sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

PPP- Parceria Público Privada entregues para melhorar o presídio Agrícola de Monte Cristo Boa Vista em Roraima PARA ONDE?


Perguntamos a clã Jucá, para onde foram destinadas as verbas do PPP- Parceria Público Privada entregues para melhorar o presídio em Boa Vista Roraima?
Mesmo com o casamento desfeito, o líder do governo no Senado, e Senador por Roraima Romero Jucá,  e sua ex-esposa mãe dos seus filhos Teresa Jucá agora Tereza Zurita, estão sempre juntos. Na política, eles se ajudam financeiramente. E no Supremo Tribunal Federal, estão indiciados por compra de votos. 
Teresa é investigada pela Polícia Federal por suspeita de desviar recursos em licitações de obras com dinheiro dos ministérios das Cidades, Defesa, Saúde, Planejamento e Integração Nacional, repassados por 15 ministérios e órgãos federais para a Prefeitura de Boa Vista Roraima, que ela comandou por três mandatos indicada por Jucá, nomeada por Dilma quando ele Jucá concorreu ao governo de Roraima e ela ao Senado.; - hoje, está no quinto mandato em Boa Vista. Os dois haviam se separado no início do governo Lula e Romero se casou com uma funcionária pública. Teresa Zurita ex-Jucá 51 anos, começou a namorar o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) atual MD, mas continuou fiel às campanhas políticas do ex-marido. Em 2006, Teresa declarou à Justiça Eleitoral que seu patrimônio era de R$ 140 mil em dinheiro. No mesmo período, Romero Jucá declarou ter recebido R$ 390 mil em doações da própria Teresa. Ela gastou R$ 5,5 milhões na campanha derrotada para o Senado, mais do que o dobro do ex-marido na campanha também frustrada para governador, R$ 2,5 milhões.  http://istoe.com.br/11424_O+CASAL+DO+BARULHO/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Katia e Sabino Rebelo BANQUEIRO RURAL

Foi Sabino Rebelo quem procurou José Dirceu na Casa Civil para tratar do "Projeto Nióbio" com o Banco Rural.
Resultado de imagem para Kátia Rabello e Sabino Rabello
Em 1944, Sabino Rabello sentou-se diante do seu computador pessoal. Formado em Direito, ele começou a calcular o retorno financeiro que a profissão de advogado lhe traria. Poderia montar um escritório, poderia ser juiz, mas, naquele tempo, já com o diploma na mão, Sabino tinha a sensação de ter feito a escolha errada. Queria mesmo é ser empresário. Mas, espera aí. Computador? Em 1944? ?É, sô, meu computador era uma parede em branco?, conta Sabino, com seu forte sotaque interiorano. ?Eu sentava, olhava, fica pensativo e fazia as minhas contas.? Foi assim que Sabino, filho de Ajax Rabello, um dos amigos mais próximos de Juscelino Kubitschek, decidiu montar uma construtora, sonhando em levantar pontes, estradas e obras pesadas. Vinte anos depois, Sabino sentou-se novamente diante de seu ?micro?. Queria diversificar seus negócios e veio o estalo. Comprou a carta-patente de um banco, o Manoel de Carvalho. ?Naquele tempo, comprar banco era como comprar um cacho de bananas.? O negócio foi fechado num dia 9 de novembro, aniversário da esposa, dona Jandira. Sabino entrou em casa exultante, e deu-lhe a notícia: ?Querida, comprei um banco para você!?. O cálculo de Sabino foi simples. Um médico ou um advogado, para enriquecer, depende do seu tempo disponível, que é escasso. ?Um banqueiro pode ter uma agência como pode ter 100?, diz. ?E eu, como empresário, pagava
os juros e já era vítima dos banqueiros naquele tempo.? Anos mais tarde, o Banco Manoel de Carvalho foi rebatizado como Rural. Não porque tivesse foco no agribusiness. Apenas porque Sabino viu 
uma caminhonete Rural Willys pelas ruas de Belo Horizonte e encantou-se com o modelo.
Foi com lances intuitivos e uma sabedoria tipicamente mineira, simples e desconcertante, que Sabino ergueu um império. E o fez, como manda a tradição das montanhas de Minas Gerais, trabalhando em silêncio. Somente agora, perto de completar 83 anos, ele concedeu sua primeira entrevista ? esta, à DINHEIRO ? e se deixou fotografar. Entre as empresas do grupo, seu banco, o Rural, tem patrimônio líquido de R$ 700 milhões. Nos últimos anos, vem crescendo a uma média de 25% e foi turbinado com a aquisição recente do Banco Sul América. Se fosse vendido, valeria pelo menos R$ 1 bilhão, porque tais negócios são sempre fechados com prêmios em relação ao patrimônio. Suas construtoras, a Tratex e a Servix, já estiveram entre as maiores do País. E, além de tudo isso, como Sabino sofre de insônia, volta e meia ele acorda às 2 da madrugada e senta-se diante do seu ?computador de parede?. De lá, saem invenções e projetos mirabolantes. O dono do Rural já inventou uma churrasqueira vertical, a Vertgrill, que ele define como a ?melhor do mundo?, e um sistema de aquecimento solar. Também bolou um projeto para explorar nióbio na Amazônia. Noutra noite sem dormir, concebeu um plano de agrovilas para o cultivo de milho e feijão nas vazantes dos rios da floresta. ?Cabeça não é só para usar chapéu, né??, indaga Sabino, um leitor voraz de revistas científicas. No seu vasto escritório, no centro de Belo Horizonte, há pilhas de edições das revistas Science e da Scientific American ? ele aprendeu a ler em inglês sozinho, sem precisar de professor. E é justamente por encarnar três personagens distintos, assim como o poeta Fernando Pessoa, criador de três heterônimos, que Sabino tem três mesas no seu escritório. Numa das mesas, ele é banqueiro. Quando senta em outra, Sabino incorpora o empreiteiro de obras pesadas. Na terceira, rascunha suas invenções.
