / Alteração de razão social: Cibra - Sociedade Brasileira de Cimentos S/A. Em 14 de junho de 1939, a Cibra – Cimentífera Brasileira S/A tem sua razão social alterada para Cibra – Sociedade Brasileira de Cimentos S/A. Mineroquímico;
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1939 / Fundação da Sociedade de Assistência Médica e Social (SAMS) dos funcionários da Santista Têxtil. Em agosto de 1939, na unidade do Belenzinho, onde funciona o lanifício da Santista Têxtil, é criada oficialmente a Sociedade de Assistência Médica e Social, para atender aos funcionários da empresa, e construído o primeiro restaurante da organização. Têxtil; 1939 / Lançamento da linha de tricô e crochê da Santista Têxtil. Com o lanifício da unidade do Belenzinho, a Santista Têxtil lança sua linha de tricô e crochê, que no ano seguinte ganharia um reforço de marketing: a revista Tricô e Crochê, que ensina a fazer peças utilizando as linhas e lãs da empresa. A eclosão da 2ª Guerra Mundial faria crescer ainda mais as vendas da Santista Têxtil, que chegou a se tornar única fornecedora do mercado nacional e até a exportar seus fios de lã. Têxtil; Anos 1940 consolidação no País, início em fertilizantes 1940 / Entrada da Bunge no mercado de fertilizantes. Criada dois anos antes, em Cajati (SP), a Serrana estabelecera com a Cibra uma parceria de negócios. A Cibra fabricaria cimento, enquanto à Serrana caberia pesquisar a ocorrência de minérios em solo brasileiro, gradualmente reduzindo a necessidade da primeira de importar matérias-primas. A Serrana também ficaria responsável pela comercialização dos produtos finais da Cibra. Em 1940, a Bunge decide expandir o negócio das empresas, que passam a atuar também no mercado de fertilizantes. O momento é propício: o decreto no 5.943 da Presidência da República, de 10 de julho de 1940, autoriza a mineradora a explorar jazidas de apatita em Ipanema, de propriedade da União, na cidade de Sorocaba (SP). No mesmo ano, pesquisas da empresa revelam a primeira ocorrência do minério em Jacupiranga (SP), na região do Vale do Ribeira. Com a apatita de Ipanema e de Jacupiranga, a Cibra passa a fabricar fertilizantes fosfáticos. A decisão de ampliar sua atuação no setor mineroquímico faz do Grupo Bunge um dos maiores fornecedores (de fertilizantes) e consumidores (de grãos) do agronegócio brasileiro, numa estratégia bem-sucedida que se manteria por décadas. Mineroquímico; 1941 / Alteração de razão social: Serrana S.A. de Mineração. Em 26 de maio de 1941, a Serrana S.A. passa a denominar-se Serrana Sociedade Anônima de Mineração. Mineroquímico; 1941 / Transferência da Sanbra para São Paulo (SP). Em 1941, a Sanbra transfere sua sede administrativa do Recife (PE) para São Paulo (SP), com o intuito de ampliar seus negócios no mercado internacional.
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1942 / Início da exploração de apatita pela Serrana. Dois anos após a autorização do Governo Federal, em 1942, a Serrana efetivamente passa a explorar as jazidas de apatita em Ipanema, no município de Sorocaba (SP). Da rocha fosfática, extrai-se o ácido fosfórico, fundamental para a fabricação de fertilizantes (a cargo da Cibra). Também em 1942 é criada toda a infra-estrutura do Parque Industrial de Jacupiranga (SP), que iniciaria a exploração de apatita no ano seguinte. Mineroquímico; 1943 / Alteração de razão social: Cibra - Cia. Brasileira de Indústrias Químicas. Em 8 de abril de 1943, a Cibra – Sociedade Brasileira de Cimentos S/A passa a denominar-se Cibra – Cia. Brasileira de Indústrias Químicas. A alteração visa corresponder à crescente importância que a industrialização de fertilizantes – não mais de cimentos, seu objetivo primeiro – assumira para a empresa. Mineroquímico; 1944 / Aquisição do Moinho Joinville pela Samrig. Em 27 de maio de 1944, a União Mercantil Brasileira S.A. (Umbra) transfere todo seu conjunto industrial, do qual fazia parte o Moinho Joinville, de 1913, para a Samrig (Sociedade Anônima Moinhos Rio Grandenses). Alimentos; 1944 / Inauguração do Moinho Marilu no Rio de Janeiro (RJ). Localizado na Avenida Rio de Janeiro, bairro de São Cristóvão, o Moinho Marilu começa a funcionar em junho de 1944, como filial da empresa paulista Dianda Lopez e Cia. Ltda. Inicialmente, fabrica a farinha de trigo Marilu, para uso doméstico; a partir da década seguinte, passaria a produzir também biscoitos, massas alimentícias, gordura hidrogenada, sabão e óleo vegetal. Sofreria, porém, um grande incêndio na década de 1960, acarretando perda da maior parte de suas instalações, o que faria a empresa concentrar sua produção novamente em farinha de trigo. Faria parte da história do Grupo Bunge em 1999. Alimentos; 1944 / Inauguração de escritório e fábrica da Cibra em Porto Alegre (RS). Em 1944, a Cibra instala uma fábrica na capital gaúcha, com capacidade para produção de 10 toneladas de fertilizantes granulados, e um escritório para comercialização de seus produtos químicos. Mineroquímico; 1944 / Entrada da Cibra no ramo pecuário. Com a importação e comercialização do sarnicida Quintox, a Cibra (e portanto a Bunge) dá início a sua atuação no ramo pecuário. Mineroquímico; 1945 / Alteração de razão social: Quimbrasil - Química Industrial Brasileira S.A. Em 16 de julho de 1945, a Cibra – Cia. Brasileira de Indústrias Químicas passa a denominar-se Quimbrasil – Química Industrial Brasileira S.A. Mineroquímico;
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1945 / Fundação da IAP em São Paulo (SP). Em 29 de setembro de 1945, é fundada a IAP – Importadora Agro Pecuária Ltda., em um armazém na região do Mercado Central de São Paulo (SP), localizado na rua Itapura de Miranda. A empresa tem por objetivo a produção de mistura NPK (fertilizante mineral com nitrogênio, fósforo e potássio). A IAP seria incorporada ao Grupo Bunge em 1997. Mineroquímico; 1946 / Inauguração da Unidade de Santo André da Quimbrasil. Instalada em uma área de 140 mil m2 , na cidade de Santo André (SP), a nova fábrica da indústria de fertilizantes do Grupo Bunge passa a compor, com a Unidade de São Caeatano (de 1937), o Parque Industrial de São Paulo. Mineroquímico; 1947 / Fundação da Serrana - Sociedade de Navegação. Para contornar dificuldades de transporte (principalmente devido a estradas em más condições) dos minérios extraídos nas minas de Cajati e Jacupiranga (da Serrana) até as fábricas de fertilizantes de São Caetano e Santo André (da Quimbrasil), a Bunge toma uma decisão que viria expandir a atuação do grupo no País. As rochas fosfáticas seriam levadas por via terrestre apenas até Cananéia, no litoral sul paulista, bem próximo às minas de origem. De lá, seriam transportadas por navios adquiridos pela Serrana até o porto de Santos, de onde subiriam até o Parque Industrial de São Paulo via trem. Nesse momento, funda-se a Serrana – Sociedade de Navegação, que mais tarde daria origem à Fertimport, empresa de logística internacional da Bunge. Logística; 1947 / Fundação da Manah em Descalvado (SP). Em 11 de dezembro de 1947, os engenheiros agrônomos Fernando Penteado Cardoso e Eduardo Lacerda de Camargo fundam a Manah S.A. – Comércio e Indústria de Adubos e Rações, no município de Descalvado (SP). A empresa seria incorporada ao Grupo Bunge em 2000. Mineroquímico; 1947 / Assinatura de contratos de publicidade com a TV Tupi. Em 1947, três anos antes da primeira transmissão de TV no Brasil (ocorrida em 18 de setembro de 1950, às 22h, em São Paulo, pela TV Tupi), a Moinho Santista e mais três empresas – Sul América Seguros, Cia. Antártica Paulista e Laminação dos Pignatari – firmam contratos antecipados de publicidade em televisão com o empresário Assis Chateaubriand. Os contratos ajudaram a viabilizar a implantação da TV no Brasil, que se tornava, assim, o quarto país do mundo a utilizar a tecnologia. 1948 / Novas fábricas da Sanbra no Recife (PE) e no interior paulista. Em 1948, a Sanbra inaugura um complexo industrial em Areias, bairro da Zona Sul do Recife (PE), para produção de óleo de algodão e de mamona, sabão em pedra, farelo e torta de sementes de algodão para nutrição animal. Também começa a erguer fábricas para extração de óleo de amendoim em São Carlos e em Presidente Prudente, ambas no interior paulista (naquele ano, a empresa lança o óleo de amendoim Delícia).
