quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A nação espera, Senhor Comandante,

Sobre a mensagem do Comandante da MB, que copiamos abaixo dos comentários:
É do conhecimento dos verdadeiros brasileiros o trabalho das Forças Armadas de atendimento às populações em regiões longínquas do país, onde há o crônico descaso do poder público. Isso é incontestável.  São insuperáveis na prestação de socorro aos indígenas, aos ribeirinhos, no transporte aéreo de alimentos, medicamentos e pacientes para hospitais.
Mas contestamos as palavras do Senhor Comandante da Marinha.
A Zika é uma consequência não da proliferação do Aedes Aegypti, mas da falta de programa de governo da comandante em chefe que, preocupada com a manutenção do poder a todo custo, pôs o erário a seu dispor, não investindo em Educação que daria condições à população de adquirir noções de higiene indispensáveis à saúde individual e coletiva. Não investiu em saneamento de áreas e regiões, oferecendo à população condições melhores de vida. Permitiu a entrada de estrangeiros sem vacinação e passaporte, fazendo-nos retroceder ao Brasil da velha colônia.
Mais do que o mosquito Aedes, Senhor Comandante, o que pôs o Brasil nas manchetes internacionais foi a desmoralização do país pela Varejeira do Planalto, esta sim, merecedora das atenções dos duzentos mil militares, merecedora das atenções do três Comandantes, que deveriam manter a visão fiel dos fatos, sem seguir a linha das  ocas declarações dos ministros desta República falida.  
Mesmo porque, Senhor Comandante, essa senhora aplicou a teoria do gênero no próprio Aedes, travestindo o mosquito em “mosquita”, porque na cabeça destemperada e de escassa inteligência da presidente, é a “mosquita” que dá as crias. Desconhece que o masculino se refere à palavra e não ao sexo (para ela “gênero”) do inseto. O inseto é macho ou fêmea.
Fica assim facilitado, Comandante, o trabalho dos militares, que só têm de exterminar “aquelas” que estiverem de saia e lacinho nas antenas.
Ficamos admirados de que os Comandantes, sigam, conformadamente, a cabeça microcefálica dessa mulher.
A nação espera, Senhor Comandante, não que os militares cumpram a tarefa de matar mosquitos, mas que cumpram o juramento de defenderem a soberania do Brasil, se necessário for.
Profa. Aileda de Mattos Oliveira
 
Ao longo dos últimos dias, e em especial ontem, vi no WhatsApp, uma série de críticas à participação da MB na Campanha contra a Zika. Acho que merecem uma explicação sobre o que estamos fazendo.
A Zika ainda é muito desconhecida, mas tudo indica que uma das suas piores consequências é a microcefalia. Isso afeta e muito a grande parcela de nossa população que está na idade e em condições de engravidar, ai incluída a família naval e os nossos próprios filhos (somos todos avós em potencial) e tenho certeza que muitos estão enfrentando essa preocupação dentro de casa .
Em paralelo, está havendo enorme repercussão internacional sobre o assunto. Estive semana passada na Índia em uma reunião de Comandantes de Marinha e esse tema foi recorrente nas conversas. A perplexidade é geral e o problema está afetando muitos países.
Até agora, só há uma única providência conhecida para evitar a doença: acabar com o mosquito transmissor.
Essa tarefa é hercúlea, superando a capacidade de qualquer organização ou instituição existente no país. É preciso a participação de TODA a população. O mosquito nasce até em tampa de refrigerante que acumule água. 
Ai é que entram as FFAA. Como as instituições de maior credibilidade no País, e pela sua grande capacidade de organização e mobilização, elas foram chamadas a participar da campanha, ajudando a população a enfrentar corretamente e com alguma chance de sucesso o problema relacionado à eliminação do mosquito transmissor. Não vamos substituir os garis nem seremos os mata-mosquitos até porque essa ação exigiria não 220.000 militares, mas 20 milhões. Nosso papel é o de orientar, basicamente com ações educativas, a correta maneira de eliminar ou evitar o aparecimento de criatórios.
Não havia como fugir dessa tarefa que fomos chamados a desempenhar, e a MB mais uma vez cumprirá o que dela espera a nação.

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