segunda-feira, 3 de abril de 2017

O OURO DE ROTHSCHILD E A MÃO DO GENERAL MIRANDA, criatura das forças ocultas



Capítulo XV
O OURO DE ROTHSCHILD E A MÃO DO GENERAL MIRANDA

O conselheiro Manuel Rodrigues Gameiro Pessôa, mais tarde visconde de Itabaiana, escrevia de Londres ao Imperador, afirmando não haver dúvidas sobre a existência duma sociedade secreta, criada para exterminar a monarquia no Novo Mundo, cujo foco se achava na Colômbia, onde se refugiara o filho do padre Roma, depos de 1817, general José Inácio de Abreu Lima (1); após o malogro da Confederação do Equador, em 1824, fora para ali que fugira o secretário do governo da mesma, Natividade Saldanha. Itabaiana estava na capital inglesa em companhia de seu amigo do coração, Felisberto Caldeira Brant, futuro marquês de Barbacena, tratando do nosso primeiro empréstimo externo com a urubuzada judaica da Bolsa. Londres era, então, o dínamo propulsor de todas as agitações maçônicas que se processavam na América do Sul, desde o começo do século XVIII, pelo menos. A proteção do duque de Sussex, grão-mestre da maçonaria inglesa, estendia-se sobre todos os intrigantes, agitadores e corifeus da seita. Graças a ela, por maiores esforços que envidasse, a embaixada portuguesa não conseguia a expulsão de Hipólito da Costa, que o intendente de polícia do Brasil, Paulo Fernandes Viana, achara mais cômodo comprar com metal sonante (2). Às lojas londrinas iam ter as pontas de todos os fios das meadas urdidas em nosso continente. É que o poder financeiro de Rothschild substituira o poder militar de Napoleão, e o Kahal de Londres principiava a governar o mundo, preludiando a formidável ação atual do Intelligence Service... A grande figura maçônica que, de acordo com os poderes ocultos da Inglaterra, dera os necessários passos para a preparação dos movimentos revolucionários sul-americanos, fora o general Miranda, o qual Pusera um de seus centros polarizadores na Colômbia. Itabaiana, 45 freqüentando os banqueiros judeus de Londres, estava pelo que ouvia ao par da verdade e dava uma informação absolutamente exata. "Francisco Miranda — diz o grão-mestre da maçonaria brasileira Mario Bhering — é a figura mais interessante de quantas aparecem na história das tentativas para a emancipação da América (3)". Nascido em Caracas, capita da Venezuela, em 1756, serviu nos exércitos dos Estados Unidos, da Rússia, da Espanha e da Revolução Francesa. Serviu a todas as pátrias, porque não tinha nenhuma. Era o tipo acabado do militar aventureiro e do agente revolucionário internacional. Dizia-se soldado do nobre ideal da emancipação americana e pôs-se ao serviço das forças secretas que também o apregoavam. Não se pode saber se estava ou não ao par da obra judaica que se encapotava sob esse ideal. O certo é que, desde 1790, procurou interessar as lojas inglesas e ianquis nessa obra. Fundou a famosa loja Regional Americana de Londres, da qual saíram as duas Lautaro, a de Cádiz e a de Buenos Aires. Em todas elas, se exigia do neófito jurasse solenemente dar bens e vida pela independência da América (4). Os patriotas sinceros pronunciavam esse juramento com entusiasmo e o cumpriam com seu sangue, sem a menor desconfiança de que trabalhavam para a realização dos sinuosos planos de Israel. Em 1809, a diplomacia espanhola reclamava com certa veemência do primeiro ministro Canning contra a liberdade de ação de Miranda na Inglaterra. Mas Canning, obediente aos interesses da sinagoga, respondia que as pesquisas feitas pelo governo britânico o haviam persuadido que a conduta do general não era de molde a inspirar a menor inquietação ou desconfiança (?). E o trabalho de sapa continuou. "Ao mesmo tempo que muitos irmãos cuidavam de aumentar o número dos adeptos, desempenhavam outros reservadíssimas comissões; desta maneira, sob os trajes modestos dum marinheiro, a indiferença dum negociante, a batina insuspeita dum sacerdote, a atividade inerente a um corretor de mercadorias, a impassibilidade anglo-saxônica dum turista se ocultava um filiado encarregado de levar a cabo importante a delicada missão (5)". No Brasil, muitos foram os agentes dessa espécie, a julgar pelos que, ainda hoje, através do tempo e de difícil documentação, se podem identificar. Que era o contrabandista inglês Lindley, agarrado na Bahia, em 1812, com a boca na botija, e libertado da cadeia pelos maçons, que lhe deram fuga, senão um desses agentes (6)? E o viajante luso-inglês Henry Koster, que percorreu o Nordeste de 1808 a 1815, que era, senão outro? Lendo-se o primeiro volume de suas "Viagens", publicadas primeiramente em inglês e, depois, em francês, com certa atenção, verifica-se nas entrelinhas que nada mais foi do que um agente de ligação daquilo que bem se pode chamar o mirandismo. Tomou como pretexto de sua vinda a um país exótico e pouco procurado a necessidade de mudar 46 de ares por motivo de moléstia. Entretanto, ao invés de chegar e ir repousar num sítio ou fazenda, meteu-se pelo interior, indo de Pernambuco ao Ceará por terra, a cavalo, travessia pouco aconselhável nos nossos dias e muito menos naquele tempo, sobretudo para um enfermo. Trouxe muitas cartas de recomendação para negociantes do Recife, especialmente ingleses. Não cita o nome dum só. Aliás, somente cita nomes de pessoas que se está vendo não tinham compromissos na seita. São raríssimas as exceções em contrário. Quando veio, tinha já ligações, segundo confessa, com