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Fim dos anos 1940 / Reestruturação do parque industrial da Santista Têxtil. Em fins dos anos 1940, o Grupo Bunge decide concentrar esforços na modernização de seu parque têxtil. Para tanto, desfaz-se de unidades obsoletas (Cambuci, São Bernardo do Campo e Santo André) e moderniza outras, como as do Belenzinho, na capital paulista, e de Osasco (SP). Têxtil; Anos 1950 início em tintas, 50 anos de Brasil, Fundação Bunge 1952 / Lançamento da linha de lençóis Santista. Em 1952, a fábrica de Osasco da Santista Têxtil passa a funcionar com capacidade plena, acrescentando novos itens à marca: brins, cretones, lençóis e fronhas alvejados, coloridos e estampados, em puro algodão ou feitos de tecido misto. A decisão de industrializar roupa de cama era ousada para a época. O Brasil começava a experimentar um processo mais intenso de modernização nos grandes centros. Mas os usos e costumes não corriam na mesma velocidade. O lençol, por exemplo, era então uma peça da intimidade da família. As noivas ainda costuravam e bordavam as peças do seu enxoval – o lençol obrigatoriamente branco aí incluído. A linha de lençóis Santista – composta das marcas Ouro, Prata e Osasco – quebra esse paradigma e em pouco tempo a Bunge assume a liderança do mercado de itens de cama-mesa-banho industrializados. A fábrica de Osasco dispõe também de linha completa de produção de tecidos para confecção, segmento em que inova ao oferecer bobinas com largura de 1,60 m. Têxtil; 1954 / Fundação da Tintas Coral. No distrito de Utinga, em Santo André (SP), têm início as obras da primeira fábrica da Tintas Coral. Quase três décadas antes, em 1925, a Bunge havia inaugurado a primeira fábrica de tintas da América do Sul: a S.A. Alba, em Buenos Aires. Enquanto o corpo executivo da nova empresa vinha de outras companhias da Bunge no Brasil, como a Moinho Santista, da Alba, líder do mercado argentino, viriam a tecnologia de ponta e o know how, transmitido aos primeiros químicos e técnicos da Coral durante estágio de um ano na Argentina. A nova empresa teria importado também a marca argentina, não fosse pelo fato de já existir no Brasil indústria de outro ramo chamada Alba. A empresa brasileira nasce, então, como Companhia Lubeca, mas não por muito tempo: ainda em 1954, a Bunge compra da cadeia de lojas Mesbla a marca Coral, que batizava uma tinta utilizada em barcos. Em dezembro de 1954, surge a Coral S.A. Fábrica de Tintas, Esmaltes, Lacas e Vernizes, ou, como ficaria popularmente conhecida, a Tintas Coral. Tintas;
1955 / Criação da Fundação Moinho Santista. No dia 30 de setembro de 1955, a Sociedade Anônima Moinho Santista Indústrias Gerais comemora exatos 50 anos de existência (e a Bunge, 50 anos de Brasil). Para marcar a data, são criados naquele dia uma entidade e um prêmio que marcariam a história do País. Com sede no centro de São Paulo e patrimônio inicial de Cr$ 15.000.000 (quinze milhões de cruzeiros), a Fundação Moinho Santista (atual Fundação Bunge) constituiu-se como entidade sem fins lucrativos – sua única finalidade era premiar anualmente personalidades de destaque nos campos das Artes, das Letras ou das Ciências, através do Prêmio Moinho Santista
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1955 / Inauguração da fábrica da Coral em Santo André (SP). Em outubro de 1955, a unidade de Utinga é inaugurada, com uma capacidade inicial de produção de 400 a 500 mil litros de tintas por mês. As primeiras linhas de produtos fabricados pela Coral são as tintas a óleo Coral, para aplicação em madeira, e esmaltes sintéticos Coralit, para aplicação em madeira e metal, ambos à base de óleo de mamona. Pouco depois, a empresa desenvolveria uma linha de produtos a base de óleo de mamona em base aquosa, chamada Coralar, que evaporava água em vez de solvente, oferecendo menos riscos ao homem e ao meio ambiente. E, ainda nos primeiros anos de existência, a Coral começaria a produzir também para os setores automotivo e industrial. Tintas; 1956 / Fundação da Seara. No município de Seara, oeste de Santa Catarina, é fundada em 1956 uma empresa de abate e industrialização de suínos (posteriormente, na década de 1970, também de aves), o primeiro frigorífico de grande porte da região. A Seara viria a fazer parte da história da Bunge na década de 1990. Alimentos; 1956 / Lançamento das misturas para bolos e salgados. Para aproveitar a farinha com valores agregados, a Moinho Santista lança suas primeiras misturas para bolos e salgados. Em pouco tempo, a empresa torna-se o maior fabricante nacional do produto. Alimentos; 1956 / Operação Temolco: tecidos para roupas profissionais (uniformes). O sucesso com os lençóis Santista impulsiona a Bunge em mais uma ousadia: o lançamento dos tecidos para a confecção de uniformes. Ousadia porque, na época, boa parte da indústria nacional não oferecia uniforme aos seus funcionários. Para vencer essa resistência, a Bunge organiza uma estratégia batizada de “Operação Temolco” (nome formado pelas iniciais de tecido, molde e confecção). A primeira fase da operação consiste numa grande pesquisa de experiências bem sucedidas no exterior e na importação de modelos de uniformes profissionais. São desenvolvidos estudos biométricos para definir uma modelagem adequada ao tipo físico do brasileiro. Depois são criados moldes e desenvolvidas novas técnicas de corte. Isso tudo é colocado à disposição das confecções credenciadas pela Bunge: a Staroup, a Casa José Silva, a Anta e a Confecções AB, encarregadas de produzir as roupas. É realizado um teste com os cozinheiros do Othon Place Hotel, então um dos endereços mais luxuosos de São Paulo. Eles passam a usar um uniforme composto de camiseta e calça rancheira produzidos com os tecidos Sol-a-Sol e Tapé, da Santista Têxtil, ambos confeccionados com brim cardado, o primeiro do gênero no mercado nacional. O lançamento oficial da roupa profissional Santista aconteceria na 1ª Convenção Nacional da Industria Confeccionista, em 1958, em São Paulo. Na oportunidade, a Bunge distribui um catálogo com 100 modelos de uniforme.
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1958 / Inauguração da fábrica de óleos e gorduras comestíveis da Samrig em Esteio (RS). Em 1958, no município de Esteio (RS), a Samrig (Sociedade Anônima Moinhos Rio Grandenses) inaugura uma fábrica de óleos e gorduras comestíveis que viria a representar passo decisivo na consolidação da soja no cenário nacional. 
Naquele ano 1958, a empresa lança o óleo de soja Primor, produto que primeiro conquista a liderança de mercado na Região Sul e aos poucos chega ao restante do País. Para dar suporte ao produto – numa época em que a soja estava apenas começando a se firmar no agronegócio brasileiro –, a empresa torna-se uma das maiores incentivadereal. Dois anos antes do lançamento do óleo Primor, a Samrig já havia promovido na Região Sul a campanha “Plante Soja”, que distribuía sementes e literaturas técnicas a agricultores interessados em experimentar o grão. E quando do lançamento do óleo, em 1958, a Samrig faz consideráveis investimentos em comunicação: anúncios em rádios e jornais, folhetos promocionais, notícias e artigos de jornal, tudo dirigido não apenas aos agricultores mas também às suas esposas, para que substituíssem ingredientes culinários pela soja.
1959 / Lançamento da margarina Delícia. Marco na história da alimentação no Brasil, Delícia surge numa época em que margarinas e produtos similares fabricados no País (pelas indústrias Anderson Clayton e Matarazzo) tinham alto ponto de fusão para resistir ao clima quente – o que, por outro lado, prejudicava textura e sabor, bastante impopulares. Após seis meses de pesquisa, durante o qual um engenheiro da Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro) realizou estágios nas melhores e mais modernas fábricas de margarinas e gorduras da Alemanha, Dinamarca, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos, a companhia entra nesse mercado, implantando em sua fábrica no bairro do Tatuapé, em São Paulo, os mesmos processos observados pelo engenheiro e produzindo uma margarina com a mesma qualidade, sabor e consistência dos produtos europeus, mais delicados e agradáveis ao paladar. O problema do clima quente foi sanado com uma ideia revolucionária: Delícia foi a primeira margarina no País a ser distribuída em caminhões com isolamento térmico, refrigerados por blocos de gelo seco (mais tarde, por compressores). E não só: Delícia era distribuída somente em pontos de venda que também tivessem refrigeração e, por meio do controle de datas de fabricação, recolhida após expirado o prazo de validade. Ações pioneiras que obrigaram a concorrência a seguir os mesmos passos e consolidaram a margarina, definitivamente, na dieta do brasileiro. Alimentos; Anos 1960 impulso à soja 1960 / Lançamento da margarina Primor. Em setembro de 1960, a Samrig (Sociedade Anônima Moinhos Rio Grandenses) lança a margarina Primor, feita à base de soja. Lançada inicialmente no Rio Grande do Sul, logo se torna o carro-chefe da Samrig, em menos de um ano atingindo os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, pouco depois o restante do País. Como estratégia de distribuição e para garantir a qualidade da margarina, a empresa instala câmaras frigoríficas nos maiores centros urbanos do Brasil, resolvendo o dilema do calor de forma semelhante ao que a Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro) havia feito com a margarina Delícia, em 1959
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1960 / Inauguração de fábrica de fenol da Quimbrasil em Santo André (SP). Três anos após iniciadas as obras, a Quimbrasil inaugura a primeira fábrica de fenol do Brasil e maior da América Latina no distrito de Utinga, em Santo André (SP). Para a instalação da fábrica, a empresa contou com a colaboração da alemã Farbenfabriken Bayer Aktiengeseliechaft. Mineroquímico; 1962-1963 / Criação do Instisoja no Rio Grande do Sul. Através da Samrig e da Sanbra, a Bunge dá uma grande contribuição à cultura da soja no País, financiando a criação do Instituto Privado de Fomento à Soja (Instisoja), no Rio Grande do Sul, entidade destinada a avançar políticas de incentivo e a estimular pesquisas científicas sobre o cereal.. Alimentos; 1964-1965 / Invenção da técnica de flotação do fosfato pela Serrana. No início dos anos 1960, o teor de fósforo começa a cair drasticamente em Cajati (SP), principal mina da Serrana. Para recuperar a viabilidade econômica da jazida, a empresa constitui uma equipe de pesquisadores, liderados pelo professor Dr. Paulo Abib Andery, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que experimentam uma nova técnica: moer o minério pobre em fósforo, colocá-lo em meio líquido e forçar a concentração das partículas com maior teor de fósforo por meio de processos químicos e físicos. A técnica, chamada de flotação, dá certo, aumentando de 5% para 36% a concentração de fósforo no material retirado da mina. As pesquisas e experiências sobre o novo processo são concluídas entre 1964 e 1965. Inédita no mercado, a flotação tornou possível a exploração de outras jazidas de baixo teor, foi exportada para a África do Sul e estudada por técnicos americanos. A Serrana abriu mão dos royalties de sua inovação. Mineroquímico; 1967 / Fundação da Sitene em Paulista (PE). Em meados dos anos 1960, o Grupo Bunge iniciou a construção da Santista Indústria Têxtil do Nordeste S.A. (Sitene), no distrito industrial de Paulista, em Pernambuco, sua primeira unidade têxtil fora do Estado de São Paulo. Constituída oficialmente em 22 de janeiro de 1967, seria efetivamente inaugurada, em 1970. Têxtil; 1967 / Integração entre Sanbra e Samrig. As duas empresas iniciam um processo de integração industrial, tecnológica e mercadológica. A Sanbra predominaria nacionalmente, mas o nome Samrig ainda teria força na Região Sul do País. Ambas as empresas só deixariam efetivamente de existir em 1994. Alimentos; 1968 / Fundação da Toália Indústria Ltda. em João Pessoa (PB). Fundada em 24 de agosto de 1968 na capital paraibana, a fabricante de tecidos felpudos passaria a fazer parte da história do Grupo Bunge a partir de 1970.