Ao longo de sua trajetória, o banqueiro inventor teve de superar uma dura disputa familiar. Nos fim dos anos 50, no governo JK, Sabino rompeu com o primo Marco Paulo Rabello, que se valia da amizade com o presidente para conseguir bons contratos em Brasília ? o dono do Rural, ao contrário, pisou na nova Capital apenas dois anos depois da inauguração. ?Não queríamos usar nossa relação pessoal com o presidente?, lembra Sabino. Ajax, seu pai, havia sido colega de JK numa agência dos Correios, em Diamantina. ?O Juscelino era um tipo que ia na nossa casa e abria a geladeira para ver se tinha jabuticaba.? E JK acabou pagando um preço caro por conta das relações com Marco Paulo. Deixou o governo sob denúncias de favorecimento ao empresário. Naqueles anos, excluído das obras públicas, Sabino tentou se associar à Vale do Rio Doce numa empresa para produzir ferro-gusa, mas o negócio não prosperou. ?Era uma sociedade de cabrito com onça ? e nós éramos o cabrito?, conta Sabino, lembrando a fábula em que a onça e o cabrito decidem construir juntos uma casa. Depois de pronta, a onça janta o cabrito.
O maior drama vivido por Sabino, porém, aconteceu em 1999, depois de uma tragédia pessoal. No dia 26 de fevereiro, sua filha mais velha, Júnia, que presidia o banco havia vinte anos, morreu num desastre de helicóptero. Era uma sexta-feira. Sabino chorou a morte da filha, isolou-se no seu quarto, passou duas noites sem dormir e voltou ao seu computador. Decidiu marcar uma reunião com os diretores já na segunda-feira. Naquele dia, reassumiu, aos 79 anos, a presidência do Rural. ?Tínhamos que proteger nosso patrimônio, evitar as disputas internas de poder e impedir o assédio dos grandes bancos, que iriam querer nos comprar?, diz. A filha Júnia, nos anos 80 e 90, foi responsável pela rápida expansão do Rural. Implantou novos siste-
mas tecnológicos e um modelo de remuneração em que cada gerente ? são 450 ao todo ? passou a ser acompanhado como se fosse um banqueiro independente. Medidos por resultados, eles chegam a ganhar até 35 salários por ano. ?Ela tinha um dom extraordinário para finanças?, lembra o pai, advogado, que exigiu que a filha estudasse engenharia. ?Aquelas coisas para as quais a gente já tem talento,
não precisa nem estudar?, filosofa.
Sabino ficou na presidência do Rural até o fim de 2000 e conduziu uma segunda sucessão na empresa. Retornou ao conselho e passou o comando executivo a outra filha, Kátia Rabello, uma bailarina profissional que jamais havia trabalhado no banco. Na dança dos números, os resultados não decepcionaram. De 1999 para cá, o patrimônio do Rural saltou de R$ 250 milhões para R$ 700 milhões. ?Temos um foco muito claro em crédito para o setor privado e somos mais ágeis do que os grandes bancos?, diz Kátia. ?Aqui as pessoas ralam muito e têm de produzir resultado.? A gestão agressiva do Rural fez com que o banco alcançasse ativos de R$ 5,2 bilhões. É hoje a sétima maior instituição financeira privada de capital brasileiro e a maior fora de São Paulo. ?Eles são padrão de excelência no segmento de crédito para médias empresas e trabalham com uma inadimplência muito baixa?, assegura o consultor Erivelto Rodrigues, da Austin Asis. Um estudo da consultoria revela que o Rural vem sendo, historicamente, um dos cinco bancos mais lucrativos do País. Agências de classificação de crédito, como a Fitch e a Moody?s, atribuem um risco muito baixo ao banco. ?O lucro é muito bom porque trabalhamos com empresas pequenas e médias, que geram um spread maior, sem que corramos riscos, porque estamos sempre amparados em recebíveis?, diz o superintendente José Roberto Salgado.
Com números tão vistosos e tendo enfrentado duas trocas de comando em cinco anos, o Rural vem sendo um alvo constante do assédio dos grandes bancos, como o Bradesco, o Itaú e o Unibanco. ?Minha resposta é sempre a mesma?, diz Sabino, elevando o tom da voz ao pronunciar a palavra ?não?. Por uma razão muito simples. ?Eu, se fosse moço, iria querer continuar no mesmo ramo?, explica. ?Até porque o Brasil está numa estrada ruim de desenvolvimento e hoje não tem negócio melhor que banco, não é mesmo??. Hoje, quando lança os olhos no seu ?computador pessoal?, Sabino vislumbra poucas oportunidades fora do mundo financeiro. Uma delas é a indústria farmacêutica. ?Ainda vão descobrir muitas vacinas contra os vírus que estão por aí.? E o que Sabino enxerga, na sua parede em branco, mais cedo ou mais tarde torna-se realidade. ?Ele tem um verdadeiro toque de Midas?, elogia o amigo Murillo Mendes, dono da construtora Mendes Júnior e antigo cliente do Rural
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/financas/20031203/banqueiro-rural/21542

