domingo, 13 de setembro de 2015

Petroflex e Nitriflex borracha sintética, e o Estelionato Empresarial

O que restou para o Brasil por mais esse crime de Estelionato do Lula? 
O prédio assinados por Niemeyer e Burle Marx onde hoje funciona a área administrativa da NÃO MAIS PETROFLEX brasileira E SIM, LANXESS alemã, marcando o Estelionato Empresarial praticado pelo governo brasileiro, aumentando a catastrófica poluição  na Bahia da Guanabara. O PBLH era fabricado no Brasil pela Petroflex e vendida pela Petrobras; a LANXESS  decidiu descontinuar a fabricação do produto no país. "Todos os mísseis fabricados e utilizados pelas Forças Armadas no Brasil adotam propelente sólido à base de PBLH. Sem ele não é possível fabricar o combustível"  A retomada da produção do PBLH no país, segundo o pesquisador, é estratégica, pois a compra do produto no exterior é complicada, devido a produtos controlados e sujeitos a embargos internacionais.
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Com o crescimento do consumo brasileiro de borrachas em produção mais acentuada que o da produção de borracha natural, o Brasil passou, a partir de 1951, a importar o produto do extremo Oriente. O governo encarregou a PETROBRAS da construção de uma fábrica para a produção de borracha sintética no país, integrada à produção das suas matérias-primas básicas, que são o butadieno e o estireno.

No dia 4 de março de 1962, entrou em operação como unidade operacional da PETROBRAS, a Fábrica de Borrachas Sintéticas (FABOR), sendo instalada no Rio de Janeiro, precisamente em Duque de Caxias e, após seis anos de operação, a FABOR foi incorporada a PETROBRAS Química S.A. (PETROQUISA).
Hoje, a PETROFLEX dispõe de três fábricas distribuídas nos estados do Rio de Janeiro (Duque de Caxias), Pernambuco (Cabo) e Rio Grande do Sul (Triunfo). As certificações pela norma ISO-9002 das fábricas de Triunfo - RS, Duque de Caxias - RJ e do Cabo - PE já foram conseguidas, bem como se obteve, em 1996, a certificação ambiental da fábrica de Triunfo pela norma ISO-14001. (http://petroflex.com.br).
[“A década de 50 e 0 Programa de Metas”, in”O Brasil de JK”, de Angela de Castro Gomes (org.) Ed. FGV/CPDOC, Rio de Janeiro, 1991].

Em 1962, a Fabor entra em funcionamento como unidade operacional da Petrobrás. Em 1968, é incorporada à Petroquisa. 

Em 1977 é fundada a Petroflex Indústria e Comércio S.A. que assume as instalações da Fabor. Até então, a Petroflex existe como subsidiária da Petroquisa e começa produzindo estireno, um dos componentes do elastômetro, com capacidade de 60 mil toneladas anuais. 

A Petroflex Indústria e Comércio S.A. começa trabalhar em dois pólos petroquímicos: um em Triunfo/RS e outro em Duque de Caxias/RJ, fundadas juntamente em 1985. 

Em 1992, a Petroflex é privatizada. A totalidade do capital é adquirida por um consórcio privado atuante no setor petroquímico. Com os resultados positivos de seus negócios, em 1993, a Petroflex adquire o controle acionário da Coperbo (Companhia Pernambucana de Borrachas) instalada em Cabo de Santo Agostinho/PE.
O Complexo industrial da Petroflex, antiga Companhia Pernambucana de Borracha Sintética (Coperbo)
Fim de 1996 a PETROFLEX concluiu o processo de aquisição do controle acionário da COPERBO - Companhia Pernambucana de Borracha Sintética, segunda maior produtora nacional de borrachas sintéticas.
Com consolidação do processo de integração da Coperbo, em 1996, a Petroflex se consolida como produtora de porte internacional, ou seja, com uma capacidade produtiva instalada superior ao suprimento da demanda interna, três fábricas bem distribuídas geograficamente (RS, RJ e PE) e em melhores condições de se manter tecnologicamente atualizada. 