muitos portugueses, desde a Inglaterra. O conhecimento que possuía da língua lhe facilitaria a tarefa. Esteve em Goiânia, onde voltaria mais tarde várias vezes, recomendado a Arruda Câmara, do qual publica em apêndice ao seu segundo volume das "Viagens" um trabalho sobre botânica (7). Goiânia era um foco de revolucionarismo maçonizante, que repeliria a reação de Luiz do Rego em 1821. Arruda Câmara era um dos mais antigos e o mais graduado dos conspiradores maçons de Pernambuco. Em Natal, Koster foi recebido com toda a consideração pelo então governador Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, antigo conspirador irmão de conspiradores, que lhe deu uma carta de recomendação para um dos homens mais conceituados da cidade cearense do Aracati, naquele tempo, José Fidelis Barroso, bisavô paterno do autor deste livro, cuja hospitalidade é a que o viajante mais louva em sua obra. Na travessia do Rio Grande do Norte para o Ceará, algumas autoridades suspeitaram dele e teve de lançar mão de intimidações para evitar suas exigências. Passou até como "agente de Bonaparte". Ele mesmo o diz. Doente e precisando de novos ares, levou 34 dias a cavalo de Natal a Fortaleza, de onde voltou ao Recife, servindo até de portador a despachos do governo cearense (8). Que boa fé a daquelas autoridades! Oito dias depois de se achar na capital pernambucana, recebeu cartas da Inglaterra "que o obrigaram a ir ao Maranhão". Que obrigação era essa para um homem doente que só precisava mudar de ares? Chegando a São Luiz por mar, apesar do navio não ter sido visitado pelo 9uarda-mor, "achou meios" de enviar à terra as cartas que trazia. Tinha muita pressa em evitar a revista da alfândega! Mas não pode evitar que suspeitassem duma caixa de livros que o acompanhava, obrigando-o as autoridades a traduzir-lhes os títulos e dar conta de seus assuntos. O homem doente viajava com caixões de livros! No Maranhão, durante sua permanência, esteve em contato com o famoso ricaço da Parnaíba, Simplício Dias da Silva, que participou de muitos sucessos políticos, e com vários indivíduos suspeitos que se encontravam presos: um ouvidor suspenso das funções, homem independente, que agia com liberdade "apesar dos perigos que corria", diz Koster textualmente (?); o capitão dum navio inglês, e um brasileiro de categoria. Nenhum nome! (9). Em 1811, o pseudo viajante à cata sempre de novos ares veio 47 outra vez da Inglaterra para Pernambuco e andou por Goiânia, Bom Jardim, Jaguaribe, Monteiro, Uinha, Itamaracá (10). Quando foi embora, deixou preparados os rastilhos para a explosão de 1817. Ele "devia entender-se com Hipólito da Costa e obter o apoio da nação inglesa" (11), assegura Pedro Calmon, sem dúvida com fundamento para isso. A atividade desenvolvida por Miranda na maçonaria com agentes de tal ordem foi tão notável que comumente se falava em "maçonaria mirandista" e em "lojas mirandistas". Seus grandes colaboradores no continente eram San Martin, Alvear, Zapiola, na Argentina; Urtaris e Brisoño, na Venezuela; 0'Higgins e Madariaga, no Chile; Mier e Santander, no México; Narino, na Colômbia; Mantufar, no Equador; Ângulo Meljar, Arenales, Monteagudo, no Peru; Domingos Martins Dourado e Domingos Teotonio Jorge, no Brasil. Destes dois, o primeiro tivera inteligências no Prata, com Rivadavia (12). Todo o continente estava, assim, envolvido na teia dos agentes maçônicos, manobrada pela maçonaria de Londres, a qual era, visivelmente, manobrada pelo Kahal dos judeus. As revoluções que se desencadearam no Brasil, as conjuras que ciciaram na penumbra das boticas judaicas e das academias, cujos rótulos literários escondiam atividades subversivas; todas jamais refletiram um sentimento nacional, aspirações naturalmente brasileiras, como a histó- ria, que se tem escrito nos faz crer; todas obedeciam, assegura pessoa insuspeita, o grão-mestre da maçonaria brasileira, Mario Bhering, ao "imperativo continental". Na sua abalisada opinião, o levante de 1817 não é um fato eminentemente nacional, como se diz, porém "UM DOS MUITOS EPISÓDIOS DA OBRA REVOLUCIONÁRIA DE MIRANDA (13)". Ora, Miranda não era brasileiro, não conhecia o Brasil, não o podia amar. Era venezuelano de nascimento e cosmopolita de alma, aventureiro e agitador profissional, criatura das forças ocultas. Assim, os que lhe obedeceram e serviram, não serviram nem obedeceram ao Brasil e sim à maçonaria que ele representava e que, por sua vez, era escrava do judaísmo. Ninguém pode obedecer e servir ao mesmo tempo a dois senhores. Parece lógico. Miranda entrara na Revolução Francesa como agente da Inglaterra, isto é, do Kahal de Londres. Os convencionais Petion e Brissot, ambos girondinos, confessaram que deveu suas promoções à proteção das influências inglesas (14). Fazia praça de opiniões extremadas e denunciou Dumouriez, seu general chefe, à Convenção Nacional. Na batalha de Neerwinde, sua atitude pareceu tão suspeita a muitos oficiais que foi abertamente qualificada de traição (15). Em abril de 1793, Robespierre declarava: "Stengel, aristocrata alemão, e Miranda, aventureiro espanhol (sic) empregado por Pitt, traem-nos, ao mesmo tempo, em Aix Ia Chapelle e Maestricht". Pouget de Saint André, que cita este documento, continua: "Todavia Miranda foi absolvido e coroado de flores. Pouco depois, foi novamente preso como amigo dos girondinos. Posto em liberdade pg.48  

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