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PCC O padre guerrilheiro que o “criou”




http://www.averdadesufocada.com/index.php/textos-de-terceiros-site-34/1780-2803-o-padre-guerrilheiro-que-criou-o-pcc
Entre 1964 e 1981, o padre Alípio de Freitas foi encarcerado, torturado e transferido 16 vezes de prisão em prisão pelo Brasil. Perdeu a nacionalidade portuguesa, a brasileira e o direito de lecionar. Quase enlouqueceu. Preso político, organizou grupos na resistência com seus companheiros e com os presos comuns que conviviam com eles nas celas. Foi essa mistura que lhe custou a fama de ser o “pai” de duas organizações criminosas que hoje aterrorizam o Brasil, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. Hoje, aos 80 anos, ele ajuda imigrantes brasileiros em dificuldades em Portugal.
Alípio participou com Francisco Julião dos primórdios das Ligas Camponesas e foi seu último secretário-geral, em 1964. Foi ativista nas campanhas de Miguel Arraes no Recife, amigo de fé de Paulo Freire no movimento pela alfabetização, assíduo no lendário Centro Popular de Cultura, o CPC. Soube que não vestiria mais a batina quando, às vésperas do golpe, o clero apoiou a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, nas ruas de São Paulo. Professor de história expulso da Universidade de Brasília, jornalista privado da carteira pelo sindicato, padre Alípio exilou-se no México. Mas sempre voltava ao Brasil, clandestino. Foi Mário, Guilherme, Carlos e tantos outros que, ao surgir um “subversivo” novo na parada, era ele que os militares apertavam, por precaução, na cadeia. Casou-se três vezes, teve uma filha, viu vários companheiros morrer, salvou outros da ordem de lamber paredes, do suicídio, do medo, da loucura. Foi condenado em dois tribunais a 150 anos de prisão; cumpriu dez. Ao ser solto, era apátrida. Começou ali a luta para conseguir de volta a cidadania brasileira, retirada por uma auditoria da Marinha. Sem emprego, foi camelô no Largo de São Francisco, no Rio de Janeiro, até que, passando por ali, o jornalista Hélio Fernandes o reconheceu vendendo camisas e deu-lhe emprego na Tribuna da Imprensa. Por fim, cansado, foi embora para Portugal. No ano passado, depois de 27 anos, ganhou uma ação de indenização contra o Estado brasileiro.
Neste ano, sairá pela editora Record o livro O assalto ao poder e a sombra da guerra civil no Brasil, do jornalista Carlos Amorim. Como nos dois livros anteriores da trilogia, Comando Vermelho, a história secreta do crime organizado (1993) e PCC, a irmandade do crime (2003), Alípio de Freitas vai merecer um capítulo. “Tudo o que os intelectuais queriam era resistir ao sistema penal. No meio, os presos comuns iam aprendendo a se organizar”, diz Amorim. “Depois, os intelectuais foram embora e deixaram a semente. Os outros se apoderaram.”
A mistura de presos políticos com presos comuns na ditadura era proposital. O objetivo era desvalorizar o heroísmo daqueles ao fazê-los conviver com estes. Isso permitiu a participação de criminosos comuns nas organizações criadas, muitas sob a liderança de Alípio. A primeira, na Ilha Grande, foi a Falange Vermelha, assim chamada porque as fichas dos presos da Lei de Segurança Nacional vinham com tarja vermelha. Seus integrantes acharam que “Falange” lembrava os fascistas e mudaram o nome para Comando Vermelho. Quando o governo acordou, em 1979, já era tarde. Para complicar, os presos de São Paulo se misturaram com os do Rio de Janeiro e a convivência levou à fundação, em 1993, do Primeiro Comando da Capital.
Alípio não nega seu papel na criação desses monstros. “Tenho poder de organização. Organizo grupos por onde ando. Fiz isso em todas as prisões por onde passei. Não me arrependo. Perguntem à polícia por que um grupo de malfeitores se apoderou na cadeia dos princípios da organização dos presos políticos. Primeiro, nos misturaram alegando que ambos assaltávamos bancos. Depois, mataram na cadeia todas as lideranças entre os presos comuns, os que estudaram conosco. Pensavam com isso desmantelar o CV ou o PCC. Mas deixaram os bandidos, a cadeia entregue à bicharada, unida à polícia corrompida.”
Alípio costuma andar sempre com seu “uniforme”, uma camiseta com a inscrição “Reforma Agrária, por um Brasil sem latifúndios”. É com essa camiseta que Alípio participou do último Fórum Social Mundial, em Belém, pouco antes de completar 80 anos. Desde que deixou o Brasil (embora faça questão de dizer: “Eu nunca deixei o Brasil”), Alípio vive em Portugal para amaciar a vida dos brasileiros. Criou a Casa do Brasil, refúgio seguro dos novos imigrantes brasileiros, que já são 100 mil. “Agora chegam por aqui os menos abastados. Vão morar mais barato do lado de lá do Rio Tejo. Criamos então a Associação Brasil Casa Grande”, diz. Ao mesmo tempo que leciona história da cultura brasileira na Universidade Lusófona, Alípio protege os brasileiros da acusação de terem criado uma versão do PCC em Portugal, o Primeiro Comando Português. “Pura xenofobia europeia. Há uns que assaltam, outros não, mas não se pode generalizar”, diz. Não há mesmo tortura que o dome, como cantou Zeca Afonso."
créditos:  Ricardo Trigueiro brasilparavaler@

2016: O ano em que quase paralisaram o desenvolvimento do Brasil

06.01.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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2016: O ano em que quase paralisaram o desenvolvimento do Brasil

A população brasileira viveu o ano de 2016, em uma expectativa de constantes denúncias, na qual, até a simples ameaça da denúncia era suficiente.
Os brasileiros estão conscientes de que a situação atualmente vivida pelo país, não é exceção, porque, qualquer país que tenha suas entranhas expostas, como acontece no Brasil, viveria uma crise idêntica à crise brasileira.+
 Por :  Profa. Guilhermina Coimbra