Em 1997 é constituída a Petroflex Trading, em São Paulo, responsável pela operacionalização e desenvolvimento das exportações da firma para a América do Sul. Desse ano até 2003, a firma se reestrutura para iniciar seu processo de internacionalização com a aprovação do Planejamento Estratégico 2003-2007. Esse plano continha variáveis importantes como a segmentação dos negócios e atuação conjunta das áreas industriais, comerciais, pesquisa e desenvolvimento (P&D), logística, assistência técnica para identificação das necessidades dos clientes procura de novos mercados e outros temas relevantes. 

Na prática, inicia-se o processo de internacionalização da Companhia, com a inauguração, em 2003, de três escritórios comerciais: um em Montevidéu, Uruguai dois na Europa, um em Lisboa, Portugal, e outro na cidade de Roterdã, Holanda. Podemos identificar nesse lento, cuidadoso e planejado processo para internacionalização elementos teóricas da Escola de Uppsala, principalmente em relação à proximidade psíquica dos primeiros mercados externos escolhidos. 

Em 2004 são abertos escritórios comerciais em Hong Kong (China), para atendimento dos clientes da Ásia, Oriente Médio e Oceania, e em São Paulo, dedicado a clientes da América do Sul. Nesse período, a Petroflex já produz mais de 70 tipos de elastômetros (borrachas sintéticas) que servem como matéria-prima para produção de pneus, calçados, têxteis, salientes, produtos farmacêuticos e cirúrgicos, adesivos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, brinquedos, gomas de mascar e várias outras aplicações. 

Em 2005, começam as operações da subsidiária em Delaware (EUA) consolidando a Petroflex como verdadeira empresa internacionalizada, uma multinacional brasileira. 

No final de 2006, com uma capacidade instalada de 410 mil toneladas anuais, a Petroflex S.A. é a maior produtora de elastômeros (borrachas sintéticas) da América Latina e uma das cinco maiores do mundo. Como vemos, esse lento processo de internacionalização da firma têm também elementos da Teoria da Internalização, do Paradigma Eclético e da Escola Nórdica de Negócios Internacionais, pois, nesse caso, o processo de internacionalização foi uma necessidade para obtenção de ganhos de escala e as decisões partiram depois do conhecimento dos mercados pela sede central da companhia.
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Os três f...
A Petroflex é a maior produtora de borracha sintética da América Latina, com capacidade produtiva anual de 442 mil toneladas, e possui fábricas, localizadas no Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

No final de 2006, a propriedade da empresa era assim dividida:
1) a Suzano Petroquímica, com 20,12% das ações,
2) a Braskem (20,12%)
3) e a Unipar (10,06%) representando 50,3% das ações.
O restante é dividido entre investidores institucionais 10 (geralmente, fundos de pensão), pelos empregados e por investidores privados individuais, já que suas ações são negociadas livremente na Bovespa.

Resumidamente, a atual estrutura organizacional da empresa está constituída da seguinte forma:
1. A sede principal, escritório da Presidência e do Conselho Administrativo na cidade do Rio de Janeiro/RJ e principal centro de planejamento, de negócios e atendimento aos clientes nacionais e globais da empresa;
2. Três fábricas integradas nos pólos Petroquímicos de Duque de Caxias (RJ), outra no Pólo da cidade de Triunfo (RS) e a última no Pólo do Cabo de Santo Agostinho (PE);
3. Um importante escritório na cidade de São Paulo, para cuidar dos negócios e clientes da América do Sul;
4. Três subsidiárias: a Petroflex Trading S.A. na cidade de Montevideo, Uruguai. A Petroflex América Inc. na cidade de Newark, estado de Delaware, EUA e a Petroflex International Ltd. nas Ilhas Virgens, Caribe;
5. Centros de armazenamento e distribuição na cidade e porto de Cartagena, Colômbia; Livorno, Itália, e outro na cidade de Liden, estado de New Jersey, EUA;
6. Escritórios para atendimento e prospecção de novos negócios na cidade e porto de Roterdã, Holanda, para atendimento da Europa e em Hong Kong para atender clientes na Ásia, Oriente Médio e Oceania.