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1968 / Inauguração da Tintas Coral do Nordeste S.A. Construída no bairro do Curado, no Recife (PE), a nova fábrica da Tintas Coral inicia suas operações com capacidade de produção de 560 mil litros de tinta por ano, ficando responsável pelo fornecimento às regiões do Norte e do Nordeste do País. Constituída como Tintas Coral do Nordeste S.A., é a primeira indústria de tintas de porte a se instalar na região, onde não demorou para assumir a liderança. Em 1973, figuraria entre as 500 maiores empresas do País. Tintas; 1969 / Inauguração de fábrica de proteína isolada de soja da Samrig em Esteio (RS). Em 1967, o Grupo Executivo da Indústria de Produtos Alimentares (Geipal), órgão do Governo Federal, havia aprovado o projeto da obtenção de proteína isolada de soja desenvolvido pela Samrig. Dois anos depois, em 1969, era inaugurada a fábrica do produto em Esteio (RS), a primeira do gênero na América Latina e uma das poucas existentes no mundo. No ano seguinte, em 1970, a fábrica lançaria no mercado a proteína de soja concentrada Proteimax-70, produzida pela Samrig e comercializada pela Sanbra. Alimentos; 1969 / Alteração de razão social: Toália S.A. Indústria Têxtil. Em 19 de dezembro de 1969, a Toália Indústria Ltda. torna-se sociedade anônima, passando a denominar-se Toália S.A. Indústria Têxtil. Têxtil; Anos 1970 crescimento e aquisições (I) 1970 / Inauguração de fábrica da Sitene em Paulista (PE). Constituída três anos antes, é inaugurada em 1970, sendo uma das fábricas têxteis mais modernas do País, com capacidade produtiva de 1.000 toneladas por ano de algodão e 1.600 toneladas por ano de poliéster. Conta com fiação, tecelagem e acabamento, produzindo um tecido misto que ficaria famoso, o Terbrim. Feito de poliéster e de algodão, era usado na confecção de uniformes e de roupas esportivas. Têxtil; 1970 / Aquisição da Toália em João Pessoa (PB). Com o objetivo de ampliar o seu portifólio de produtos, o Grupo Bunge assume em 27 de novembro de 1970 o controle acionário da Toália, produtora de tecidos felpudos. Logo em seguida, a unidade localizada em João Pessoa, na Paraíba, seria completamente reestruturada, recebendo novas instalações e maquinário. A reinauguração aconteceria em outubro de 1973. Têxtil; 1971 / Fundação da Araxá Fertilizantes e Produtos Químicos S/A em Araxá (MG). Em 2 de abril de 1971, é oficialmente constituída a Araxá Fertilizantes e Produtos Químicos S/A. (Arafértil), com a participação da Serrana e da Cimento Portland Itaú e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, para a exploração do maior depósito fosfático do País, cujas reservas foram avaliadas em 90 milhões de toneladas.
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1972 / Fundação da Ceval. No dia 10 de fevereiro de 1972, a quase centenária Hering – então maior empresa têxtil da América Latina, sediada em Blumenau (SC) – embarca na indústria da soja com a fundação da Ceval Agro Industrial S.A., em Gaspar (SC). Para dirigir a empresa (o nome vem de Cereais do Vale), os executivos da Hering convidam o engenheiro químico Vilmar de Oliveira Schürmann, ex-chefe de produção da Samrig. A Ceval passaria a fazer parte do Grupo Bunge em 1997. Alimentos; 1973 / Lançamento da margarina Mila. Em 1973, a Sanbra lança a primeira margarina produzida com óleo de milho no País: Mila. Alimentos; 1973 / Inauguração da fábrica de Ponta Grossa (PR) da Sanbra. Em junho, a Sanbra inaugura em Ponta Grossa (PR) a maior unidade de esmagamento de soja do Hemisfério Sul, com capacidade para processar até mil toneladas de soja por dia. Quatro anos mais tarde, a unidade ganharia um moinho, com capacidade inicial de moagem de 400 toneladas por dia. Alimentos; 1973 / Reinauguração da fábrica da Toália em João Pessoa (PB). Em 12 de outubro de 1973, é reinaugurada a fábrica da Toália, empresa adquirida pela Santista Têxtil três anos antes. A fábrica conta com fiação, tecelagem e acabamento de tecidos felpudos. Tem capacidade de industrializar 2.800 toneladas por ano de algodão, produzido no Nordeste. Sua produção anual é de 4.250.000 unidades de toalhas de diversos tipos e 680 mil metros de tecidos felpudos. Têxtil; 1974 / Inauguração da Unidade de Americana (SP) da Santista Têxtil. A fábrica de Americana colocou em um novo patamar o desempenho da Santista Têxtil. Com 20 mil fusos e 252 teares, aumentou em 25% a capacidade produtiva têxtil do Grupo Bunge. Seu impacto levou à ampliação dos setores de tinturaria e de acabamento da unidade de Osasco (SP), de maneira a absorver o acréscimo de produção de tecidos crus oriundos da nova fábrica. Têxtil; 1974 / Inauguração da fábrica de Mauá (SP) da Tintas Coral. A nova unidade fabril da Tintas Coral, em Mauá (SP), é inaugurada como a maior fábrica de tintas da América Latina, à época. Tintas; 1975 / Fundação da Alipro. Em 16 de abril, a Samrig se associa ao Laboratório Miles do Brasil na criação da Alimentos Protéicos Ltda (Alipro), especializada em alimentos texturizados à base de soja. A produção começa efetivamente em 1976. A Sanbra fica responsável pela comercialização.
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1976 / Lançamento do óleo de soja Soya. Primeiro produto de consumo da Ceval, o óleo de soja Soya foi lançado inicialmente apenas no estado de Santa Catarina, mas não demoraria para se tornar o óleo mais consumido e uma das marcas mais conhecidas em todo o Brasil. Alimentos; 1977 / Fundação da Syntechrom em Cotia (SP). No ano de 1977, em associação com a Dainippon Ink & Chemicals, Inc., a Quimbrasil constitui a Syntechrom – Indústria Nacional de Pigmentos e Derivados S.A., em Cotia (SP), para fabricação de produtos destinados aos mercados plásticos e impressão têxtil. Mineroquímico; Fim dosanos 1970 / Lançamento da maionese Maionegg’s. No fim dos anos 1970, a Sanbra, lança uma nova maionese no mercado: a Maionegg’s. Lançada em etapas – em 1976 em Brasília, como mercado-teste, em 1978 na Região Sul e em setembro de 1979 em São Paulo –, tem boa aceitação do consumidor em todas as praças a que chega. Um dos principais motivos pelo sucesso é o design de sua embalagem, concebido após pesquisas da Sanbra indicarem que uma das maiores reclamações das donas de casa era não conseguirem retirar a maionese do pote sem sujar o cabo dos talheres. Nascia, assim, o pote boca larga da Maionegg’s, que eliminava esse problema (além de ser reutilizável). Além disso, o pote de vidro apresentava tampa plástica de rosca, que não produzia ferrugem (comum em outras marcas do mercado, com tampa de aço), enquanto um disco de vedação de alumínio evitava a entrada de oxigênio antes de aberto o produto. Ambos os fatores garantiam a inviolabilidade da maionese, para a dona de casa, e aumentavam sua durabilidade e shelf life, para os comerciantes. Alimentos; Anos 1980 crescimento e aquisições (II) 1980 / Aquisição da Seara pela Ceval. Em 1980, a Ceval adquiriu o controle acionário do frigorífico Seara, potencializando a sinergia entre os dois negócios: ração de soja (entre outros subprodutos) e aves e suínos. O investimento deu início a uma década de expansão na qual a Ceval viria ampliar consideravelmente sua atuação e presença no País; ingressar nos mercados de carne e de milho; ser apontada como a quarta maior empresa brasileira; e atingir faturamento superior a 1 bilhão de dólares, superando inclusive a área têxtil da Hering. Em 1989, a Seara seria definitivamente incorporada à Ceval, que no entanto, manteria a marca Seara para produzir e comercializar aves e suínos industrializados. Alimentos; 1981 / Aquisição da Brasital S.A., em Salto (SP). A Bunge adquire em 1981 a Brasital S.A, em Salto, interior paulista, fabricante de fios cardados e penteados de algodão. A unidade de 132.000 m2 e cerca de 1.400 funcionários iniciara suas atividades em 1919. Têxtil; 1981 / Aquisição da Vera Cruz Seguradora. Ampliando ainda mais seu raio de ação no País, a Bunge tornase, em 1981, acionista majoritária da Vera Cruz Seguradora S.A., empresa que atuava no setor desde 1955..