Inexiste no mundo país que tenha sofrido tantas pressões para entregar o subsolo fértil de minérios geradores de energia, quanto às pressões sofridas pelo Brasil - sem que os brasileiros tenham se fechado, dado um basta, um "chega para lá", como fizeram canadenses e australianos, na época na qual se encontravam em situações idênticas as do Brasil. Canadá e Austrália Membros da mesma Comunidade não tergiversaram e fizeram-se respeitar.
O Canadá e a Austrália são os melhores exemplos de como agir, porque ambos sofreram os mesmos tipos de pressões.
A população brasileira, nos últimos dez anos, tem presenciado situações disfuncionais, com movimentos cujo objetivo principal é a desestabilização do Brasil, financiada por interesses de fora, no Brasil.
Nas manifestações populares, em 2013, o então Primeiro Ministro da Turquia (e agora Presidente) Recep Tayyip Erdogan, advertiu o Governo brasileiro, porque, já tinha experimentado demonstrações parecidas em seu próprio país naquele ano. Importante observar o fato de que à exceção da Tunísia, nenhum destes movimentos populares resultaram em mais segurança e bem-estar para as populações onde se realizaram. Muito pelo contrário, transformaram-se em exemplos de como-não-fazer, não se recomendam.
Em notória interferência na queda do Presidente da Ucrânia, por exemplo, a mídia participou estimulando a população a protestar nas ruas. As táticas e as estratégias de indispor as populações contra os respectivos governos - através da mídia - são repetitivas.
Rechaçá-las fortemente é o que os brasileiros observadores perspicazes costumam fazer ao ridicularizá-las.
Os brasileiros se recusam a viver sob o 'terrorismo do boato' promovido pela mídia contra empresas nacionais brasileiras. Os objetivos são risíveis, tamanha é a obviedade: levar à desestabilização maciça do empresariado brasileiro.
A percepção dos brasileiros tem verificado que é em Curitiba, Paraná, a cidade na qual, são aplicados primeiramente, tudo o que os artífices, os mentores das "crises", tramadas fora do Brasil, tencionam aplicar dentro do Brasil. De Curitiba partiram as "denúncias", as prisões novelescas, teatralizadas e etc..
A população brasileira percebe que o agrupamento de pessoas alienadas cuidadosamente escolhidas em Curitiba - e movidas por interesses de fora do Brasil - não têm a menor noção de quanto a Operação Lava Jato, praticada pelo referido agrupamento - causou de prejuízo à economia e ao desemprego no país.
Por dever de ofício deveriam ter o conhecimento mínimo necessário para absterem-se de se prestarem a tão abjeto papel de pau-mandado ("yes man", em Inglês)  para convulsionar o Brasil. Deveriam e devem ler mais, pesquisar mais, para conhecer como foram tratados os mais recentes paus-mandados do Afeganistão, depois de alcançados os objetivos.
Se a ordem era a de impedir o desenvolvimento do Brasil, imputa-se - sem margem de erro - à Operação Lava Jato o demérito de haver tentado paralisar o Brasil durante o ano de 2016. Essa operação quase parou o Brasil.
Os Impérios costumam eleger um feitor nas Colônias para receber e fazer cumprir, as ordenações das Metrópoles.
De se observar, que o feitor curitibano fez direitinho o famoso "dever de casa". Haja vista e coincidentemente, missão cumprida, família e feitor decidiram morar nos EUA.  A motivação para a mudança é "segurança". Estranho, não? Isto porque, se trabalhou consciente objetivando o bem do país, de onde é nacional brasileiro, nada a temer. Segurança contra quem - é a pergunta que não quer calar. Até e porque a segurança de lá não tem recomendado muito não, nem no presente nem no passado (lembrar o caso do chileno Letelier é preciso).
A verdade é que fortes interesses em atravancar o desenvolvimento do Brasil têm muitas e diversificadas razões pelas quais se tornam raivosos, à simples constatação de que o Brasil se basta. Em termos comerciais, o Brasil é superavitário com todos os países da América do Sul, exceto a Bolívia, pela questão do gás.
Enquanto que somente 4 ou 5 produtos formam a matriz de exportação da maioria dos outros países, a pauta brasileira de exportação é muito ampla. Os produtos exportados pelo Brasil são essenciais para os países importadores.
Mas, a exportação brasileira corresponde somente a aproximadamente 12% a 13% do nosso PIB. (Pesquisar sempre para confirmar ou refutar é preciso).
Mas tem ficado atônitos e os estrangeiros se espantam com o tamanho das ladroagens de dinheiro e bens públicos que ocorrem no Brasil.
Segundo os estrangeiros, quando ladroagens ocorrem nos respectivos países de onde são nacionais, a rapinagem quase nunca ultrapassa a casa dos milhares de dólares. Ao contrário do Brasil, onde a ladroagem é sempre de bilhares de dólares para cima.
Os estrangeiros mais se espantam ainda com o modo de agir esdrúxulo do Poder Judiciário brasileiro. A razão do espanto dos estrangeiros é porque, inacreditavelmente, o Judiciário brasileiro tem atuado de uma forma impensável nos demais Judiciários ao redor do mundo.  O Judiciário brasileiro está se atribuindo funções que são essencialmente políticas.
Mudam os votos, flexibilizam a Constituição, as disposições das Leis, expressam opiniões à imprensa sobre casos sub judice, ou seja, casos ainda em julgamento. Inexiste imparcialidade. A parcialidade tem saltado aos olhos.
Os estrangeiros comentam e a população assistiu - pasma - o Judiciário se mobilizar até para dar sua opinião sobre Propostas de Emendas Constitucionais (PEC 55).
O Judiciário foi criado e é suposto para funcionar através da meritocracia. O Judiciário existe e é muito bem mantido e suprido - a duras penas pela população brasileira - para fazer cumprir as leis. O Legislativo pode ser cassado, o Presidente pode ser deposto.
E o consenso é o de que o Judiciário brasileiro tem que - no mínimo - fazer um mea culpa, atentando para o fato de que a população brasileira é bem humorada, mas, não deixa passar nada que seja verdadeiramente de seu peculiar interesse.
O Judiciário não pode continuar se atribuindo funções que são essencialmente políticas.
O Judiciário brasileiro não pode continuar fazendo tarefas impensáveis nos demais Judiciários ao redor do mundo. A flexibilização, da Constituição, das leis, a mudança de voto, as opiniões fornecidas à imprensa sobre casos em julgamento e a ausência de imparcialidade do atual Judiciário brasileiro são notórias.
A política externa do Brasil sempre foi admirável, reconhecida pelos demais países ao redor do mundo - independente de políticas e politicagens internacionais.
E os êxitos recentes da política exterior dos Governos brasileiros foram movimentos em direção a um mundo mais multilateral, multipolar,  a criação de novos foros como a UNASUL (União da América do Sul) os BRICS (Brasil-India-China-África do Sul) e o Conselho Sul-Americano de Defesa (CSD), entre outros. Com estas políticas, o Brasil conseguiu reverter algumas das ameaças políticas na Região.
A integração comercial do Brasil com a América do Sul não tem sido um processo rápido, mas, desde o início trouxe enormes benefícios.
Neste ponto, verdadeiramente, a ex-presidente do Brasil teve um papel positivo extremamente importante no processo. Os foros neoliberais, tipo ALCA, perderam espaço. Os mentores em Washington inteligentemente refletiram e perceberam que o ideário do consenso não é mais consenso.
Os brasileiros acompanhando pari pasu tudo o que ocorre no país, em termos de importação-exportação, pensam que o Brasil poderia ter tido uma política de substituição das importações chinesas com os países da Região Sul-Americana. Em vez dos países latino-americanos importarem produtos chineses, eles poderiam estar importando produtos brasileiros. Mas para tal, o Brasil precisaria importar produtos deles. Por exemplo, importar bananas do Equador. Se o Brasil importar bananas do Equador, abriria espaço para a exportação de produtos brasileiros para aquele país.
Essas são medidas simples de fácil execução, muitíssimo bem explicadas por Embaixador brasileiro. De se espantar como não são colocadas em prática. O Brasil teve algum êxito nesta área em relação ao Uruguai,  porque abriu as fronteiras brasileiras e também, porque, a integração energética com este país foi espetacular.
O esperado protecionismo Norte Americano com o Presidente Trump no poder será uma oportunidade para o Brasil aprofundar o diálogo com a América Latina, com a China e com outros grupos e blocos de países.
Apesar da  política externa brasileira atual não estar sendo considerada exatamente como costumava ser - admirada por todos ao redor do mundo - ainda há tempo e condições para voltar a ser o que sempre foi: "independentista" sim e sempre, com muita honra!
É o que nos ocorre lembrar sobre 2016 - o ano no qual tentaram desesperadamente - por diversificadas e transversas maneiras - paralisar o desenvolvimento do Brasil.
Estimando que durante 2017, eventuais equívocos possam ser corrigidos, lembramos que é questão de inteligência trabalhar com o Brasil zão cada vez mais desenvolvido, ao invés de - mesquinha e covardemente - tentar embargá-lo, impedindo o seu irreversível desenvolvimento.
A população brasileira é amiga.
O Brasil merece respeito!
* Curriculo Lattes, Pesquisadora CNPq/CAPES, FAPERJ e FGV-RJ.
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"FIM DOS TEMPOS" DO ISLAM: A IGNORÂNCIA PREDOMINANTE DOS OCIDENTAIS SOBRE O