Em 2006, a capacidade produtiva da empresa estava em cerca de 410 mil toneladas. Entretanto, devido à conjuntura mundial (esse ponto será aprofundado no próximo item) a empresa só utilizou 81% de sua capacidade produtiva.
Em 2007, espera-se crescimento para cerca de 445 mil toneladas/ano. Dessa forma, o Brasil, com vendas de 219 mil toneladas em 2006, detém cerca de 67% da produção. As exportações absorveram 36% da produção anual com vendas para mais de 50 países, nos cinco continentes.
Lula planejou,
01) JP Morgan e o Citicorp venderam suas ações na Suzano Petroquímica para holding controladora do grupo Suzano EM 17/08/2004.
02) Suzano conclui venda de ações da Petroflex para Braskem  e Unipar por R$ .... milhões 31/07/2007 Valor Econômico  - (existe discordância do valor da venda!)
03) Já em abril de 2008 a Petroflex foi comprada pela multinacional alemã LANXESS
04)  Como as governanças desmoralizaram os bens públicos!
Em abril de 2008 a Petroflex foi comprada(!) pela multinacional alemã LANXESS. 
Esse investimento significou, em termos de aquisição, 
a maior transação da companhia no mundo.
  • A Braskem (Bovespa: BRKM5; NYSE: BAK; Latibex: XBRK), líder em resinas termoplásticas na América Latina e a terceira maior companhia industrial privada de capital nacional, anuncia que, em conjunto com a Unipar - União de Indústrias Petroquímicas S.A. ("Unipar") e outras partes, celebraram no dia 13 de dezembro, contrato para a venda de ações da Petroflex Indústria e Comércio S.A. ("Petroflex") com a empresa alemã Lanxess Deutschland GmbH ("Lanxess"), através do qual serão alienadas 17.102.002 ações ordinárias e 7.416.602 ações preferenciais, representativas de 72,38% do total das ações ordinárias e de 69,68% do capital social da Petroflex, ao preço total de R$ 526.680.000,00, correspondendo ao preço de até R$ 22,86 por ação ordinária e de até R$ 18,29 por ação preferencial classe "A". A Braskem está alienando a totalidade de sua participação correspondente a 33,57% das ações ordinárias e 33,46% das ações preferenciais da Petroflex.
Márcio Marcos, engenheiro químico e colaborador há 30 anos da companhia, diz que em um cenário globalizado acompanhando a onda de grandes aquisições, fusões e incorporações, a venda da Petroflex à LANXESS configurou uma tendência de incorporações de negócios que mudou o patamar da empresa. “Se como Petroflex privada, pertencente aos grupos Braskem, Unipar e Suzano éramos apenas uma empresa produtora de elâstomeros desgarrada dos principais negócios das controladoras, como LANXESS passamos a ser uma das partes mais importantes do negócio Elastômeros/Borracha Sintética”,

Produtos Químicos e a Proteção Ambiental
A comercialização de produtos químicos no Brasil iniciou-se no final da década de 50. Nos primeiros anos, as vendas foram feitas pelo Departamento de Produtos Químicos da ESSO Brasileira. No início de suas atividades, os negócios limitavam-se à revenda de solventes alifáticos fabricados localmente e produtos químicos importados, tais como solventes aromáticos e oxigenados, borrachas sintéticas, produtos agrícolas e aditivos para óleos lubrificantes.
Com o crescimento de Parques Industriais no Brasil, novos produtos foram acrescentados à sua linha de comercialização: plásticos, resinas, adesivos e outros. Para a fabricação, armazenagem, distribuição e vendas de seus produtos foram montadas unidades fabris, terminais e escritórios de vendas localizados em pontos estratégicos do País, como por exemplo, o Terminal da Ilha do Governador no Rio de Janeiro (recebimento, armazenagem e distribuição de produtos). (http://www.esso.com/eaff/essobras/br).