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1983 / Ampliação da fábrica do Recife (PE) da Coral. Iniciado em 1977, um projeto de ampliação da unidade do Recife da Tintas Coral foi concluído em 1983. A área construída da fábrica passava de 13 mil m2 para 23 mil m2 , o número de funcionários chegou a 400. Tintas; 1985 / Código de barras dos produtos Sanbra. Uma das primeiras empresas brasileiras a solicitar e receber seu número de código de barras (2000), a Sanbra demonstra visão ao apostar na tecnologia de automação comercial que surge à época. Alimentos; 1986 / Conquista do selo Wolmark pelos produtos da Santista Têxtil. Em 1986, os produtos da Santista Têxtil recebem o selo Wolmark, certificado de qualidade em lã outorgado pelo International Wool Secretariat (IWS). A Santista torna-se a primeira empresa brasileira a receber o selo. Têxtil; 1986 / Desenvolvimento de desodorização/refino de óleos e gorduras a vácuo. O contínuo investimento em pesquisa e tecnologia resultaria em um marco em 1986. Técnicos da Sanbra desenvolvem um processo a vácuo para a desodorização/refinação física de óleos e gorduras por meio da condensação direta de vapores. O método, patenteado internacionalmente, não gera poluição atmosférica, além de resultar em economia. O Grupo Bunge doou os direitos do processo inovador para a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), agência do governo do Estado de São Paulo. Alimentos; 1986 / Criação do Centro de Atendimento ao Consumidor da Bunge. Em 1986, a Bunge cria o Centro de Atendimento ao Consumidor, cinco anos antes que o Código de Defesa do Consumidor tornasse obrigatório esse canal de comunicação. 1986 / Aquisição da Petybon. Fundada em 1979, a fabricante de massas do Grupo Matarazzo é adquirida pela Bunge, em 15 de dezembro de 1986, por meio de suas subsidiárias Moinho Fluminense e Moinho Recife. A empresa passa a ser denominada Petybon S.A. Nos 18 anos à frente da marca, a Bunge reformularia seu parque industrial, tornando-o um dos mais modernos do País na produção de massas. Além disso, diversificaria e sofisticaria o portifólio de produtos para fazer frente à concorrência de marcas estrangeiras, que chegariam ao País com a abertura às importações promovida pelo governo no início dos anos 1990. Alimentos; 1988 / Lançamento da misturas Pré-Mescla. Em abril de 1988, a Moinho Fluminense coloca no mercado a Pré-Mescla, linha de misturas de uso industrial, reunindo diversos tipos de farinha, sal, gordura, açúcar, vitaminas, entre outros componentes. É o primeiro produto do gênero no País.
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1988 / Aquisição da Karibê S.A. Indústria e Comércio em Santa Isabel (SP). Na segunda metade dos anos 1980, a demanda por produtos de fibra longa cresce e a Santista Têxtil enfrenta um gargalo: toda a produção de fibra longa vem da Unidade Belenzinho, em São Paulo, que já opera no limite, produzindo 500 mil metros lineares de tecidos e 2 mil toneladas de fios para tricô, crochê e malharia. A solução é adquirir a Karibê, um dos maiores fornecedores de fibra longa do mercado nacional. Instalada no município Santa Isabel, a cerca de 50 quilômetros da capital paulista, a empresa fabrica cerca de 230 toneladas por ano de fios. Juntas, a Karibê e a Unidade Belenzinho da Santista Têxtil passam a processar 1.600 toneladas por ano de fios para tricô e crochê, 3 mil toneladas por ano em malharia e 60 milhões de metros lineares de tecidos. Enquanto a Karibê produz fios para o inverno, Belenzinho se concentra nos produtos de verão. Têxtil; 1989 / Início de operações da Sanser em Sergipe. O Grupo Bunge investe cerca de US$ 42 milhões na montagem da Santista Indústria Têxtil de Sergipe S.A. (Sanser), em Aracaju (SE), unidade dedicada ao acabamento de tecidos de algodão e mistos. Sua construção fora iniciada dois anos antes, em 20 de fevereiro de 1987. A fábrica de 22,5 mil metros quadrados funcionaria a plena capacidade a partir de 1990. Têxtil; Anos 1990 gigante da soja, Centro de Memória Anos 1990 / Reconfiguração do setor têxtil da Bunge no Brasil. No início dos anos 1990, a Santista Têxtil emprega cerca de 14 mil funcionários e soma 9 fábricas: Brasital, em Salto (SP); Karibê, em Santa Isabel (SP); Sanser, em Aracaju (SE). Sitene, em Paulista (PE); Toália, em João Pessoa (PB); Unidade Americana, em Americana (SP); Unidade Belenzinho, em São Paulo (SP); Unidade Osasco, em Osasco (SP); Unidade Tatuapé, em São Paulo (SP); Mas a década viria o Grupo Bunge focar seus investimentos em fertilizantes e alimentos e, progressivamente, desfazer-se da área têxtil. Primeiro, seria desativada a Unidade Belenzinho, que tem sua produção transferida para a Karibê. Em 1992, seria a vez da unidade pioneira da Santista Têxtil, no bairro paulistano do Tatuapé, encerrar as atividades. Dois anos depois, em 1994, a Toália seria adquirida pela Artex, e no ano seguinte, em 1995, a Karibê seria vendida para a Paramount Lansul S.A, enquanto o prédio da Unidade Osasco seria vendido para o Carrefour. No final de 1998, a fábrica da Brasital seria desativada
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1990 / Parceria entre Sanbra e Cadbury. A Sanbra abre os anos 1990 estabelecendo uma joint-venture com a Cadbury Schweppes Beverages: a CSS – Comércio e Indústria de Alimentos, Bebidas e Refrigerantes Ltda. No ano seguinte, a nova empresa lança a água tônica Schwepps. Alimentos; 1991 / Novas fábricas da Sanbra. Em 1991, acontecem duas inaugurações importantes: o Parque Industrial de Suape, no município de Ipojuca (PE), com planta fabril totalmente automatizada para a produção de gorduras hidrogenadas; e a unidade de Rio Grande (RS), especializada na elaboração do farelo de soja Hipro, produto de alto valor protéico destinado à exportação. Alimentos; 1992 Bunge lança margarina Delícia Light o primeiro no mercado brasileiro com 50% menos calorias.
1992 / Introdução do Coral Color Service. Em 1992, a Coral foi uma das pioneiras, no Brasil, a introduzir nas suas lojas o sistema tintométrico, que permite ao cliente escolher uma tinta da cor que quiser, entre milhares de tonalidades possíveis, preparadas na hora em misturadores. Tintas; 1994 / Parceria entre Santista Têxtil e Alpargatas. Em 1994, a Santista Têxtil e a divisão têxtil da São Paulo Alpargatas reunem suas unidades de brins e índigo e criam uma das maiores marcas de denim do mundo, a Alpargatas-Santista Têxtil (AST), que nasce como líder do mercado brasileiro. Têxtil; 1994 / Constituição da Santista Alimentos. Em 27 de abril de 1994, a Sanbra incorpora definitivamente a Samrig e tem sua razão social alterada para Sanbra Alimentos S.A. Meses depois, em 13 de setembro de 1994, tem sua razão social novamente alterada para Santista Alimentos, empresa que passa a concentrar as atividades operacionais da Bunge no mercado de farinhas de trigo e derivados. Moinho Santista, Moinho Fluminense e Moinho Recife tornam-se holdings puras. Ao surgir, a Santista processava cerca de 1,3 milhões de toneladas de farinhas, ocupando a liderança desse mercado. Suas unidades industrias estavam localizadas próximas a zonas produtoras e portos, de maneira a facilitar a logística de processamento e distribuição. Alimentos; 1994-1996 / Expansão da Santista Alimentos. Ainda em 1994, é anunciada a associação com a italiana Barilla Alimentare, líder mundial de massas de qualidade, e a parceria com a Phillip Morris Latin America para a importação e distribuição dos produtos das linhas Philadelphia Cream Cheese e Kraft Salad Dressing. No ano seguinte, o Grupo Bunge adquire a Plus Vita S.A, que passa a se chamar Pullman Alimentos S.A., entrando no mercado de pães e de bolos industrializados. E, ainda em 1995, anuncia uma aliança com a CTM-Citrus, passando a atuar no mercado de sucos com a marca Del Sol. As alianças com a Barilla, a Phillip Morris e a CTM-Citrus seriam desfeitas em 1998, e a Pullman seria vendida à mexicana Bimbo em 2001. No setor de oleaginosas, a Santista Alimentos consolida sua posição de liderança no mercado nordestino com a compra, em 1996, da Companhia de Óleos Vegetais do Brasil – Covebrás, na Paraíba. No mesmo ano, a empresa arrendaria a Olvebase, na Bahia, para aumentar a sua capacidade de processamento de grãos de soja, e também o Moinho Ideal, o mais moderno do País.