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13 h
A IGNORÂNCIA PREDOMINANTE DOS OCIDENTAIS SOBRE O "FIM DOS TEMPOS" DO ISLAM
Três são os textos sagrados do ISLAM: ALCORÃO, SUNA E SHARIA. O Alcorão é a palavra de Alá; A Suna refere-se a qualquer coisa que Maomé fez, tolerou ou condenou. A Sharia está baseada nos princípios encontrados no Alcorão e outros livros político-religiosos. A Sharia é uma lei sagrada vinda do único deus legítimo: Alá. A lei islâmica é perfeita universal e eterna. As leis de TODOS os países não muçulmanos são temporárias, limitadas e passarão. É o dever de qualquer muçulmano obedecer as leis de Alá, a Sharia. As leis dos países não muçulmanos são feitas pelo homem, portanto, TODO muçulmano está desobrigado de obedecê-la.
A Suna é tirada primariamente de dois tipos diferentes de literatura Islâmica: Hadith ( o registro dos dizeres de Maomé) e Sirat ( biografia de Maomé).
A literatura Hadith será provavelmente a mais crucial das várias tradições Islâmicas para compreensão do projeto do Califado porque muito da crença e prática islâmica, sobretudo o FIM DOS TEMPOS, vem da literatura Hadith. Portanto, as Hadith versam sobre sobre ESCATOLOGIA Islâmica. A maioria dos estudos Islâmicos sobre escatologia é dividido em duas categorias, os Pequenos Sinais e os Grandes Sinais. Os Grandes Sinais são os eventos mais importantes. Estes sinais são relativos a questões como a vinda do Anticristo Muçulmano (Ad-Dajjal), ou o retorno do Jesus Muçulmano (Isa Al-Maseeh) ou o mais importante, a vinda do
Salvador/Messias Muçulmano (Al-Mahdi).
A chegada do Mahdi é o elemento central que coroa todas as narrativas de Fim dos Tempos Islâmicas. Tão central para as expectativas escatológicas Islâmicas é a chegada do Mahdi, que alguns estudiosos muçulmanos nem mesmo mencionam os “Pequenos Sinais” como são, ao invés disso, referem-se a eles como “os sinais que acompanham o Mahdi”. Enquanto existem algumas variações de crenças entre os Sunitas e os Xiitas no Islã e enquanto certas partes dos Sunitas o rejeitam, a crença geral no Mahdi não é uma questão sectária no Islã, antes é universal entre a maioria dos muçulmanos.
O Projeto do Califado prepara a chegada do IMÃ MAHDI que conquistará todo o mundo, o Cristo cristão se converterá à ele e o seguirá como discípulo, mas, não sem antes condenar Israel e o Ocidente cristão.
A ESCATOLOGIA ISLÂMICA sobrepõe-se a Escatologia Bíblica, submetendo-a de modo misterioso. Portanto, o estudo dos ÚLTIMOS DIAS é fundamental para para perceber o ISLAM e para onde o mundo caminha.
No entanto, é igualmente trágico o silêncio cúmplice e idiota das religiões TODAS do Ocidente que recusam-se a falar e ensinar sobre ISLAM aos seus fiéis, tornando-os assim presas fáceis. Mas, o Projeto do Califado envolve todos os ocidentais. Assim, é igualmente genocida e criminoso que professores e governos não instruam seu povo sobre o que seja o Califado mundial.
Falar em ESCATOLOGIA, em PROFECIAS, em PROFETAS, etc, no ocidente tornou-se uma seara maldita onde proliferam ou os vendilhões do Templo ou os burros carregados de livros, todos manifestando um desdém míope acerca da ESCATOLOGIA Islâmica.
Não é só o ISLAM que pretende destruir o Ocidente. Os próprios ocidentais vem se encarregando há séculos de o fazer. E nesse quesito, sem ajuda dos muçulmanos. Portanto, já é HORA de começarmos a amadurecer.
O Ocidente caminha como filho de pais desconhecidos para o túmulo do soldado raso sem nome sob o Arco do Triunfo.
Já denunciava Fernando Pessoa: É a HORA! É AGORA!
Bibliografia: Anti-Cristo, o Messias esperado pelo Isla, Joel Richardson.
Iconografias anexas: 1) comemorando o início da liderança do IMÃ MAHDI; 2) o MAHI e o FIM DOS TEMPOS; 3) o Jesus muçulmano seguindo o IMÃ MAHDI.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Maçonaria mundial 2017 comemora 300 anos de fundação na Inglaterra!

Eis a verdade, que é um dedo na ferida que os Braganças abriram na história do Brasil e de Portugal: D. Pedro I destruiu o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e entregou o Brasil para a maçonaria. Portanto, se o Brasil tem de ser REFUNDADO e TEM DE que desta vez seja longe da maçonaria ou desse grupo criminoso que manda e espolia o Brasil desde 1822. Acerca dessa questão, finalizamos com a advertência de Manuel J. Gandra: (abaixo)