Em 1956, a confiança no Brasil, que vivia uma fase de euforia no desenvolvimento, levou a BAYER a comprar uma antiga fábrica de ácido sulfúrico e superfosfato, instalada em um terreno de 300 mil m2 à margem da Rodovia Presidente Dutra, a 45 quilômetros do centro do Rio de Janeiro. Essa área inicial deu lugar a um espaço de aproximadamente dois milhões de m2, ocupado por diversas unidades produtivas, duas centrais de energia e um Sistema Integrado de Proteção Ambiental.
Nesse terreno, localizado em Belford Roxo, então distrito no município de Nova Iguaçu e hoje município autônomo, foi instalada a "BAYER do Brasil Indústrias Químicas S.A.". Suas primeiras unidades industriais foram inauguradas em 1958, com a presença do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek.

Os investimentos em novas tecnologias fazem com que, hoje, a Companhia seja pioneira em importantes processos produtivos. Um exemplo é a entrada em operação, em junho de 1995, da unidade "VSA - Vaccum Swing Absorption", para purificação de monóxido de carbono, gerando uma melhoria na qualidade do poliuretano produzido pela Empresa.

A BAYER possui um Sistema Integrado de Proteção Ambiental composto por uma Estação de Tratamento Biológico de Efluentes Líquidos, um aterro industrial e um incinerador de resíduos. A Estação de Tratamento ocupa uma área de 5.000 m2 e tem capacidade para atender uma demanda de esgoto doméstico de uma cidade de 150.000 habitantes. Conta com investimento anual de 13 milhões de dólares em medidas de proteção ao meio ambiente.
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A Política Ambiental da NITRIFLEX tem como objetivo tornar compatível suas atividades e produtos com o meio ambiente e, com base no conceito de desenvolvimento sustentável, visa atender às necessidades do presente sem comprometer aquelas gerações futuras. Para isso, a NITRIFLEX reconhece o gerenciamento ambiental como prioritário nos seus processos decisórios e integrados à Política da Qualidade Total.
É uma empresa de Médio para Grande porte, autorizada pelo órgão ambiental do Estado para operar sua Unidade Industrial e possui um Sistema de tratamento dos efluentes líquidos e resíduos industriais, de forma proteger a qualidade das águas da Baía de Guanabara. Recentemente implantou um Programa de Gestão Ambiental que lhe permitiu obter a certificação da Qualidade do Meio Ambiente - ISO 14.001.
Sua Unidade de Elastômeros tem capacidade instalada de 30.000 toneladas/ano e sua planta produz borracha sintética e compostos a base de PVC, indicados para a confecção de artefatos em qualquer processo de moldagem como mangueiras, anéis, gaxetas, retentores, perfis, calçados, solados, adesivos e outros produtos onde é exigido trabalho dinâmico. (http://www.nitriflex.com.br).

Segundo informações, possui passivo ambiental que é o lodo da Estação de Tratamento. Esse material é estocado, transportado, reaproveitado e descartado com algum tratamento. Quando estocado ou transportado é claramente identificado e, quando reaproveitado, requer grandes investimentos e necessidade de intercâmbio com outras empresas. Existe um estudo na linha de processo para redução de geração desse passivo ambiental. Já tiveram ocorrências de pequenas e médias proporções, devidamente registradas, e possuem um Seguro para o caso de acidentes.
Entre a inauguração da REDUC, Refinaria Duque de Caxias, dia 20 de janeiro, e o início de sua operação, em 9 de setembro, foi escrito um período agitado da História do Brasil. O ano era 1961, e em agosto o país assistiu, perplexo, a renuncia de seu Presidente da República. Mas não foi Jânio Quadros, e sim, dois outros Presidentes que marcaram os primeiros dias de vida da REDUC: Juscelino Kubitschek, que a inaugurou, e João Goulart, que ocupava o poder quando ela começou a operar.

Situada às margens da Baía de Guanabara, a REDUC - Refinaria Duque de Caxias é uma das Unidades da PETROBRAS que ainda não possui Certificação Ambiental e Licença de Operação, contudo, vem aumentando os investimentos no tratamento de efluentes líquidos, para evitar que os índices de poluição das águas da baía aumentem. Foram gastos cerca de US$ 70,43 milhões em projetos para tratar as águas utilizadas na refinaria de modo que estejam em condições de serem lançadas no mar.