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1994 / Criação do Centro de Memória Bunge. Às vésperas de completar 90 anos de atuação no Brasil, a Bunge inicia um projeto para preservar a história de suas empresas no País. O momento é significativo por mais de uma razão: além do iminente aniversário de 90 anos da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais – empresa por meio da qual a Bunge chegara ao Brasil, em 1905 –, na mesma data seriam comemorados também os 40 anos da Fundação Moinho Santista e os 40 anos da Tintas Coral. O momento propício foi identificado pelo diretor de Assuntos Corporativos da Santista Alimentos, Carlo Lovatelli, que em 31 de agosto de 1994 remetera uma carta ao presidente e a diretores da empresa, ao presidente da Tintas Coral e ao CEO e ao diretor da Bunge, informando-os sobre o processo de elaboração de um arquivo histórico das atividades do Grupo no Brasil. (A data 30 de agosto viria a ser tomada como aniversário oficial do Centro de Memória, o que indica que a carta assinada por Lovatelli em 31 de agosto referia-se a um processo recém-iniciado.)
1995 / Aquisição da Grafa S.A (Argentina). Em maio de 1995, o Grupo Bunge assume o controle acionário da Grafa, empresa com 70 anos de atuação no mercado têxtil argentino. Dessa forma, a Bunge fortalece e reafirma sua posição de liderança no Mercosul. Têxtil; 1996 / Venda da Coral ao grupo ICI. Em 16 de abril de 1996, o grupo britânico Imperial Chemical Industries (ICI) adquire por US$ 390 milhões as operações de tintas da Bunge. Além da Coral, à época 2o lugar no mercado brasileiro de tintas, a negociação inclui também as operações da Alba S.A., na Argentina, e da Pinturas Inca S.A., no Uruguai – ambas líderes de seus respectivos mercados. A Bunge encerra, assim, sua participação na indústria de tintas e vernizes, deixando como legado uma marca consolidada na história e na memória do País. Tintas; 1996 / Incorporação da Quimbrasil pela Serrana. Em 1996, a Serrana de Mineração Ltda. incorpora a Quimbrasil – Industrial Brasileira Ltda. Mineroquímico; 1996 / Aquisição da Fertisul. Em 31 de julho de 1996, a Bunge adquire a Fertisul do Grupo  Ipíranga Serrana. Essa união fortalece os negócios de fertilizantes e nutrientes para alimentação animal do Grupo. Mineroquímico;

1997 / Aquisição da Ceval. No dia 25 de agosto de 1997, representantes do Grupo Bunge assinam compromisso de compra da Ceval Alimentos. À época, a empresa – criada em 1971 pela Hering – conta com faturamento anual de 2,7 bilhões de dólares, é a 5a maior esmagadora de soja do mundo (com a compra, a Bunge torna-se a 3a maior), líder no mercado brasileiro de óleos vegetais (com a marca Soya) e 3o lugar no mercado de carnes congeladas (com a marca Seara), atrás apenas de Sadia e Perdigão. Matéria da revista Exame de setembro de 1997 ano classifica o negócio como “a maior aquisição do ano fora do setor financeiro”, que faria da Bunge a “maior fabricante de alimentos do País”, dona de um “gigante de quase 5 bilhões de dólares” formado pela Ceval e pela Santista Alimentos. (Vale lembrar que, à época, a Santista Alimentos é maior processadora de trigo do País.)
  • Pergunto ao povo brasileiro: De quem é a Santista? De quem é a Ceval? - A Santista Alimentos deu um salto de 4º para o 2º posto no processamento de soja no País em apenas um mês. A empresa fechou ontem a compra da Incobrasa (Industrial e Comercial Brasileira SA) "dos chineses Ph.D alocados no Brasil!", a maior processadora de soja no Estado do Rio Grande do Sul, com um faturamento anual de R$ 300 milhões e 400 funcionários. O negócio, cujo valor não foi anunciado, é um dos maiores já realizados no segmento. Com a operação, a Santista encosta na Ceval, que é a maior processadora de soja do País, atingindo uma capacidade de 3,6 milhões de toneladas ano.
  • Incobrasa do Brasil  (Confirmada a prescrição de dívida de R$ 156 milhões da Incobrasa com o Tesouro gaúcho)[1]
Um ano mais tarde, em 22 de dezembro de 1998, os negócios da Divisão de Consumo da Ceval passariam para a Santista Alimentos (com exceção do óleo de soja Soya), enquanto os negócios de soja da Santista passariam para a Ceval. A Divisão de Carnes da Ceval passaria para uma nova empresa – Seara Alimentos.

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1997 / Aquisição da IAP. A Serrana adquire a IAP, tradicional empresa de fertilizantes do País, constituída em 1945. Mineroquímico; 1997 / Agricultura de precisão no portifólio da Serrana. No mesmo ano, a Serrana passa a oferecer uma nova tecnologia em seu pacote de serviços: a agricultura de precisão. A técnica faz uso de equipamentos de última geração para mapeamento de fertilidade do solo e aplicação mais eficiente do fertilizante, com a dosagem variando ponto a ponto do terreno, de acordo com a necessidade. Após um bem-sucedido projeto piloto de aplicação de fertilizante líquido na Usina São Martinho, em Ribeirão Preto (SP), a empresa passa a oferecer o serviço para os produtores rurais. Mineroquímico; 1998 / Aquisição da marca Ouro Verde. Em 1998, a marca Ouro Verde, da empresa Takenaka, é adquirida pela Bunge para aumentar seu portifólio de fertilizantes. Mineroquímico; 1999A Bunge Global Markets abre um escritório em Miami, Flórida, EUA, para vender commodities agrícolas para clientes no Caribe, na América Central e na costa oeste da América do Sul.
1999 / Aquisição do Moinho Marilu no Rio de Janeiro (RJ). Tendo demonstrado interesse e investido no antigo Moinho Marilu (fundado em 1944) desde a década anterior, em 1999 a Bunge adquire seu controle acionário. Ali, instala a mais moderna fábrica de misturas para panificação do País, à época, com capacidade para 11 mil toneladas por mês. Alimentos; 1999 / Transferência de sede da Bunge. Depois de décadas em São Paulo, a Bunge transfere sua sede para a cidade de White Plains, em Nova York, Estados Unidos, com o objetivo de alavancar os negócios internacionais e intensificar sua atuação global. Século XXI: anos 2000 agronegócio, alimentos e bioenergia 2000 / Alteração de razão social: Santista Têxtil Em abril de 2000, a Alpargatas Santista Têxtil (AST), criada em 1994 com a união entre a Santista Têxtil e a São Paulo Alpargatas volta a se chamar Santista Têxtil S.A.. A composição acionária da empresa permanece a mesma: Grupo Bunge (45%), São Paulo Alpargatas (45%) e Bradesco (10%). No mesmo ano, é anunciado um plano de ampliação e modernização das unidades fabris, num total de R$ 82 milhões de investimentos em equipamentos, sistemas e processos. O último imóvel improdutivo da empresa, a fábrica da Brasital em Salto (SP), é vendido para a Universidade Nossa Senhora do Patrocínio, de Itu. Mas a participação da Bunge no setor têxtil estava se aproximando do fim: nos anos seguintes, o Grupo passaria por uma reestruturação que focaria seus negócios prioritariamente nos setores de fertilizantes e alimentos
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2000 / Aquisição da Manah e Constituição da Bunge Fertilizantes. Em 12 de abril de 2000, a Bunge adquire o controle acionário da Manah S.A. Em agosto do mesmo ano, da junção de Serrana, Manah, IAP e Ouro Verde surge a Bunge Fertilizantes, maior empresa do setor na América Latina (só da recém-adquirida Manah vinha uma carteira de 30 mil clientes). Mineroquímico; 2000 / Constituição da Bunge Alimentos. No dia 13 de setembro, consolida-se oficialmente a união, iniciada três anos antes, entre a Ceval e a Santista Alimentos, que se tornam divisões de uma nova empresa: a Bunge Alimentos. A Divisão Santista reúne a linha de produtos para o consumidor final, para panificação e food service; e a Divisão Ceval concentra os negócios com grãos, oleaginosas e ingredientes funcionais. Juntas, as divisões somam 37 unidades industriais e empregam cerca de 8 mil pessoas no País. Alimentos; 2001 / Criação da Bunge Brasil. Em 2001, é criada a Bunge Brasil, que assume controle da Bunge Alimentos e da Bunge Fertilizantes. Em agosto daquele ano, consolidando os resultados de ambas as empresas, a Bunge Brasil abre seu capital na bolsa de Nova York. Alimentos; Fertilizantes; 2001 / Aquisição da La Plata Cereal (Argentina). No mesmo ano, a Bunge adquire uma das maiores empresas de agronegócio da Argentina, a La Plata Cereal, com atividades em processamento de soja, industrialização de fertilizantes e instalações portuárias. Com a aquisição, torna-se a maior processadora de soja daquele país. Alimentos; Fertilizantes; 2002 / Consolidação da marca Bunge. O realinhamento estratégico do Grupo Bunge no mundo confere uma nova organização aos seus negócios no Brasil. O objetivo é reforçar a marca Bunge no País, onde, por quase um século, ficara subordinada às diversas outras marcas de propriedade do Grupo (formado, só na década de 1990, por mais de 120 empresas, todas atuando de maneira independente e com suas próprias marcas e identidades corporativas). É decidido, então, que a Bunge Alimentos deixa de ter uma “Divisão Santista” e uma “Divisão Ceval”, que passam a se chamar “Divisão de Produtos Alimentícios” e “Divisão de Ingredientes e Agrobusiness”, respectivamente. (Pelo mesmo motivo, algum tempo depois todas as empresas do Grupo no mundo inteiro passariam a adotar o mesmo logotipo.) Alimentos; 2002 / Aquisição da Cereol. Em 2002, a Bunge inicia a compra do controle acionário da Cereol, empresa de agribusiness com forte atuação na Europa e nos Estados Unidos. Com a aquisição, o Grupo amplia seus negócios na área de ingredientes, fortalece sua atuação no setor de óleos comestíveis e abre acesso a novas áreas de negócio, como o biodiesel. É criada a Bunge Europa.