9 DE JANEIRO: DIA DO MOVIMENTO MAÇON CHAMADO DE "FICO"
Em 2017 a maçonaria mundial está comemorando seus 300 anos de fundação na Inglaterra.
Grande Loja de Londres
Por que 2017 (ano do tricentenário do Palácio Nacional de Mafra construído por D. João V como sendo a réplica da Celeste Jerusalém, bem como, ano do centenário das Aparições de Fátima, talvez um dos eventos centrais na história da cristandade) é importante para a maçonaria? O número 17 é importante para a maçonaria? Cabe notar que a História de Portugal, completamente desconhecida dos brasileiros, tem o número 17 como aquele que designa a arcatura ontogenética da nação portuguesa, ou seja, a história de Portugal "move-se" dentro desse rítmo. A área de estudos que cobre isso chama-se Epilogística. O papel que Portugal desempenhou face ao combate do Islam e na salvaguarda do Ocidente foi deveras robusto, feito nunca igualado por nenhuma nação europeia. Assim, é sintomático que a maçonaria mundial esteja a comemorar 2017 para rever os seu planos de atuação dentro do cenário mundial. Nossa publicação que fala sobre a epilogística na história de Portugal chama-se: DA FACE OCULTA DO ROSTO DA EUROPA, Manuel J. Gandra.
O artigo do link (escrito por individuo que não se assume maçon, mas, pelo teor do artigo é pouco provável que não o seja) exorta a renovação da maçonaria: "Talvez a ordem maçônica mereça renovar-se após trezentos anos de vida simbólica. Talvez necessite rever os símbolos. Talvez seja o momento do resgate de velhas raízes. A verdade é que há uma indefinição de rumos, em meio a indefinições em toda a ordem mundial.". Além disso, o autor investe na tese falaciosa de ser a maçonaria a herdeira e sucessora legítima da ORDEM DO TEMPLO. Ontém fizemos um post sobre isso esclarecendo alguns pontos.
Mas, vamos admitir que a maçonaria seja herdeira da ORDEM DO TEMPLO. Como enquadrar isso na história de Portugal? Vejamos alguns fatos que desmontam a tese maçonica:
1) A ORDEM DO TEMPLO ajuda a fundar a Monarquia Portuguesa;
2) A ORDEM DO TEMPLO da França é secundária. Na Europa, a ORDEM DO TEMPLO tinha 2 sedes (uma material, outra espiritual), ambas ficavam em Portugal (Castelo Branco e Tomar);
3) Há desde o início da Nacionalidade Portuguesa uma estreita e íntima ligação da Coroa com a ORDEM DO TEMPLO de tal modo que pode-se dizer que a Coroa era o "braço exterior" da ORDEM. Ambas atuavam em conjunto e de tal forma que é praticamente impossível separar a história de Portugal da ORDEM DO TEMPLO, que contribuiu decisivamente para, entre outros, o projeto de urbanização e expansão de Portugal. Nem na França, nem em qualquer outro país da Europa tais relações NUNCA se estabeleceram;
4) A ORDEM DE CRISTO, autêntica sucessora e herdeira legítima da ORDEM DO TEMPLO foi a verdadeira autora, mentora e patrocinadora dos Descobrimentos Marítimos. Jamais um feito da Coroa ou de cortesãos esforçados, antes o trabalho de uma autêntica ORDEM iniciática;
5) O Brasil, por bula papal é patrimônio da ORDEM DE CRISTO;
6) Assim, dado a secular relação da ORDEM DO TEMPLO com a Coroa Portuguesa como se explica que a maçonaria que é, de saída, anti-monárquica e anti-cristã arvore-se herdeira dos Templários para destruir a monarquia Portuguesa que ajudou a fundar? Quando, em que momento da história da Europa e de Portugal os Templários trabalharam CONTRA o Ocidente cristão, a igreja e as monarquias europeias com a clara intenção de os destruir? A maçonaria, desde o seu início, já "NASCE" COM O OBJETIVO DE DESTRUIR AS MONARQUIAS EUROPÉIAS E A IGREJA.
Não há resposta para essas perguntas por uma simples razão: a maçonaria MENTE.
Pois bem, o Brasil do Império (e da República) é um projeto maçônico conduzido de modo consciente pelo Princípe Regente D. Pedro I e por José Bonifácio, maçon carbonário. Oras, se o objetivo MUNDIAL da maçonaria naquela altura era destruir as monarquias e a igreja porque razão se há de pensar que aqui o objetivo foi adulterado ou alterado? Ao contrário, foi seguido a risca e, com um agravante, por uma maçonaria parva e incompetente, diametralmente diferente daquela que criou os EUA. Os EUA se tornaram um pais respeitável. O que se tornou o Brasil? Um antro de crimes, de bestialidades, de incultura e de mentiras mastodônticas. Portanto, há maçonarias distintas e o que as distingue? Os seus membros? A sua regra? O quê? É preciso queimar muita pestana para levantar minimamente esse véu. O fato é que a maçonaria do Brasil revelou-se uma tragédia desde 1822. Eles destruíram o Brasil, bem como, o chamado PROJETO TEMPLÁRIO E O EVANGELHO PORTUGUÊS.
O que aconteceu na data de 9 de Janeiro? É o dia do FICO de D. Pedro, um marco no início do projeto de derrubada da monarquia Portuguesa pelos maçons "vermelhos" e "azuis". Como funcionavam a maçonaria no Brasil antes e depois do FICO?
Em 30/11/1818 D. João expede alvará proibindo a existência de sociedades secretas, portanto, até essa presente data, as "filiações" maçônicas eram subterrâneas. Antes e depois do FICO as lojas maçônicas organizam-se de modos distintos em 2 linhas de atuação chamada "vermelha" e "azul" (denominação didática da historiografia moderna. No entanto, cabe lembrar que essas "divisões" "internamente inexistem). VERMELHA- Comércio e Artes (já existia no tempo de D. João VI), no início de 1822 subdivide-se em União e Tranquilidade (termos que serão usados em documentos oficiais de D. Pedro no dia do FICO) e Esperança de Niterói. AZUL- da Comércio e Artes sai uma subdivisão que formará a Distintiva e o Clube da Resistência, futura Nove de Janeiro. Vermelha terá como expoente J.G.Ledo e a Azul JB ou Azevedo Coutinho.
Os principais nomes dos maçons vermelhos e azuis foram os homens que trabalharam incansavelmente pelo "FICO". Ambos os maçons faziam parte da mesma "loja" e estavam reunidos e unidos na luta contra a monarquia e a igreja. Vitoriosa a Revolução Liberal do Porto de 1820 eles se "separariam" em "lojas" bem caracterizadas como "vermelha" e "azul". No início de 1822, já se constatam movimentos de reorganização das lojas. Em Maio de 1822 no Rio de Janeiro ocorre a criação do órgão central diretor de todas as "lojas" maçônicas vermelhas: o Grande Oriente do Brasil. Antes dele, todas as"lojas" eram, dependentes do Oriente Lusitano com sede em Lisboa. O mesmo movimento acontece com as "lojas"maçônicas azuis: o Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz. Assim, depreende-se que o projeto de reorganização das 'lojas" não emana do Brasil nem de Portugal.
O que há para comemorar no 9 de JANEIRO? Nada, a não ser que você seja maçon ou tenha a convicção de que o projeto maçônico para o Brasil, que foi a "criação" do que eles chamam de "Império" foi relevante. Eis a verdade, que é um dedo na ferida que os Braganças abriram na história do Brasil e de Portugal: D. Pedro I destruiu o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e entregou o Brasil para a maçonaria.
Portanto, se o Brasil tem de ser REFUNDADO e TEM DE que desta vez seja longe da maçonaria ou desse grupo criminoso que manda e espolia o Brasil desde 1822. Acerca dessa questão, finalizamos com a advertência de Manuel J. Gandra:
"Permitam-me recordar-vos que uma refundação, qualquer que seja a cor da investidura, para efectivar-se, não pode ater-se a meras conveniências políticas e sociológicas, mas acima de tudo há-de basear-se em princípios hiero-políticos, justamente dado o carácter peculiar da legitimação do poder no âmbito lusíada!"