As unidades da REDUC possuem capacidade para processar hoje 248 mil barris de petróleo por dia, que são transformados em 54 diferentes tipos de derivados, tais como: gasolina, gás de cozinha, gás natural, óleo diesel, querosene de aviação, parafina e propeno. Uma boa parte da produção é exportada, principalmente para os Estados Unidos, Países da Ásia, Uruguai e Argentina. Outros derivados, como gases e nafta, são utilizados na indústria petroquímica. A REDUC também se destaca por ser a maior produtora de lubrificantes do Brasil (80% do total consumido). A comercialização dos derivados garante a refinaria um faturamento anual de US$ 3 bilhões.

Possui um moderno parque industrial formado por 28 unidades de processo, duas centrais termoelétricas, um sistema de tratamento de efluentes e um grande parque de transferência e estocagem de produtos, com cerca de 300 tanques, compõem a paisagem da refinaria. (http://www.petrobras.com.br).
Possui passivos ambientais do tipo Borra Oleosa, sendo que parte dela é tratada em um processo de "landfarming" que, segundo a FEEMA, devido a grande quantidade desse material no leito de tratamento, descaracteriza-o como processo eficaz e outra parte é comercializada para uma outra indústria em Magé; catalisadores utilizados em processos de refino de petróleo que são dispostos em aterros industriais; sucatas ferrosas e materiais contaminados com petróleo e derivados.

Não possui um Mapa de Risco Ambiental com relação aos passivos ambientais gerados na Refinaria, mas faz parte de um Plano de Auxílio Mútuo - PAM - com algumas empresas para caso de emergências: TEXACO, PETROFLEX, NITRIFLEX, POLIBRASIL, Dutos e Terminais do Sudeste - DTSE, ESSO, SHELL, BUTANO, COPAGÁS, MINASGÁS, SUPERGASBRÁS, IPIRANGA, Terminal Duque de Caxias da PETROBRÁS Distribuidora - BR-TEDUC, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros de Duque de Caxias.
O CENPES, Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo M. de Mello, é o coordenador institucional das tecnologias que movem a PETROBRAS. Em seus laboratórios, localizados na Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os profissionais desenvolvem pesquisas para todos os órgãos da PETROBRAS e esse trabalho é reconhecido internacionalmente de forma a posicionar o Brasil entre os países detentores de tecnologia de ponta da indústria do petróleo.

O embrião atual do CENPES foi o Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisas de Petróleo (CENAP), criado em 1955, como órgão dedicado à formação e ao desenvolvimento de recursos humanos. A indústria de petróleo ainda engatinhava no Brasil e necessitava de mão-de-obra especializada para se desenvolver. As atividades de pesquisa se concentravam na área industrial, tendo em vista a política nacional de substituições de importações e a necessidade de instalação do parque de refino brasileiro. Em 1963, foi aprovada a criação de um órgão voltado exclusivamente para as atividades de pesquisas e desenvolvimento.
Inaugurado em uma nova fase de atuação, em 1973, o CENPES possui Licença de Operação do órgão ambiental do Estado, passando a ocupar um conjunto de prédios da Ilha do Fundão, também no Rio de Janeiro, reunindo condições materiais e ambiente adequados às novas prioridades. Em 1992, 1% do faturamento bruto da Companhia passou a ser destinado ao CENPES, o que colocou a PETROBRAS no rol das companhias que mais investem em pesquisa e desenvolvimento no mundo.

Dentro da estrutura do CENPES, são as áreas tecnológicas que garantem a competência técnica necessária ao desenvolvimento dos Programas Tecnológicos e dos Projetos Estratégicos. Suas áreas de competência são: Catálise, Química e Avaliação de petróleo, Processos de refino, Produtos, Exploração, Reservas e reservatórios, Produção-Poço, Produção-Instalação, Tecnologia de xisto e Biotecnologia. (http://www.petrobras.com.br).