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2002-2003 / Centros de excelência em óleos, gorduras e derivados da soja. Em setembro de 2002, a Bunge Alimentos e a Bunge North America inauguram o Centro de Excelência em Óleos e Gorduras em Bradley, Illinois, Estados Unidos. No mesmo mês, começa a construção de um centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes funcionais e derivados da soja em Esteio (RS). Em um ano, o centro ficaria pronto. Alimentos; 2002-2003 / Novas parcerias e aquisições da Bunge Alimentos. Em 2002, a francesa DuPont e a Bunge anunciam uma aliança estratégica em nível mundial, com o objetivo de incrementar seus negócios na área de alimentação e nutrição. O acordo resulta na empresa Solae L.L.C., com sede em Saint Louis, Missouri, Estados Unidos, e envolve: produção e distribuição global de ingredientes especiais para alimentos, com ênfase em proteínas de soja e lecitina; acordo de biotecnologia para o desenvolvimento e comercialização de soja de qualidade melhorada; desenvolvimento de um leque abrangente de produtos e serviços para agricultores. No Brasil, a Bunge Alimentos assume o controle do Moinho Jauense, em Brasília (DF), cuja capacidade de moagem chega a 9 mil toneladas. E também anuncia uma joint-venture com a Martin+Brower, empresa de logística, para atender às redes de fast food, restaurantes, hotéis e hospitais. Alimentos; 2003 / Fim da participação da Bunge no setor têxtil. Em 2003, o Grupo Bunge decide concentrar sua atuação mundial em três áreas complementares – fertilizantes, grãos e oleaginosas – e vende sua participação na Santista Têxtil para o grupo Camargo Correa e para a São Paulo Alpargatas. Têxtil; 2003 / Lançamento dos primeiros relatórios de performance e socioambiental da Bunge Brasil. Em 2003, a Bunge Brasil lança seu primeiro relatório anual de performance, que reúne dados e informações sobre as atividades das duas controladas, Bunge Alimentos e Bunge Fertilizantes, aponta os resultados alcançados e faz projeções. Apresenta, também, um retrato geral das operações do grupo, estruturas produtivas e macroestratégia. No mesmo ano, é lançado outro relatório, focado nas ações de responsabilidade socioambiental das duas empresas. Ambos os documentos constituem importantes ferramentas de transparência e diálogo com investidores, analistas, clientes, colaboradores, parceiros de negócios, imprensa, autoridades e sociedade em geral. Alimentos; Mineroquímico; 2004 / Acordo operacional com J. Macêdo. Em junho de 2004, Bunge e J. Macêdo fecham um acordo com o objetivo de desenvolver ações nas áreas em que são mais competitivas. A Bunge passa a produzir farinhas domésticas para a J. Macêdo, que por sua vez processa farinhas industriais e de panificação para a Bunge. O acordo também passa a marca Petybom e o controle das fábricas de São José dos Campos (SP) e de Cabedelo (PB) para a J. Macêdo. Alimentos; 2004 / Lançamento do primeiro relatório de sustentabilidade da Bunge Brasil. Se no ano anterior a Bunge havia lançado relatórios de performance anual e de responsabilidade socioambiental, separadamente, em 2004 a empresa adota um único Relatório de Sustentabilidade, que dá conta dos indicadores econômicos, sociais e ambientais do grupo.
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2005 / Centenário da Bunge no Brasil. No dia 30 de setembro de 2005, a Bunge comemora os 100 anos da constituição da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, empresa que representou o primeiro passo da companhia no Brasil. 2006 / Assinatura da Moratória da Soja. No dia 24 de julho de 2006, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (Anec) e suas respectivas associadas – entre as quais, a Bunge – assinam um compromisso de não comercializar nenhuma soja oriunda de áreas desflorestadas da Amazônia após esta data.

A iniciativa, que ficou conhecida como Moratória da Soja, tem duração inicial de dois anos, mas passa a ser periodicamente renovada. Alimentos; 2007-2008 / Aquisição de usinas de cana de açúcar. Em 2007, a Bunge adquire sua primeira usina de cana de açúcar, voltada para a produção de açúcar e de etanol, em Santa Juliana (MG). Um ano depois, firma uma joint-venture com a japonesa Itochu, uma das principais empresas de trading global, que adquire 20% de participação na Usina Santa Juliana – o negócio visa expandir a capacidade de processamento da usina, de 1,6 milhão de toneladas de cana por ano para 4,2 milhões de toneladas. 2007As Linhas de Produtos Bunge (BPL), um grupo dentro da empresa que coordena a comercialização de commodities agrícolas globalmente, são transferidas para uma nova entidade, a Bunge Global Agribusiness, que sucede a Bunge Global Markets. O BPL torna-se, assim, independente de origens e destinos na estrutura organizacional, com uma perspectiva neutra para otimizar globalmente. A Bunge Global Agribusiness está baseada em White Plains e Genebra; os escritórios remanescentes da antiga Bunge Global Markets (como Miami) se tornam parte das empresas geográficas operacionais.
Ainda em 2008, a Bunge adquire 60% do capital da Usina Monteverde Agroenergética S.A. em Ponta Porã (MS) e, por meio de uma segunda joint-venture com a Itochu, inicia a construção de uma terceira usina, em Pedro Afonso (TO). Esta usina seria oficialmente inaugurada em 2011. Açúcar & Bioenergia; 2008 / Acordo com Cargill. A fim de consolidar a sua posição de liderança no fornecimento de farinhas e prémistura para panificação, a Bunge adquire, em agosto de 2008, os negócios de moagem de trigo e de comercialização de farinhas e pré-misturas para biscoitos, massas e panificações da Cargill. Dessa forma, passa a contar com um dos moinhos mais modernos do País, localizado em Tatuí, no interior de São Paulo. Alimentos; 2009 / Acordo com Barry Callebaut Brasil. A Bunge assina um acordo com uma subsidiária brasileira da tradicional produtora suíça de produtos de cacau e chocolate de alta qualidade, para distribuição no Brasil. Pelo acordo, a Barry Callebaut e a Bunge desenvolveriam em conjunto uma linha de produtos sob as marcas Sicao e Gradina, para atender às necessidades específicas do mercado brasileiro de food service e panificação. Alimentos; 2009 / Bunge no Guia Exame de Sustentabilidade. 2009A Bunge inicia a construção de Pedro Afonso, sua primeira usina de cana-de-açúcar no Brasil, no estado do Tocantins. A empresa também adquire participação majoritária na Monteverde, uma usina de cana-de-açúcar no estado de Mato Grosso do Sul .Em 2009, a Bunge Brasil é eleita uma das 20 empresas-modelo pelo Guia Exame de Sustentabilidade – a única de Agronegócio. A presença no Guia, cuja avaliação é feita pela Fundação Getúlio Vargas, será mantida em nos anos seguintes. A década seguinte, aliás, seria marcada por uma série de prêmios e reconhecimentos da atuação da Bunge Brasil em prol do desenvolvimento sustentável.