Origem e importância da maçonaria organizada no mundo

http://www.theeagleview.com.br/2016/12/2017-300-anos-da-maconaria-organizada.html






Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro


No dia 24 de junho de 2017, a Maçonaria Organizada completará três séculos de existência.

Os números impressionam: a Maçonaria chega a 300 anos em 2017.  

2017 forma o número  um, que representa a energia criativa, a originalidade e a individualidade, diz respeito ao poder, à masculinidade e à objetividade.  Um é a unidade de Deus, e também representa o Eu - a personalidade individual do ser humano.  A numerologia também é objeto de estudo da maçonaria.

Os tricentenário maçonico, poderá representar, sem dúvida, uma renovação.



A Grande Loja de Londres - hoje


O Começo da Maçonaria Simbólica


Em 24 de junho de 1717, fundou-se a Grande Loja de Londres e Westminster, na Inglaterra. Teve início, assim, o que hoje chamamos de Sistema Organizado, ou Obediencial da Franco-Maçonaria tal qual hoje é conhecida. 

Membros de quatro Lojas, encontram-se informalmente na taverna Crown, em Counvert Garden,  naquela data, pois “acharam por bem unir-se sob um Grão-Mestre, como o Centro de União e Harmonia”.

As quatro Lojas envolvidas nesta decisão não tinham nomes - eram identificadas pelos nomes das tavernas ou cervejarias em que se reuniam. Eram elas:

I –   Goose & Gridon (Ganso e Grelha), perto da Catedral São Paulo;
II –  Crown (Coroa), em Perkers Lane;
III – Apple Tree (Macieira), da Charles Street;
IV – Rummer & Grapes (Copázio e Uvas), em Cannel Row, Westminster.

As quatro lojas formaram, então, um movimento de articulação em rede que se espalhou pela Inglaterra, Escócia, França, Holanda e Alemanha, consolidada por regras e constituições compiladas em atas, originalmente entre 1720 e 1723.

Com a fundação da maçonaria organizada, estabeleceu-se um novo tipo de relação piramidal, através da qual as Lojas existentes aderiram a um novo órgão, chamado Grande Loja, formando uma potência atratora, transcendendo o caráter operativo das organizações então existentes para constituir-se em uma organização simbólica, política e filosófica. Os resultados dessa organização fazem-se sentir na história do ocidente até os dias de hoje.

A data é um marco da chamada maçonaria simbólica. A maçonaria operativa, no entanto, é uma instituição milenar. 


Guildas Medievais


As ordens maçônicas na antiguidade


As ordens maçônicas têm origem na antiguidade - no costume dos mestres de obras dos grandes templos e fortificações, de manter em segredo as plantas, fórmulas de cálculos e segredos das construções, compartilhando-os apenas entre seus iguais. A introdução dos novos mestres, escolhidos dentre os oficiais auxiliares das obras, nessas sociedades, se fazia por adoção. Era a forma de manter em segredo a engenharia dos templos e fortificações, garantir a segurança das obras e manter a qualidade e valorização da  própria atividade - a engenharia da antiguidade.  Muitos pagavam com a  vida a manutenção do juramento secreto.

Na idade média,  as hansas, corporações de ofício e, principalmente, as guildas, permitiram à essas sociedades de mestres, oficiais e aprendizes, ganhar caráter operativo, sistematizar conhecimentos, e organizar-se em células, reunidas em lojas, transcendendo o rol de construtores para atingir, também, comerciantes e artesãos. Formavam corporações privilegiadas, que se furtavam de toda a regulamentação oficial e guardavam os segredos da profissão. O vínculo com a tradição da construção, no entanto, constituiu sempre a marca de identificação dessas lojas. Daí procede a terminologia (maçom = pedreiro) e os símbolos de ferramentas, como o martelo, a paleta e o esquadro.

Havia, porém, um componente importante, filosófico e religioso, nesse amalgama organizacional: a profunda influência da Ordem dos Cavaleiros Templários sobre a economia medieval. 


Cavaleiro Templário



Os Templários 


Coube à Ordem dos Templários, entre 1119 e 1312, sob voto de pobreza, zelar pela organização financeira, comercial e logística  da economia na Europa e oriente próximo, garantir militarmente a segurança dos viajantes e seus valores e manter a salvo o caminho dos peregrinos até Jerusalém. 

Os templários guardaram as estradas, cobraram pedágios, garantiram a circulação das moedas, emitiram títulos de crédito (invenção templária) e, guardaram os valores em depósito.  Foram os primeiros banqueiros da história (e os únicos, ao que tudo indica, que não se conspurcaram com o dinheiro). Fizeram jorrar o sangue para trazer a paz ao ocidente.

Guardiões desde a primeira cruzada, do Templo de Salomão, em Jerusalém, e excelentes militares, os templários não ganharam poder por conta da força militar e do dinheiro - na verdade esse poderes foram consequência de outro maior, proveniente da busca obstinada pelos mais profundos conhecimentos sobre os fundamentos espirituais do cristianismo, sua raiz judaica e sua derivação islamita,  sobre os símbolos e as razões estruturais contidas na construção e funcionamento do Templo de Salomão, sobre a Arca da Aliança, o Carro Celestial visto por  Ezequiel e, sobretudo, a Cabala. Os Templários patrocinaram pesquisas e guardaram conhecimentos sobre a filosofia natural, estudos mítico-alquímicos, esoterismo, astrologia, signos e simbologias das formas geométricas e dos números.

Uma clara evidência da interrelação dos cavaleiros templários com a maçonaria está na construção da loja maçônica na abadia da cidade de Kilwinning, na Escócia, em 1140.  De acordo com o histórico da Loja, nesta época, o Papa Inocêncio II (o mesmo que apoiou e estabeleceu privilégios aos Cavaleiros Templários em 1139) criou corporações (ou fraternidades) de pedreiros, e deu a elas certos privilégios com o objetivo de enviar artistas italianos, que eram famosos por construírem catedrais, para erguerem igrejas em outros países também.   Uma guilda destes pedreiros e forasteiros parece ter ido a Kilwinning, para construir a abadia, e de acordo com os relatos da Loja, lá fundou e constituiu a primeira Loja da Escócia. A Loja foi fundada na sala capitular dentro da abadia, uma sala com 11,6 x 5,8 m, e ali permaneceu até sua reforma em 1560, quando uma desavença entre os nobres Earl de Glencairn e  Earl de Eglinton (que de comum só tinham o primeiro nome), resultou na destruição da abadia.