As Empresas Petróleo IPIRANGA desenvolvem atividades nos mais variados setores. Da indústria petroquímica à produção de asfalto passando pelo refino e distribuição de combustíveis, até chegar à fabricação de óleos especiais. Com intuito de manter um rígido controle de suas atividades em respeito ao meio ambiente, nas áreas de distribuição e refino, o grupo tem a preocupação constante de cumprir todas as regras de preservação ambiental, bem como no armazenamento de combustíveis, onde foram instalados novos equipamentos de forma a reduzir os impactos da manipulação de produtos.
O grupo IPIRANGA divulgou recentemente os balanços trimestrais das empresas que controla. Os resultados são positivos em todos os negócios e podem servir como atrativo a mais no processo de reestruturação por que passa o grupo, obtendo um lucro de R$ 30 milhões e faturamento de R$ 1,5 bilhão no primeiro semestre deste ano. No mesmo período de 1999, o lucro foi de R$ 35 milhões, com faturamento de R$ 1,156 bilhão. (Pamplona & Caporal, 2000).
Dentro da Companhia é destacada a importância com relação à Educação Ambiental e a Política de Segurança, com isso são criadas parceiras em projetos de preservação e de mapeamento de espécies ameaçadas de extinção, além de procurar oferecer a seus funcionários condições de trabalho a fim de reduzir as possibilidades de acidentes. (http://ipiranga.com.br).

A SMITHKLINE BEECHAM, tem a sua Sede em Londres, administra seus negócios através de suas subsidiárias localizadas em 160 países, sendo que, suas fabricas encontram-se instaladas em 33 países. As principais atividades da Companhia são a descoberta, desenvolvimento, fabricação e comercialização farmacêutica, vacinas e produtos de consumo relacionados à saúde e, para tal, dispõe de um laboratório clínico que testa e administração de benefício farmacêutico.
Com mais de 400 produtos no mercado como antidepressivos, antibióticos, medicamentos para diabetes, algumas marcas de pastas de dentes e escovas de dente. Possui ainda um programa de pesquisa biomédica e de diagnóstico molecular.

A PAN-AMERICANA é uma indústria de médio porte e a única fabricante de cloro no Estado do Rio de Janeiro. Possui certificação ambiental e afirma não participar de qualquer plano contingência envolvendo outras empresas, contudo, garante possuir um plano de emergência que visa controlar ou atuar em situações de emergências dentro de suas instalações. Em pesquisa realizada, afirmam não possuírem passivos ambientais já que todo e qualquer resíduo industrial gerado em suas instalações é devidamente tratado e disposto de forma definitiva, sem maiores detalhes, de acordo com o controle e licenciamento do órgão ambiental do Estado. Relatam passarem por algumas ocorrências internas de pequeno porte, mas que foram devidamente sanadas, sendo que não possuem qualquer tipo de Seguro para Ocorrências.

A CIBA ESPECIALIDADES QUÍMICAS é uma empresa de médio porte e que possui licença de operação que, no momento, encontra-se em processo de renovação. Não possui uma certificação ambiental, mas procura cumprir um cronograma definido que visa à obtenção da ISO 14.001 em setembro de 2001. Não possui nenhuma multa ou autuação nos últimos três anos e afirma não possuir passivos ambientais por não ser grande a quantidade de resíduos gerados na empresa. Garantem que todo o refugo é estocado dentro da própria empresa, comercializado, destruído e descartado com tratamento segundo normas vigentes. Existe um plano de emergência na empresa, tiveram alguns acidentes de pequenas proporções que foram devidamente contornados, e possuem um Seguro para Ocorrências.
Será muito dificil despoluir a Bahia da Guanabara com tantas empresas poluidoras, sem controle ambiental eficiente.

Notas
GOMES, Angela de Castro (org.). O Brasil de JK. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getúlio Vargas/CPDOC, 1991.
PETROFLEX. Anuário de 2006. Rio de Janeiro, Petroflex, 2006.

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