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Anos 2010 açúcar, bioenergia e sustentabilidade 2010 / Unificação de atividades da Bunge Brasil. A década inicia com o Grupo tomando a decisão de unificar seus negócios no País. Deixam de existir, como empresas independentes, Bunge Alimentos e Bunge Fertilizantes, passando todas as atividades a serem regidas apenas pela Bunge Brasil. Assume a presidência da empresa o engenheiro e ex-ministro Pedro Parente, no dia 11 de janeiro. Alimentos; Mineroquímico; 2010 / Venda de parte da área de Nutrientes. Em 27 de janeiro de 2010, a Bunge Brasil assina contrato de venda de parte de sua área de Nutrientes para a Vale do Rio Doce, que passa a controlar as minas de rocha fosfática de Araxá (MG) e de Cajati (SP), as plantas de processamento de fosfatados em Guará e Cubatão (SP) e a participação na Fosfértil. Permanecem sob o comando da Bunge as áreas de mistura, venda e distribuição de fertilizantes no Brasil, ·  A Bunge adquire as operações de fertilizantes da Petrobras na Argentina e se torna uma das principais empresas de fertilizantes na região do Cone Sul.
as operações na Argentina, nos Estados Unidos e no Marrocos. A aquisição é concluída pela Vale do Rio Doce em 27 de maio do mesmo ano. Mineroquímico;
Ainda em 2010, a Bunge Brasil adquire a MoemaPar, holding com cinco usinas de cana de açúcar, localizadas em São Paulo e Minas Gerais. Com a aquisição, a companhia passa a deter sete usinas e, em vias de concluir as obras de uma oitava, triplica a sua capacidade de produção. A Bunge inicia a década com o objetivo de ser a maior companhia do setor de Açúcar & Bioenergia do País. Açúcar & Bioenergia; 2011 / Iniciativa New Vision for Agriculture. Em janeiro de 2011, a Bunge é uma das 17 empresas participantes da iniciativa A New Vision for Agriculture, lançada pelo Fórum Ecológico Mundial. Trata-se de plano de ação para ampliar a segurança alimentar no mundo, respeitando o meio ambiente e promovendo o crescimento econômico. As metas são, a cada década, elevar a produção agrícola em 20%, reduzir as emissões do setor em 20% e diminuir a pobreza rural em 20%. Alimentos; 2011 / Inauguração de fábrica de fertilizantes em Cruz Alta (RS). Em 12 de maio de 2011, a Bunge Brasil inaugura nova planta de fertilizantes no município de Cruz Alta (RS), a mais moderna do estado. Com capacidade de produção anual de 300 mil toneladas anuais, a fábrica produzia misturas granuladas (NPK) das marcas Serrana, Manah e IAP, além das linhas diferenciadas Turbo Serrana, Fertiap e Fosmag Manah. Mineroquímico; 2011 / Lançamento da linha de atomatados Primor. Lançada oficialmente em maio, durante a Feira APAS (Associação Paulista de Supermercados), a nova linha de produtos da marca Primora representa o ingresso da Bunge Brasil no mercado de atomatados. Voltados para o consumidor final e para o mercado de food service, os atomatados chegam aos supermercados em agosto daquele ano.
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2011 / Inauguração da Usina Pedro Afonso em Pedro Afonso (TO). Em 21 de julho de 2011, a Bunge Brasil inaugura a Usina Pedro Afonso, na cidade de mesmo nome, interior do Tocantins. É a primeira unidade greenfield (construída do zero) da companhia, sua oitava usina produtora de açúcar e bioenergia no País. Com capacidade inicial de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, é 100% dedicada, em um primeiro momento, para a fabricação de etanol, voltado para o mercado interno e exportações. Numa segunda fase, passaria a produzir também açúcar e energia elétrica, aproveitando o bagaço da cana, num processo conhecido como co-geração. Açúcar & Bioenergia; 2011 / Lançamento do Azeite Cardeal. Ainda em julho, a Bunge passa a importar e a distribuir o azeite extravirgem Cardeal, em embalagem de vidro de 500 ml e em duas versões de acidez: 0,3% e 0,5%. Alimentos; 2011 / Inauguração da Academia Bunge.
A Bunge começa a atuar no segmento de molho2011 de tomate no Brasil com a aquisição da Etti, uma das marcas mais tradicionais do país.
 Em junho de 2012, a Bunge Brasil inaugura espaço para formação e capacitação de profissionais dos setores de Panificação, Confeitaria e Refeição, no antigo prédio do Moinho Fluminense, no Rio de Janeiro. A Academia Bunge oferece cursos modulares – em áreas como azeite, farinha de trigo, doces especiais, molhos e arroz, entre outras – e treinamento técnico para clientes e parceiros. Em um espaço de 300 m2 , com capacidade para atender até 50 pessoas por dia, dispõe de ilha de cocção, fornos combinados, ultracongeladores para panificação e confeitaria, micro-ondas profissional, entre outros equipamentos. Menos de um ano depois, a Academia Bunge já teria atendido mais de 2,5 mil pessoas e inaugurado uma segunda sede, de 800 m2 e capacidade para atender 100 pessoas por dia, em um bairro da Zona Sul de São Paulo. Alimentos; 2011 / Lançamento da campanha institucional da Bunge “Do Campo à Mesa”. Na noite do domingo 6 de novembro de 2011, durante intervalo do programa Fantástico, da Rede Globo, a Bunge Brasil veicula comercial que inaugura nova campanha institucional. O comercial produzido pela agência LewLara/TBWA foca na origem dos produtos que estão na mesa de uma típica família brasileira: dos fertilizantes utilizados no campo à geração de energia limpa à fabricação dos alimentos para o consumidor final e para o segmento de food service. A campanha contaria ainda com mídia impressa e rádio. Alimentos; Açúcar & Bioenergia; Mineroquímico; 2011 / Parceria da Bunge com a GRI. Ainda em novembro de 2011, a Bunge Brasil se torna a única empresa brasileira a participar da elaboração da versão em português do relatório da GRI (Global Report Initiative), organização que determina diretrizes para empresas prepararem seus relatórios de sustentabilidade. 2011 / Aquisição das marcas Etti e Salsaretti. Em dezembro de 2011, a Bunge Brasil anuncia a aquisição do negócio de alimentos da Hypermarcas, que abrange as marcas Etti, Salsaretti, Puropurê e Cajamar, com produtos nos segmentos de molhos e extrato de tomate, caldos, molhos e temperos, pratos pontos e instantâneos. O valor da operação é de R$ 180 milhões e inclui a aquisição de uma fábrica e centro de distribuição na cidade de Araçatuba (SP).
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2011-2012 / Certificação Bonsucro para usinas da Bunge. Ainda em dezembro de 2011, duas usinas da Bunge Brasil são certificadas pela Bonsucro, organização internacional com sede em Londres, que estabelece princípios e critérios socioambientais para aplicação nas regiões de cultivo de cana. Para a exportação, é uma grande oportunidade: o mercado europeu só aceita biocombustíveis certificados. As unidades certificadas da Bunge – Usina Moema e Usina Frutal, em Orindiúva (SP) e Frutal (MG) respectivamente – produzem, juntas, mais de 200 milhõees de litros de etanol e 65 mil toneladas de açúcar. Menos de um ano mais tarde, em junho de 2012, uma terceira unidade da companhia, localizada em Itapagipe, Minas Gerais, receberia a mesma certificação. Açúcar & Bioenergia;
2012 / Joint venture entre Bunge e Solazyme. Em 10 de abril de 2012, a Bunge Brasil e a americana Solazyme, empresa de óleos renováveis e bioprodutos, firmaram joint venture para construção e operação de uma fábrica de óleos renováveis em uma área adjacente à Usina Moema, da Bunge, no município de Orindiúva (SP). Com investimentos na ordem de US$ 100 milhões, a joint venture opera sob o nome Solazyme Bunge Produtos Renováveis Ltda. e tem capacidade inicial de produção projetada para 100 mil toneladas de óleo por ano no início de 2013. Com a tecnologia de produção de óleos da Solazyme aliada à capacidade de processamento de cana da usina, a empresa vincula as cadeias de valor de açúcar e de óleo vegetal da Bunge, transformando açúcares em óleo. Açúcar & Bioenergia; 2012 / Iniciativa da Bunge gera créditos de carbono no Mato Grosso. A partir do segundo semestre de 2012, projeto da Bunge Brasil em parceria com a Florestal Santa Maria gerará créditos de carbono para produtores que mantiverem preservada uma área de floresta nativa no município de Colniza, Norte do Mato Grosso. O projeto foi elaborado para ter duração de 30 anos e evitar emissão total da ordem de 1 milhão de toneladas de CO2 por ano. A Bunge também firmou compromisso de compra de parte dos créditos de carbono gerados pela manutenção da floresta em pé, em negociação antecipada com os produtores. 2012 / Bunge Brasil oferece Créditos de Recebíveis do Agronegócio (CRA). As empresas Octante, Syngenta e Bunge Brasil lançam a primeira oferta pública de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) para investidores pessoas físicas. Funcionando como títulos de créditos voltado para agricultores, o instrumento permite que os produtores de soja e grãos financiem um pacote completo de insumos. 2012 / Inauguração de nova fábrica de maionese em Gaspar (SC). Em 17 de agosto de 2012, a Bunge Brasil inaugura uma nova fábrica no município de Gaspar (SC), para a produção de maioneses das marcas Salada, Primor e Soya, além de margarinas Delícia, Primor, Soya e Cyclus, e óleos Soya, Primor, Salada e Cyclus. Com investimento da ordem de R$ 35 milhões, capacidade de produção de 42 mil toneladas de maionese por ano, torna-se o mais completo parque industrial da área de Alimentos & Ingredientes da companhia. Alimentos; 2012 / Redução de 20% em emissões de GEE e de 10% em geração de resíduos. Em outubro, o Relatório de Sustentabilidade da Bunge Brasil aponta para uma redução de 20% em emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nos processos da companhia em 2011, em comparação a 2010, nas áreas de Alimentos e Fertilizantes. Além disso, o total de créditos de carbono gerados pela companhia supera em 23% o total de emissões de GEE, gerando saldo positivo. Também em 2011, a matriz energética da empresa conta com 93% de energia renovável, e 78% da energia consumida foi gerada pela própria Bunge por meio de fontes limpas – indicando a perspectiva de em poucos anos adquirir a autossuficiência energética. No mesmo ano, o volume de resíduos gerados pelas operações da empresa caiu 10% em relação a 2010.
