quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Terras devolutas, conflitos, Governo, classes dominantes versus populares

No dia 24/08/2011, cerca de quatro mil trabalhadores sem-terra bloquearam a entrada do Ministério da Fazenda em Brasilia.
        
Os manifestantes reivindicam a ampliação do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), redução da carga de trabalho, a aceleração da reforma agrária, além do assentamento de 60 mil famílias que estão acampadas em territórios brasileiros.

Vejam, o assentamento foi um problema que iniciou na ingerência do governo Sarney:

A SUDENE, autarquia criada no governo de Juscelino Kubitscheck tinha por principal finalidade criar condições e meios para melhorar a condição de vida das pessoas que estavam inseridas no chamado polígono das secas(área abrangida pelo nordeste e pelo norte de Minas Gerais

No final dos anos 80, inicia-se o assentamento das famílias de lavradores e a incorporação de entidades privadas nos locais de assentamentos.

O projeto fora idealizado para ser um dos maiores pólos de produção do mundo, sobretudo de frutas tropicais, tendo sido gastos em torno de 600 milhões de dólares para o seu aparelhamento. Acontece que, a certa altura, o dinheiro acabou.

O governo Sarney (85/89) recorreu então ao Banco Mundial, que solicitamente ofereceu cento e poucos milhões de dólares para a conclusão. Mas foi estabelecida uma exigência: não fazer na região apenas um desenvolvimento empresarial, mas também “social”, com assentamentos socialistas de Reforma Agrária, distribuindo glebas de cinco hectares para 1.824 assentados, sem o título de propriedade.

Mas uma vez a elite econômica rouba a cena, como é descrito por Oliveira: "a função da SUDENE  passou a propiciar o domínio do nordeste á burguesia do sul, ou seja, a referida autarquia criada para ser um pólo de desenvolvimento e com o objetivo principal de extinguir, pelo menos parcialmente, as desigualdades sociais existentes na área do polígono das secas, em pouco tempo se transformou em um paraíso para os em empresários, onde ganha seus contornos definitivos quando o próprio conflito, classe dominantes versus populares.


Ademais, 54% do solo pátrio são ocupados por terras devolutas, pertencentes ao maior latifundiário do País, o Estado.

O plano de colonização do projeto previa ainda a constituição de um órgão que cuidasse da administração geral, para tanto foi criado a RURALMINAS em 1996.

Passados 20 anos, as perspectivas dos mencionados tecnocratas resultaram no mais retumbante fracasso. Não há praticamente nenhum dos assentados de 95; as posses foram “vendidas” para “novos donos”; em alguns lotes, as transferências sucessivas já ultrapassam o número de 10; os novos posseiros as “compraram” por preços irrisórios ou as trocaram por automóveis velhos e outras quinquilharias.
         
Funcionários do projeto afirmaram que, ao abandonar os lotes, muitos dos assentados os dilapidam, levando tudo o que podem: canos, hidrantes e, em alguns casos, o próprio relógio marcador do consumo de água.

PERGUNTO? Para que serviu a RURALMINAS  que não administrou a disciplina nos assentamentos  protegendo e orientando os assentados contra os latifundiários desonestos? Para que serviu e serve as inúmeras ONGS não governamentais, custeadas pelo Governo Federal que saíram em “defesa” dos assentados? Para que serviu e serve o MST que recebe verbas faraônicas do Governo Federal e nunca exigiu PARA VALER uma postura dígna dos Governantes com relação aos grandes latifundiários que exploram as terras (devolutas) mantendo o trabalhador afastado do campo e  quando muito, submetidos a trabalhos em regime de escravidão?  Para que serve o Governo Federal que não manteve como prometeu em campanha política, o assentamento do cidadão  QUE QUER TRABALHAR?

E O PIOR, o cidadão brasileiro não acredita mais neste tipo de rebelião comandada pelo MST que recebeu e recebe fortunas do Governo Federal ao longo de todos estes anos, invadindo áreas aonde famílias já plantam como aconteceu no Sul, e em outras regiões.  Infelizmente, desacreditado no governo,  o pensamente do cidadão hoje foca a ideia que essas manifestações comandadas pelo MST são para revindicar terras  não para aqueles que realmente QUEREM TRABALHAR na lavoura de forma sustentável, SIM, mais terras para o domínio do partido do PT e de seus agregados.
O QUE REALMENTE O GOVERNO FEDERAL QUER E ESTÁ DEIXANDO ACONTECER NÃO ENTRA METAS PARA A "REFORMA AGRÁRIA" 
por de trás da propaganda do “Agronegócio”, existe um fortalecimento ainda maior do latifúndio semi-feudal, que mantém os camponeses pobres na mais completa miséria e debaixo de intensa repressão.

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