O fato é que toda essa ebulição templária, rica em todos os aspectos e profundamente transformadora,  "transbordou" - extravasou os diques ideológicos e de controle mantidos pela igreja  e passou a perturbar todas as monarquias europeias.  Assim, por ordem do Papa, os templários foram brutalmente exterminados. 

Esse episódio histórico representou o cisma moral entre religião, economia e Estado.

O destino dos Templários  guarda profunda relação com a formação filosófica da maçonaria simbólica e organizada. A maçonaria organizada surge laica, universal, aclassista  e humanista. Seus membros zelam pelos princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e contínuo direito ao aperfeiçoamento intelectual. Lutam obstinadamente pela separação do Estado da Religião. 

Paz de Westfália - Ratificação do Tratado de Münster (1648), que inaugurou o moderno sistema internacional, ao acatar princípios como a soberania estatal e o Estado-nação. Quadro de Gerard Terborch.



A Paz de Westfália e as revoluções


A maçonaria organizada, assim, passou a assumir papel fundamental na política moderna. 

De fato, admitir que todo homem é livre e possui bons costumes, não fazer distinção de raça, religião, ideário político ou posição social, ter como critério de admissão o espírito filantrópico e a busca da perfeição, em plena era do absolutismo... era algo extremamente revolucionário (e de certa forma, ainda o é, nos dias complexos de hoje).

A organização política da moderna maçonaria guarda raízes  também nas articulações para por fim à Guerra dos Trinta anos e outros conflitos históricos em curso na Europa, em 1648. Neste ano, católicos e protestantes firmaram a Paz de Westfália, um conjunto de tratados que constituem o marco inicial dos estados nacionais e da diplomacia moderna. 

Os tratados reconheceram a soberania dos estados, instituíram a diplomacia e decidiram que  os conflitos posteriores na Europa não mais teriam como motivo principal a religião, permitindo, assim, a aliança entre países protestantes e católicos em eventuais futuros conflitos. Ou, seja, o início do fim das teocracias na Europa. O teor desses tratados tiveram enorme influência no pensamento maçônico.

A Maçonaria Organizada, espalhou-se como rastilho de pólvora, no Século XVIII - e tornou-se receptáculo da filosofia das Luzes, propagando o iluminismo, o pluralismo e o laicismo pelo continente europeu e colônias ultramarinas.

Difícil saber se o iluminismo influenciou a maçonaria ou... foram os maçons grandes iluministas.  O fato é que há um fio condutor da maçonaria no século das luzes.

No final do século XVIII já existiam 700 lojas na França, compostas por grande quantidade de nobres e membros da classe média e do clero. 

Apesar dos Papas Clemente XIII e Bento XIV terem proibido a maçonaria em 1738 e 1751 - pois era evidente o conflito entre os interesses clericais no Estado e o laicismo político pretendido pelos maçons, o fato é que grande número de clérigos já integrava a organização. 

Músicos da importância de Mozart integraram a maçonaria. Grandes militares, como La Fayette, também. 

A maçonaria formou a estrutura teórica (e operativa) da Independência Americana e da Revolução Francesa.  George Washington e Benjamin Franklin, introduziram os princípios maçônicos na declaração de independência dos Estados Unidos. A Revolução Francesa adotou o lema maçônico "Liberdade, igualdade, fraternidade". 

Há sinais evidentes da maçonaria na independência e formação política de todos os países americanos - incluso o Brasil. Há forte traço maçônico na formação clássica do judiciário como um poder autônomo, em todo o mundo, bem como na ordem dos trabalhos em todas as casas legislativas. 

No século XX, os maçons conheceram a perseguição institucionalizada. Comunistas e Nazistas tinham os maçons como inimigos de Estado. Na guerra fria, os maçons americanos foram vistos com desconfiança por  Macartistas enquanto na Europa, eram desprezados pela esquerda existencialista. Foram caçados nos países de religião muçulmana, por motivos óbvios e, também, combatidos pela direita ortodoxa israelense. 

A maçonaria, de certa forma, moldou a governança dos séculos XIX e XX, e, também, viu seus valores serem fortemente conflitados nesse mesmo período.
Grande Loja de Londres

O futuro


Existem hoje,  no mundo, aproximadamente 6 milhões de maçons, espalhados pelos 5 continentes. Destes, 3,2 milhões vivem nos Estados Unidos, 1,2 milhões no Reino Unido e um milhão no resto do mundo. No Brasil, calcula-se que existam aproximadamente 150 mil maçons e 4.700 lojas regulares.

O número respeitável de maçons, no entanto, necessita de emprego eficaz.

Hoje, o conflito entre governo global, nova ordem mundial e resgate das nacionalidades, o  isolacionismo em contraponto à regionalização das economias, o radicalismo intolerante protofascista e o terrorismo islâmico, também representam desafios da maçonaria moderna. 

Recentemente, em 2012,  a Grande Loja Unida da Inglaterra entrou em conflito com a Grande Loja Nacional Francesa - praticamente antecipando o brexit e reinaugurando a história da Ordem na Europa. A questão da globalização, do resgate dos interesses nacionais, do uso dos conflitos humanitários como forma de manutenção no poder da hipocrisia politicamente correta, da reação à imigração e do risco à segurança dos cidadãos face ao terrorismo, influencia os rumos da maçonaria europeia tanto quanto a maçonaria no resto do mundo. 

Talvez a ordem maçônica mereça renovar-se após trezentos anos de vida simbólica. Talvez necessite rever os símbolos. Talvez seja o momento do resgate de velhas raízes. A verdade é que há uma indefinição de rumos, em meio a indefinições em toda a ordem mundial.

Os números do jubileu maçônico, no terceiro século de sua constituição simbólica, podem significar  mais que mera numerologia...

Hora de repensar, do caos... uma nova ordem?

    







Antonio Fernando Pinheiro Pedro é advogado (USP), jornalista e consultor ambiental. Sócio diretor do escritório Pinheiro Pedro Advogados, integra o Green Economy Task Force da Câmara de Comércio Internacional. Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, membro das Comissões de Infraestrutura e Sustentabilidade e Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo (OAB/SP). É Vice-Presidente e Diretor Jurídico da API - Associação Paulista de Imprensa. Editor do Portal Ambiente Legal e do blog The Eagle View.