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 2012 / Venda definitiva da área de Nutrientes. Em janeiro de 2010, a Bunge Brasil já havia vendido parte de sua área de Nutrientes – minas de rocha fosfática e plantas de processamento de fosfatados –, mantendo o comando das operações de mistura, venda e distribuição de fertilizantes no País.2012A Bunge forma uma joint venture com a empresa de biotecnologia Solazyme (agora Corbion) para construir, possuir e operar uma unidade de produção de óleos renováveis ​​em escala comercial adjacente à usina de cana-de-açúcar Moema, da Bunge no Brasil. Usando microalgas com cana-de-açúcar como matéria-prima, a JV continuará produzindo ingredientes inovadores para alimentos e rações, incluindo o lançamento de 2016 da AlgaPrime? DHA, um ingrediente de algas ricas em ômega-3 de cadeia longa, desenvolvido para o mercado de rações para a aquicultura.
 Em dezembro de 2012, porém, a Yara International S.A. adquire o negócio de Fertilizantes da Bunge Brasil, incluindo misturadoras, armazéns e marcas, por US$ 750 milhões. A negociação prevê acordo de longo prazo entre as empresas que permitindo à Bunge continuar a fornecer fertilizantes para agricultores como parte de suas atividades de originação de grãos. A Bunge mantém, ainda, a operação do terminal de fertilizantes no Porto de Santos (SP). Mineroquímico; 2013 / Mudança de Sede da Bunge Brasil. Em janeiro de 2013, a sede da Bunge Brasil é transferida para o bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. O novo edifício foi construído dentro dos critérios mais atuais de construções sustentáveis mundialmente, como uso eficiente de água e energia, otimização de materiais, gestão de resíduos, etc. Por isso, o prédio tem a certificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), concedido pela ONG internacional Green Building Council. 2013 / Mudança de CEO da Bunge global. Em 7 de fevereiro de 2013, a Bunge Limited anuncia que, a partir de 1o de junho do mesmo ano, Soren Schroder, então CEO da Bunge North America, substituirá Alberto Weisser na presidência mundial da companhia, cargo que ocupava desde janeiro de 1999. 2013 / Moinho Ponta Grossa recebe o certificado FSSC 22.000. Administrado pela Bunge Brasil, o moinho do município de Ponta Grossa (PR) foi o primeiro do País a receber o certificado internacional de segurança alimentar FSSC (Food Safety System Certification) 22.000, por sua produção de farinhas industriais, pré-mistura para pão francês e farinhas para panificação. A fábrica de Suape, no município de Cabo de Santo Agostinho (PE), também recebeu a mesma certificação por sua produção de óleos e gorduras vegetais para o segmento industrial. A FSSC é uma certificação reconhecida pela Iniciativa Global de Segurança do Alimento (GFSI), é baseada nas normas ISO e aceita internacionalmente. Um ano depois, em fevereiro de 2014, o Moinho Tatuí, no município de mesmo nome, interior de São Paulo, receberia a mesma certificação. Alimentos; 2013 / Inauguração da primeira fábrica de biodiesel da Bunge no Brasil. Em 8 de março de 2013, a Bunge Brasil inaugura sua primeira unidade de produção de biodiesel no País, em Nova Mutum (MT). Com investimentos da ordem de R$ 60 milhões, a fábrica tem produção aproximada de 150 mil m3 de biodiesel por ano e atende principalmente a demanda das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte. Parte da soja adquirida para a operação vem de parceria da Bunge com cooperativas de agricultura familiar, iniciativa que rendeu à companhia o selo Combustível Social do Governo Federal. Açúcar & Bioenergia;
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2013 / Parceria entre Bunge Brasil e TNC. No início do ano, a Bunge e a The Nature Conservancy (TNC), organização líder em conservação ambiental, fecharam parceria para a promoção da agricultura sustentável no País. Graças a investimento de US$ 4 milhões da Bunge pelos cinco anos seguintes, os fornecedores da companhia instalados em regiões consideradas ambientalmente sensíveis recebem apoio técnico da TNC para cumprir integralmente o Novo Código Florestal e adotar melhores práticas sustentáveis de cultivo.
 2013 / Aquisição do moinho Vera Cruz, em Minas Gerais. Em 2 de dezembro de 2013, a Bunge Brasil anuncia a compra do moinho de trigo Vera Cruz, na cidade mineira de Santa Luzia. A aquisição amplia a liderança da companhia no mercado nacional de farinhas de trigo para panificação, indústria e uso doméstico. Localizado a cerca de 30 km de Belo Horizonte, o moinho conta com cerca de 100 funcionários e tradição no estado de Minas Gerais, e torna-se o sétimo moinho da Bunge no país, além de: Suape (PE), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Tatuí (SP), Santos (SP) e Ponta Grossa (PR). Alimentos; 2013 / Usina Pedro Afonso inicia produção e comercialização de bioeletricidade. A partir de setembro de 2013, a Usina Pedro Afonso, no Tocantins, passa a produzir e comercializar bioeletricidade, gerada a partir do bagaço da cana, resíduo da produção de etanol, num processo conhecido como co-geração. Uma parte da energia é destinada a operar a usina, tornando-a autossuficiente, e o restante é disponibilizado ao sistema elétrico nacional. A comercialização desse excedente, já firmada por contrato com a CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a partir de leilão público, prevê fornecimento de 70 mil MWh para o sistema em 2013 e de 163.812 MWh/ano até o término do contrato, em 2027. Açúcar & Bioenergia; 2014 / Moinho Tatuí recebe o certificado FSSC 22.000. Assim como havia acontecido com o Moinho Ponta Grossa no ano anterior, em fevereiro de 2014, o Moinho Tatuí, no município de mesmo nome, interior de São Paulo, recebe a certificação da Iniciativa Global de Segurança do Alimento (GFSI). Alimentos; 2014 / Mudança de CEO da Bunge Brasil. Em 19 de março de 2014, a Bunge Limited anuncia Raul Padilla, então diretor global de Agronegócio e CEO da Bunge Product Lines, como CEO da Bunge Brasil, com sede em São Paulo. É anunciado que Padilla sucederia Pedro Parente, no cargo desde 2010, oficialmente a partir de 1o de maio de 2014. 2014 / Inauguração do complexo portuário Miritituba-Barcarena (PA). Em 25 de abril de 2014, é inaugurado um novo complexo portuário no estado do Pará, que envolve a Estação de Transbordo em Miritituba e o Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron). A companhia investiu R$ 700 milhões na infra-estrutura portuária e na logística, esta última em parceria com a Amaggi. Totalmente automatizado, o complexo portuário apresenta tecnologia de ponta, como o sistema de sustentação do píer no terminal de Miritituba que compensa as variações de nível do Rio Tapajós. Na mesma região, a Bunge investe também em uma joint venture (também com o Grupo Amaggi) que dê conta de um transporte de cargas menos poluente e mais eficiente, pela hidrovia Tapajós-Amazonas: a Unitapajós.
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2014 / Bunge ajuda o Brasil a compensar o carbono da Copa do Mundo. Em junho de 2014, a Bunge recebe o selo “Baixo Carbono” por firmar uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente, comprometendo-se a ajudar o País a compensar emissões de gases de efeito estufa gerados pela realização da Copa do Mundo!!!. A ação faz parte da campanha Copa Sustentável, que visa diminuir os impactos ambientais causados por atividades como a construção e reforma dos estádios de futebol, o transporte público e dos jogadores, o uso de energia e a disposição dos resíduos sólidos gerados nos locais dos jogos. Os créditos usados pela Bunge relacionam-se ao segmento agrícola e foram compensados graças à parceria com a Climate Change Capital, empresa Bunge que coordena questões do mercado de carbono internacionalmente. 2014 / Bunge bate recorde de carregamento de açúcar para exportação. Em 13 de novembro de 2014, a Bunge Brasil é responsável por um carregamento recorde de açúcar para exportação, finalizando o embarque de 105,5 mil toneladas de açúcar no navio holandês UBC Ottawa, ancorado no Porto de Santos (SP) com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. É o maior volume do produto para exportação desde 2006, ano em que o carregamento recorde do País marcava 81 mil toneladas de açúcar. Um mês depois, em dezembro de 2014, a Bunge seria responsável por outra marca histórica: o primeiro carregamento de açúcar bruto a granel (17 mil toneladas), no mundo, com certificação da Bonsucro, organização internacional que estabelece princípios e critérios socioambientais para cultivo de cana. O comprador da primeira venda global de açúcar certificado foi uma das maiores fabricantes globais de doces. Açúcar & Bioenergia;
Fontes:
[1] https://poncheverde.blogspot.com/2007/12/confirmada-prescrio-de-dvida-de-r-156.html

[2] https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:OOeHDWLQRZAJ:https://www.aboissa.com.br/palestras/download/11/15_o_brasil_da_soja_abrindo_fronteiras,_semeando_cidades_050554.pdf+&cd=12&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

[3] https://www.bunge.com/bicentennial/milestones

[4] http://www.fundacaobunge.org.br/acervocmb/assets/historicos/historico-bunge-brasil.pdf

[5] https://mudancaedivergencia.blogspot.com/2018/11/neoliberalismo-liberalismo-classico.html

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